Versão EXL embala vendas do WR-V - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Versão EXL embala vendas do WR-V

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A Honda poderia ter se dado por satisfeita com o sucesso do HR-V, utilitário esportivo mais vendido do país no ano passado. Mas a marca entendeu que ainda havia espaço para concorrer com mais um modelo no segmento que mais se destaca no país, o de SUVs compactos. Lançou o WR-V, menor que o HR-V, para tentar conquistar consumidores de configurações de entrada e intermediárias dos projetos mais novos. Para atingir esse objetivo, aposta principalmente na configuração EXL, que conta com um bom recheio de equipamentos e comodidades tipicamente presentes em variantes de topo.

O WR-V utiliza a mesma arquitetura do Fit, sendo ligeiramente maior que o monovolume: são 2,55 metros de entre-eixos, quatro metros de comprimento, 1,73 metgro de largura e 1,6 metro de altura. O conjunto suspensivo passou por modificações e as rodas, que no Fit são de 15 polegadas, no WR-V são maiores, de 16 polegadas. A suspensão adota amortecedores com batente hidráulico e diâmetro de cilindro reforçado e uma barra estabilizadora mais robusta, projetada para minimizar a rolagem da carroceria e dar mais estabilidade. O eixo traseiro teve seu desenvolvimento baseado no HR-V e investe na alta rigidez para reforçar o conforto e dirigibilidade.

O motor, no entanto, é o mesmo 1.5 litro i-VTEC FlexOne utilizado no Fit. Ele trabalha em conjunto com uma transmissão CVT com conversor de torque. Com etanol, esse propulsor gera 116 cv de potência a 6.000 rpm e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rpm – quando abastecido com gasolina, são 115 cv e 15,2 kgfm, nas mesmas faixas de giro. O motor consegue fazer com que os 1.130 quilos do WR-V ELX se movimentem de forma apenas satisfatória, sem muita euforia. Não que a sensação de falta de força impere, mas também não há qualquer sopro de esportividade no trem de força, com desempenho limitado pelo câmbio CVT.

Por outro lado, a adoção da transmissão continuamente variável ajuda na questão da economia de combustível, algo que é percebido rapidamente quando se começa a prestar atenção nas informações de consumo do computador de bordo.

Os números de desempenho não impressionam, mas o teste do InMetro a respeito da eficiência energética chama atenção: o WR-V recebeu nota “A” em sua categoria.

A lista de itens de série é bem completa. A principal ausência é a dos controles eletrônicos de tração e estabilidade, que não aparecem nem como opcionais. A mais que a versão de entrada EX, a variante EXL tem airbags de cortina, totalizando seis, e central multimídia com tela de sete polegadas, navegador GPS e conexão à internet.

A diferença de preço entre as duas configurações é de R$ 4.000, sendo a EXL a que melhor se posiciona como concorrência no segmento, a R$ 83.400. E, pelo visto, o WR-V chegou mesmo para incomodar: no seu primeiro mês de vendas fechadas, abril, já superou a expectativa da Honda de 1.700 emplacamentos mensais, somando 1.853 exemplares vendidos. Nada mau para quem acabou de chegar. (Márcio Maio/AutoPress)

NICHO Nada mais que um Fit anabolizado, o Honda WR-V acaba sendo uma opção, na configuração top EXL, a versões intermediárias ou de entrada de outros SUVs compactos. Com preço de R$ 83,4 mil, o modelo não tem uma boa relação custo/benefício

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