Uma nova maternidade - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDITORIAL

Uma nova maternidade

Editorial

Durante sessão da Câmara Municipal de Mogi, o vereador e médico Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB) tornou público um projeto ainda pouco conhecido da Cidade: a intenção do prefeito Marcus Melo (PSDB) de construir uma nova maternidade pública, visando suprir uma grave deficiência existente no setor da saúde, desde que hospitais particulares encerraram as atividades de seus respectivos setores, em virtude da falta de compensação financeira.

Com isso, a Santa Casa tem sido o único hospital público a dispor de leitos para uma população de cerca de 450 mil habitantes, onde grande parte se vale desse tipo de serviço para nascimento de seus filhos, fato que explica a superlotação da unidade filantrópica e que já chegou a causar problemas de maior gravidade, como infecções hospitalares e até mortes em decorrência de tal situação.

Em sua exposição, Chico Bezerra, como o vereador é conhecido, revelou também que ainda falta ao prefeito definir entre três opções, qual seria aquela capaz de melhor atender à população de Mogi das Cruzes.

A reforma do prédio da Santa Casa é uma das que vêm sendo discutidas há algum tempo. Ao custo de R$ 5,5 milhões, com um custeio em torno de até R$ 700 mil mensais. Os atuais 38 leitos obstétricos seriam elevados para 55, enquanto os nove leitos de UTI Neonatal passariam para 20. Tal opção teria alguns inconvenientes: a estrutura centenária do prédio do hospital, que já recebeu, ao longo de décadas, inúmeros puxadinhos, dentro de um mesmo espaço.

A segunda opção viria a ser o prédio onde funciona o atual Fórum de Braz Cubas, que deverá ser desocupado, com a inauguração da nova sede do Judiciário, próximo à Avenida Perimetral. Ao lado do Hospital Municipal, o local abrigaria 50 leitos para baixa e média complexidades e UTIs adulta e neonatal. O custo seria de R$ 30 milhões, com manutenção por volta de R$ 2 milhões a cada mês. A julgar pelo custo, o atual prédio, também bastante antigo, seria colocado no chão para uma nova construção. Melhor que puxadinhos.

E, por fim, a terceira opção seria a ampliação do prédio do Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas, que teria sido construído com vistas a ampliações futuras. O local teria condições de receber uma maternidade com 20 leitos, sem previsão de custo definido. Embora planejado, seria o primeiro espaço agregado ao novo hospital, que passaria a ter uma nova utilização. O fato de, segundo Bezerra, o secretário de Saúde, Téo Cusatis, não dispor do valor previsto para a obra, pode significar que tal opção não esteja entre as mais viáveis para o Município.

De qualquer forma, há que se louvar a intenção do prefeito Marcus Melo de investir numa área importante da saúde, mesmo enfrentando uma fase de dificuldades extremas com os setores econômico e financeiro da Prefeitura. É hora, portanto, de se decidir e colocar em prática um dos três projetos.

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