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Tracker vende mais com versão LT

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  A versão LT do Tracker perdeu diversos itens em relação à variante mais cara. O que mais fica evidente são as rodas aro 16 polegadas, “acanhadas” demais para o modelo / Fotos: Isabel Almeida - Autopress

A versão LT do Tracker perdeu diversos itens em relação à variante mais cara. O que mais fica evidente são as rodas aro 16 polegadas, “acanhadas” demais para o modelo / Fotos: Isabel Almeida – Autopress

Transformar crise em oportunidade de crescimento é o sonho de qualquer fabricante. E, para isso, inúmeras estratégias são traçadas. A maior parte das marcas que atuam no Brasil recorreu às apostas nos utilitários esportivos, especialmente os compactos. Sem novidades para o Tracker, seu representante na categoria, a Chevrolet optou por eliminar alguns itens de conforto e entretenimento do modelo e, assim, criar uma nova versão mais barata, a LT, que pudesse ampliar o mercado do carro e comover o consumidor.

A iniciativa surtiu efeito. Dados da Fenabrave indicam um crescimento de 12,7% no primeiro quadrimestre entre os utilitários esportivos no país e 30% das vendas atuais são justamente da configuração LT, que briga com as de entrada da concorrência mas já sai de fábrica com transmissão automática de seis marchas e rodas de liga leve de 16 polegadas, que nem sempre constam nas variantes mais baratas dos rivais.

Uma das principais vantagens da configuração LT é que foi mantido o mesmo conjunto mecânico da versão topo de linha LTZ. Trata-se de um 1.8 flex que rende 144 cv quando abastecido com etanol e 140 cv com gasolina, a 6.300 rpm em ambas situações, o mesmo trem de força do Cruze. O torque máximo, com etanol, é de 18,9 kgfm e aparece aos 3.800 giros. Com gasolina, vai para 17,8 kgfm, na mesma rotação. Mas, de acordo com a marca, 90% dele aparecem em 2.200 rpm. A transmissão é sempre automática de seis velocidades, com opção de mudanças manuais na alavanca.

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Esteticamente, a principal diferença entre o Tracker LT e o LTZ está nas rodas de liga leve. Na variante mais em conta, elas têm 16 polegadas, contra as de 18 que equipam a LTZ. Por dentro, outras mudanças chamam atenção. O revestimento dos bancos é em tecido e o sistema de som é bem simples, apenas com rádio/CD Player, sem entrada USB ou Bluetooth. Mas os itens básicos de conforto a bordo, como ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico, estão presentes. E o principal: a diferença de preço em relação à versão LTZ é grande. São R$ 9.500 a menos, ou seja R$ 77.790 da LT contra os R$ 87.290 pedidos pela LTZ.

A economia realizada no Tracker para a criação da versão LT sacrificou diversos itens presentes na variante mais cara. Nesse segmento e na faixa de quase R$ 80 mil, surpreende a ausência de uma central multimídia com tela sensível ao toque e até de um volante multifuncional. O controle de cruzeiro também foi retirado, assim como a substituição das rodas de 18 polegadas pelas menores, de 16. De série mesmo, há direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, computador de bordo, faróis e lanternas de neblina e CD player. Há alguns anos, esses itens eram suficientes para que um carro fosse chamado de “completo”. Hoje em dia, no entanto, não chega nem a ser o mínimo que se espera de um modelo dessa categoria e com essa tabela de preço. (Márcio Maio/AutoPress)

PONTO A PONTO

Desempenho – O 1.8 litro de 144 cv com etanol é correto para a proposta do utilitário. Não há falta nem sobra de força. O câmbio automático de seis velocidades, no entanto, se atrapalha quando são necessárias reduções rápidas para retomadas ou ultrapassagens e esgoela demais o motor. Nota 7

Estabilidade – Nesse ponto, o Tracker se destaca. A direção tem boas respostas e se mantém firme em altas velocidades. Apesar de ser um carro alto, o SUV tem um comportamento equilibrado nas curvas. As rolagens de carroceria até aparecem, mas são bem sutis para um modelo tão alto. Nota 8



Interatividade – A versão LT foi criada para melhorar a relação de custo/benefício do modelo, mas fez com que ele perdesse muitas funções e tecnologias. Com isso, são poucos comandos e nem teria motivos para que estivessem mal localizados. O painel digital proporciona boa leitura das informações do modelo e o rádio é bem simples de usar, até pela falta de recursos mais sofisticados. As trocas manuais, no entanto, seguem no incômodo botão localizado na alavanca. Nota 7

Consumo – O modelo testado se mostrou bastante sedento, mas o InMetro não aferiu ainda nenhuma unidade do utilitário compacto da Chevrolet. Porém, foi avaliado o sedã médio Cruze, que utiliza o mesmo trem de força. Ele tem melhor aerodinâmica mas pesa pouco mais que o Tracker LT e consumiu 6,1/9,1 km/l de etanol/gasolina na cidade e 7,3/10,8 km/l na estrada. Nota 6

Conforto – O espaço é bom para todos os ocupantes. Mesmo um quinto elemento consegue viajar sem grandes apertos. Um ponto negativo nesse quesito é o isolamento acústico, que é falho. Mesmo quando o SUV circula em baixas rotações, o barulho do motor invade a cabine. Como qualquer ultrapassagem ou retomada demanda reduções bruscas, torna-se incômodo. Nota 7

Tecnologia – Para ficar mais barata, a versão LT perdeu itens como o sistema My Link, GPS, volante multifuncional e controle de cruzeiro. Até as rodas de liga leve, de 18 polegadas na configuração LTZ, passaram a ser aro 16 na LT. De série, há direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, computador de bordo, faróis e lanternas de neblina e sistema de som com CD. A plataforma é a mesma do Cobalt, Onix, Prisma e Spin, de 2010. Nota 6

Habitabilidade – Há inúmeros porta-objetos no habitáculo, ou seja, não falta espaço para guardar objetos pessoais dos passageiros. O modelo também conta com dois porta-luvas. O porta-malas, no entanto, leva apenas 306 litros. Nota 8

Acabamento – O habitáculo do Tracker é bem parecido com o de outros carros da Chevrolet. Há plásticos por todos os lados, sem qualquer sofisticação. Os encaixes, no entanto, são bem feitos e não há rebarbas aparentes. De maneira geral, a impressão é a de que se trata de um modelo mais barato do que os quase R$ 80 mil pedidos. Nota 6

Design – O Tracker tem um visual já cansado, a versão reestilizada deve chegar no final deste ano. O para-choques traseiro, os apliques plásticos nas caixas de roda, no perfil e na parte inferior do para-choques dianteiro em preto conferem uma imagem mais robusta ao modelo. Para isso, contribui também as linhas retas, que se misturam a poucas arredondadas na carroceria. Nota 7

Custo/benefício – A versão LT do Tracker briga com as versões de entrada dos SUVs compactos com transmissão automática e é vendida por R$ 77.790. Um Ford EcoSport mais bem equipado – com controle de estabilidade e tração, por exemplo – e motor 1.6 de 131 cv sai por R$ 74.900. Já um Renault Duster Dynamique 2.0 de 148 cv, com câmbio de quatro marchas, é R$ 85.150. Um Honda HR-V com câmbio CVT parte de R$ 84.900, enquanto o Jeep Renegade Sport Flex AT6 começa em R$ 83.290. Um Peugeot 2008 1.6, de 122 cv e transmissão automática de seis marchas, custa R$ 73.990 com melhor acabamento e lista de equipamentos. Nota 7

Total – O Chevrolet Tracker LT somou 69 pontos em 100 possíveis.



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