Sesc no terreno do Centro Esportivo ainda divide opiniões em Mogi - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Sesc no terreno do Centro Esportivo ainda divide opiniões em Mogi

Cidades, QUADRO DESTAQUE

Diretoria do Sesc escolheu imóvel do Centro Esportivo do Socorro para instalar unidade. (Foto: Edson Martins)

Diretoria do Sesc escolheu imóvel do Centro Esportivo do Socorro para instalar unidade. (Foto: Edson Martins)

LARISSA RODRIGUES
Muito se questiona sobre a utilização da área do Centro Esportivo do Socorro para a implantação de uma unidade do Sesc em Mogi das Cruzes. A dúvida é pelo fato de um espaço público ser cedido à iniciativa privada. A carteirinha de fidelidade do Serviço Social do Comércio pode ser requerida por comerciários que, segundo o coordenador de Planejamento da instituição, Sérgio Batistelli, abrange cerca de 75% da população. Foi aprovado ontem, em sessão da Câmara Municipal, uma indicação feita pelo vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, para que seja realizada uma pesquisa com os mogianos sobre a aprovação ou não do equipamento. (Leia mais nesta página).

O Sesc é aberto ao público, com atividades e shows destinados a todos os públicos. Batistelli diz ainda que a odontologia é o único serviço que, hoje, não consegue atender à população em geral e exige a fidelidade. Quando aprovado, existe um concurso para que seja escolhido um projeto arquitetônico destinado ao equipamento. “Sempre escolhemos o projeto que vá de acordo com as nossas exigências e uma delas é que a porta seja praticamente uma extensão da rua, que chame todos para entrar. Não temos catraca ou seguranças que peçam a carteirinha na porta. As unidades precisam acolher a todos, não podemos rejeitar ninguém”, disse o coordenador em visita ao Sesc Jundiaí, no mês passado, acompanhado de uma comitiva de mogianos.

O prefeito Marcus Melo (PSDB) concorda que os mogianos devem dar a opinião. “Entendo que o Sesc é um assunto que a Cidade precisa tomar uma decisão conjunta e eu tenho ouvido muito os moradores de Mogi e percebido apoio à instalação da entidade, que é um equipamento aberto à população”, falou. Além disso, ele comentou o fato de alguns vereadores terem mostrado certa resistência pela cessão do espaço. “Se os vereadores têm feito algum comentário contrário talvez não tenham ido conhecer as unidades que fomos visitar. Os vereadores que foram são favoráveis, mas é tudo uma questão da construção de um diálogo e nós sempre construiremos isso junto à Câmara”, reiterou.

A Administração Municipal já afirmou que, com a vinda do Sesc, as atividades que acontecem hoje no Centro Esportivo do Socorro poderão ser realocadas ou, até mesmo, geridas pelo próprio serviço privado. O investimento feito pela entidade para a construção do equipamento na Cidade está estimado em R$ 120 milhões.

Entre os comerciários estão trabalhadores das áreas de comércio de bens, serviços e turismos como: comércio atacadista e varejista, academias e clubes recreativos, museus, cinemas, teatros, bibliotecas, hospitais, clínicas médicas e odontológicas, hotéis, pousadas, agências de turismo e restaurantes. Além disso, os beneficiários podem incluir os dependentes.

Câmara defende pesquisa de opinião
SILVIA CHIMELLO
A Câmara de Mogi defende a realização de uma pesquisa na Cidade para saber a opinião dos mogianos sobre a instalação de uma unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc) na área do Centro Esportivo do Socorro. A proposta, feita por meio de indicação do vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, e aprovada por unanimidade na Casa, será enviada ao prefeito Marcus Melo (PSDB). O tema dominou a sessão de ontem.

Bezerra decidiu propor a pesquisa por causa da repercussão do tema nas redes sociais, com comentários contraditórios. “Além de democrático, é legítimo fazer uma consulta para saber a opinião da maioria da população antes de fechar qualquer acordo”, reforçou.

Muitos vereadores se pronunciaram para esclarecer que não são contra o Sesc, mas querem saber o que a Cidade vai receber como contrapartida ao ceder esta área nobre, onde já existe uma estrutura montada. Alguns acreditam que o melhor seria a construção do empreendimento em bairros ou distritos mais afastados do Centro.



O vereador Mauro Araújo (PMDB) disse que “a Cidade precisa de algumas respostas” para poder avaliar os prazos para instalação, atividades e projetos sociais do Sesc, já que a entidade representa a iniciativa privada. Caio Cunha (PV) também defendeu a pesquisa. Iduigues Ferreira Martins (PT) quer saber para onde irá a escola, entidade assistencial, Polícia Ambiental, Guarda Municipal e outros serviços que funcionam no Socorro.

Em defesa do Sesc, José Antônio Cuco Pereira (PSDB), presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que acompanha as negociações – e ontem conseguiu aprovar mais 180 dias de prazo para continuar o trabalho -, destacou os benefícios da entidade para Mogi. “A população aprovará a proposta se conhecer melhor os trabalhos, projetos sociais e serviços gratuitos que o Sesc oferece à população”, diz. Ele cita o investimento de mais de R$ 120 milhões que Mogi receberá por parte da entidade, cujas unidades atendem cerca de 13 mil pessoas por semana.

Marcos Furlan (DEM) também é favorável à instalação do equipamento no Socorro, porque avalia que o local é subutilizado e teria um destino melhor se for administrado pela iniciativa privada. O vereador Rodrigo Valverde (PT) lembrou que há hoje mais de 30 cidades disputando uma unidade do Sesc e acredita que Mogi não pode desperdiçar a oportunidade.

Um encontro entre os representantes da Prefeitura e do Sesc está previsto para a próxima quinta-feira. Ficou acertado que vereadores e integrantes do Departamento Jurídico da Câmara também participarão da reunião.

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