Unica fará até 100 cirurgias/mês

expectativa Novo centro cirúrgico da Unica deve começar a fucionar no primeiro semestre de 2018serem
expectativa Novo centro cirúrgico da Unica deve começar a fucionar no primeiro semestre de 2018serem
Dentro de nove meses, quando começar a funcionar o novo centro cirúrgico na Unidade Clínica Ambulatorial (Unica) Dr. Arthur Domingos Fais, de Jundiapeba com capacidade para realizar, por mês, de 70 a 100 cirurgias de baixa complexidade, que exigem a internação dos pacientes durante apenas 24 horas, o Hospital Municipal Valdemar Costa Filho, em Braz Cubas, fortalecerá uma de suas vocações, a assistência infantil. Os investimentos na Unica têm estreita ligação com o aumento da demanda por leitos pediátricos e pela cirurgia geral, provocado pelo crescimento do atendimento a uma parcela da população que anteriormente utilizava os serviços particulares e por um fenômeno também em expansão: o recebimento de moradores de outras cidades que buscam tratamento na rede de saúde de Mogi das Cruzes.

No desenho de uso do Hospital de Braz Cubas, projetado para atender cirurgia geral, da mulher e infantil, além do Pronto-Socorro, um andar foi planejado para a pediatria. Desde o ano passado para cá, a procura cresceu a ponto de dois andares serem reservados apenas para os leitos ocupados por crianças, como contou ontem, o secretário municipal de Saúde, Marcello (Teo) Delascio Cusatis.

Os números indicam um sensível aumento nas projeções feitas logo após o fechamento do Pronto-Socorro Infantil do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em 2014. “Nós tínhamos um plano de trabalho que previa a internação de 50 crianças, mas isso mudou, por causa de fatores como a migração de muitos pacientes da rede particular e de convênios médicos para a rede pública, e o fechamento de serviços antes encontrados nos hospitais particulares da Cidade”, acrescenta o gestor.

Nos últimos dois anos, a média de atendimento infantil dobrou e, ao mesmo tempo, com o fim da demanda reprimida por cirurgias gerais de baixa complexidade com o início do funcionamento do Hospital Municipal, foi necessário assistir mais crianças.

Embora as cirurgias gerais se mantenham dentro de um quadro de normalidade, com a pressão gerada pelo crescimento populacional, o atendimento a pessoas de outras cidades e o prolongamento da crise que afetou a rede privada, a decisão da Secretaria foi investir no hospital dia de Jundiapeba, onde será possível absorver a demanda futura.
Na segunda-feira, quando for lançado um mutirão de consultas (veja retranca) e assinado o contrato com a empresa vencedora da concorrência para ampliar o Unica, o serviço médico de Jundiapeba continuará atendendo normalmente. As intervenções para a adaptação do primeiro andar e térreo não devem alterar a rotina de consultas e dos demais procedimentos médicos.

O projeto prevê a ampliação do centro cirúrgico já existente, com a construção de duas salas para procedimentos pós-anestésicos e quatro leitos hospitalares. Ali deverão ser realizadas até 100 cirurgias por mês, de baixa complexidade e menos invasivas, como a retirada de vesícula e o rebaixamento do útero, uma das mais procuradas por mulheres. “Serão procedimentos que dispensam a internação do paciente, já que ele pode ir para a casa algumas horas depois da intervenção”, destacou Cusatis. Em casos excepcionais, no entanto, que exigirem internação hospitalar, a retaguarda será dada pelo Hospital Municipal de Braz Cubas.

Infantil

Quando estiver funcionando, o bloco cirúrgico de Jundiapeba estará capacitado para receber parte dos pacientes hoje operados no Hospital Municipal. Esse remanejamento deverá favorecer o atendimento infantil na Cidade, que hoje conta com os leitos sempre concorridos da Santa Casa de Misericórdia, e fortalecer a vocação de hospital infantil da unidade de Braz Cubas, que já recebe na atualidade, cerca de 7 mil crianças por mês (Pronto-Socorro e Ambulatório).


 

Ampliação da Unidade Clínica custará R$ 900 mil

A ampliação das instalações do Unica de Jundiapeba custará R$ 900 mil. Desse total, R$ 550 mil são de uma emenda parlamentar obtida pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), enquanto ele ainda exercia o mandato federal. O dinheiro foi liberado para Mogi das Cruzes entre 2014 e 2015, mas somente agora chegou aos cofres municipais. Já o restante, R$ 350 mil, corresponde a recursos próprios da Prefeitura. A manutenção do novo centro cirúrgico será paga também com dinheiro municipal, num valor estimado em R$ 420 mil por mês. (E.J)