Terminal Rodoviário de Mogi, um cartão de visitas às avessas - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Terminal Rodoviário de Mogi, um cartão de visitas às avessas

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Banheiros quebrados e sem portas mostram os sinais explícitos de vandalismo. (Foto: Edson Martins)

Banheiros quebrados e sem portas mostram os sinais explícitos de vandalismo. (Foto: Edson Martins)

LARISSA RODRIGUES
Durante os dias úteis, passam pelo Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, em Mogi, cerca de 2 mil pessoas, segundo a Prefeitura, que é atualmente quem gerencia o local. Nas datas especiais, este número pode aumentar muito, como é o caso do feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, quando aproximadamente 15 mil pessoas iriam partir de lá. As condições oferecidas aos viajantes, entretanto, não são das melhores, já que, entre outras coisas, existe um banheiro sem porta e outros estão quebrados e interditados.

A Administração Municipal afirmou que serviços de manutenção vêm sendo realizados por meio de equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, mas que os sanitários têm sofrido com recorrentes casos de vandalismo. Novas intervenções já estão programadas para serem realizadas no local.

Há dez anos Evair Ventura é motorista no ponto de táxi da Rodoviária e diz que a situação é realmente precária. “Não tem uma manutenção constante. As torneiras e as descargas ficam sem funcionar, o sabonete faz tempo que tiraram e nunca mais foi reposto. É realmente muito ruim”, afirmou. Desde a inauguração do Terminal, em 1987, o espaço era administrado pela Socicam. Em março deste ano, o contrato acabou e o lugar passou a ser de responsabilidade da Prefeitura. “Antes já era ruim, mas agora podemos dizer que está menor pior”, completou o taxista.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que as propostas para a elaboração do edital de nova concorrência estão sendo analisadas para que se encontrem as melhores soluções para o atendimento aos viajantes e que também sejam exequíveis para futuros responsáveis pelo local. Dentro destas propostas consta ainda um projeto para a modernização da atual estrutura do Terminal, que visa trazer benefícios à que passa por ali.

“A nova empresa precisa ser comprometida, não adianta pôr qualquer uma. E, na minha opinião, uma reforma não seria o suficiente. Precisaria construir uma nova Rodoviária. Muitos passageiros que andam no meu táxi vêm de fora e comentam que cidades muito menores possuem terminais muito maiores”, opinou Ventura.

Sobre as mudanças possíveis no Terminal, Luiz Carlos Galhardo afirma que elas seriam essenciais. “O espaço é todo aberto e nos dias frios é muito ruim ficar esperando aqui, por que vem vento de todo lado. Seria interessante se colocassem portas de vidro, como vemos em outros lugares”, disse ele, que é de Ribeirão Pires, mas que constantemente usa o equipamento da Cidade para ir até Bertioga.

Vindo de Búzios, no Rio de Janeiro, Wagner de Souza Augusto esteve em Mogi para comprar peças automotivas. Ele conta que até tentou ir ao sanitário, mas que não teve condições. “Eu vim à Cidade apenas de passagem, só para fazer as compras mesmo, então teria que usar o banheiro aqui. Mas quando entrei vi a situação, que estava sem porta, desisti. Agora terei que esperar até chegar ao meu destino ou em alguma outra rodoviária no caminho”, criticou.

Outra reclamação recorrente é a da falta de segurança. Há aproximadamente um mês a bomboniére do local sofreu um furto, mas o criminoso foi contido pela população. Além disso, moradores de rua dormem dentro do Terminal. A reportagem de O Diário flagrou casos desse tipo.



Com relação à segurança, a pasta de Transportes informou que o trabalho é realizado pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, em sistema de rondas. Disse ainda que as ações são intensificadas durante os períodos de maior procura pelo Terminal, como no caso desta semana, por conta do feriado. O Terminal Geraldo Scavone também faz parte do itinerário das equipes de abordagem de pessoas em situação de rua. Segundo a Prefeitura, trata-se de um trabalho permanente realizado por equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social, em que são oferecidos atendimento e acolhimento, sempre respeitando o direito de escolha e buscando alternativas na perspectiva da superação da situação de rua.

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