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WhatsApp fora do ar gera prejuízo

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Comerciantes relataram problemas causados pela restrição imposta pela Justiça do Sergipe e revogada ontem / Foto: Edson Martins

Comerciantes relataram problemas causados pela restrição imposta pela Justiça do Sergipe e revogada ontem / Foto: Edson Martins

Ter ficado com o WhatsApp fora do ar durante 24 horas foi o suficiente para atrapalhar a vida de muitas pessoas. Em Mogi das Cruzes, houve gente que perdeu cliente, atrasou conversa importante ou deixou de falar com a família por conta da restrição imposta pela Justiça do Sergipe na última segunda-feira, mas revogada na tarde de ontem.

O cabeleireiro Antônio Aparecido de Sant’anna, de 51 anos, diz que aproximadamente 20% dos cortes são agendados pelo WhatsApp. “A maioria das pessoas vem sem marcar ou agenda por telefone, mas já consegui sentir a diferença no fluxo de clientes”, conta.
Um cliente que habitualmente marca o corte de cabelo pelo WhatsApp ainda reclamou da situação. “Ele ligou aqui no salão e disse: Poxa vida, agora vou ter que ligar e gastar meus créditos”, acrescenta Sant’anna.

Além de prejudicar o relacionamento com o cliente, a queda do aplicativo também atrapalhou a comunicação com a mulher, com quem, diz o cabeleireiro, troca mensagens durante todo o tempo. “Sem o WhatsApp, a gente acaba falando apenas o necessário, por causa dos créditos”, diz.

Para a comerciante Rosemary de Souza Ota, de 57 anos, a medida atrapalhou as conversas com os familiares, com quem o aplicativo costuma ser a forma de contato mais fácil e rápida. “A gente tem um grupo, então se você fala para um, todos recebem a mensagem ao mesmo tempo. É muito prático”, ressalta.

Além disso, o balanço de um evento realizado pelo “Grupo das Amigas” foi prejudicado. “Temos contas para acertar, questões para resolver, mas deixamos pendente porque ficamos sem comunicação”, completa.

Ela classifica como absurda a medida tomada pelo juiz Marcel Montalvão, que tiraria do ar o aplicativo de troca de mensagens das 14 horas desta segunda-feira até as 14 horas de manhã (restrição de 72 horas). “O que eles querem com isso, afinal de contas? O que vão conseguir prejudicando 100 milhões de usuários? Há outras ações que poderiam ter sido tomadas”, avalia. Entretanto, na tarde de ontem, o desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, do Tribunal de Justiça do Sergipe, atendeu a um pedido de reconsideração apresentado pela empresa e liberou novamente o acesso. (Danilo Sans)

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