Serviço de Radioterapia do Luzia deve começar a funcionar em maio - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Serviço de Radioterapia do Luzia deve começar a funcionar em maio

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A Secretaria de Estado da Saúde aguarda apenas autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). (Foto: Arquivo)

A Secretaria de Estado da Saúde aguarda apenas autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). (Foto: Arquivo)

LUCAS MELONI
Depois de uma demora de mais de cinco anos, o serviço de radioterapia no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, deve finalmente começar a funcionar em maio. A Secretaria de Estado da Saúde aguarda apenas autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, necessária por causa do acelerador linear de radiação usado nos tratamentos, para abertura da unidade.

As obras custaram R$ 20,9 milhões e passaram por diversos atrasos pela demora na emissão de licenças. A data foi anunciada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante visita a Mogi das Cruzes para o repasse do novo fórum criminal da Cidade, em Braz Cubas, da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania para o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP).

“O prédio da radioterapia já está pronto. O acelerador linear está instalado. Os funcionários vêm sendo treinados. O que nós precisamos é do não ops da Cnen porque, como é radiação, é preciso ter a autorização da Cnen, mas isso é questão de dias. No começo de maio, a nossa intenção é que o serviço já esteja em operação. Ali, no centro oncológico do Luzia, teremos, então, o tratamento completo de câncer, com cirurgias, quimioterapia e radioterapia. O hospital ganhou também ressonância magnética, um serviço que tinha muita demanda”, comentou Alckmin.

Segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde, em 2016 foram feitos 6.817 atendimentos oncológicos, montante 17,3% superior ao total de 2015. Por mês, em média, 90 pessoas diagnosticadas com câncer passam a fazer tratamento no Luzia.

O tratamento de câncer em Mogi das Cruzes (e por extensão no Alto Tietê) tornou-se um problema no final de 2012, quando o Hospital “Dr. Flávio Isaias”, onde eram feitos os atendimentos oncológicos, foi descredenciado pelo Ministério da Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) por supostas irregularidades nos procedimentos e nas cobranças dos atendimentos. A direção sempre negou as acusações. Na ocasião, o centro oncológico deixou de receber repasse do Estado. Os pacientes passaram a ser encaminhados à cidade de São Paulo. Há pouco mais de um ano e meio, por intermédio de uma associação médica, a Secretaria da Saúde passou a direcionar os pacientes para tratamento radioterápico no “Flávio Isaias”. As cirurgias e a parte quimioterápica começaram a ser feitas, na mesma época, no Luzia de Pinho Melo.

O governador anunciou a ampliação, no segundo semestre, das atividades do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba. Serão criados 64 leitos para dependentes químicos em busca de tratamento no local, que já tem 20 vagas para este público há mais de três anos.

Hospital de Suzano
O Governo do Estado acena que as obras do Hospital das Clínicas de Suzano, na Vila Amorim, estão quase concluídas. Elas já passaram de 90%. “Estamos apenas por detalhes, equipamentos, para a operação. Até o final deste primeiro semestre, o hospital entrará em funcionamento”, disse o tucano. As obras totalizam R$ 34 milhões. A unidade hospitalar é subordinada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP) e tornou-se a principal aposta para desafogar os centros hospitalares regionais de outras cidades.

Fórum
Em até 90 dias, o novo Fórum criminal de Mogi das Cruzes, em Braz Cubas, deve estar em funcionamento. O local demorou quatro anos para ser construído por causa de uma série de problemas com a construtora que iniciou os serviços. A expectativa é de que seja aberta lá uma vara para análise de processos de violência doméstica (de agressão a mulheres), confirmou o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti. A atual unidade forense do Distrito, que fica na Rua Schwartzmann, deve ser repassada à Prefeitura. O prefeito Marcus Melo (PSDB) disse que já há projetos para o local, mas não quis adiantá-los à imprensa.



“Nós temos um grande problema, que aquele prédio antigo do Fórum é bastante inadequado. Não é um espaço condizente com as necessidades da Região. Na unidade funcionarão as varas criminais e a gente vai estudar a instalação de uma vara especializada em crimes de violência doméstica. A ideia é ocupar o prédio o quanto antes. Nós vamos fazer a vistoria e a instalação da rede de informática, a climatização e, assim, passar a atender a população. A expectativa é de que em até 90 dias este prédio esteja aberto ao público”, disse o presidente.

Questionado por O Diário, o desembargador explicou que o prédio que, por anos abrigou o extinto fórum distrital será devolvido à Prefeitura. “A gente vai continuar com o prédio central, com as varas cíveis, e este novo, com as criminais”, explicou.

A cerimônia de ontem marcou o repasse do novo Fórum da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania para o Tribunal de Justiça. A inauguração ainda não foi ontem. A transferência do antigo prédio para a Prefeitura deve acontecer em até dois meses.

No ano passado, o delegado seccional Marcos Batalha havia iniciado uma negociação para conseguir a posse do espaço com a intenção de levar para lá o 2º Distrito Policial (DP), hoje em funcionamento numa estrutura precária na Avenida Henrique Peres, também em Braz Cubas. O jornal apurou, contudo, que este projeto não deverá vingar porque uma vistoria feita no local pela Polícia Civil mostrou que há necessidade de uma ampla (e cara) reforma e a Delegacia Seccional não teria como custeá-la neste momento.

A Prefeitura disse que tem projetos para ocupação daquele local. “Já há projeto para ocupar o prédio e no momento certo isso será divulgado”, disse Melo antes de destacar a importância do novo Fórum criminal da Cidade, cuja construção foi possível depois de uma negociação para liberação de área com a empresa Placo (do grupo Weber Saint Goban). Décadas atrás, uma área de quase 10 mil metros quadrados (m²) havia sido doada pelo poder público municipal à empresa de gesso como incentivo para a fixação das atividades. Uma negociação intermediada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico resultou no repasse de uma área de quase 3,5 mil m² para a construção do novo Fórum. O investimento foi de mais de R$ 7 milhões. Nos primeiros anos, a construtora que começou as obras teve dificuldade na construção e fora substituída por outra. O diretor do Fórum de Mogi, Gustavo Belluzzo, demais juízes da comarca e promotores de Justiça acompanharam a cerimônia de transferência de posse do prédio. Servidores do Judiciário fizeram um pequeno protesto na porta do novo fórum pedindo melhores salários.

Taboão
O Governo do Estado já trabalha com a hipótese de reavaliar – e até dar parecer favorável – ao pedido feito por deputados, associação industrial e Prefeitura de Mogi das Cruzes, para a abertura de um acesso ao Taboão pela Rodovia Ayrton Senna (SP-70). Em visita à Cidade ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou que a decisão da Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) deve ser revista e que ele pode se encontrar com representantes do Alto Tietê nas próximas semanas para avaliar a situação local.

O tucano ressaltou, contudo, que é preciso tomar cuidado para que a Ayrton Senna, uma das principais rodovias do País, não perca o status de classe 0 (de alta velocidade). “Elas se classificam pelos poucos acessos porque senão elas viram avenidas e aumentam os números de acidentes, mas não há problema, nós vamos analisar o pedido. Vou receber os deputados, prefeito, e vou pedir para que a Artesp reveja o parecer”, garantiu Alckmin.

Os deputados estaduais que encabeçavam a proposta, Marcos Damasio (PR) e Luiz Carlos Gondim (SD), além de vereadores de Mogi e do prefeito Marcus Melo devem participar do encontro ainda a ser marcado com o governador.

Duplicação
Depois de decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que suspende o processo de licitação para definir a empresa que fará a duplicação da Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), no trecho entre a Ayrton Senna (SP-70) e Presidente Dutra (BR-116), o Estado vai apresentar explicações aos questionamentos feitos pelo órgão e espera que haja uma definição sobre a vencedora até a semana que vem.



“Não há problema financeiro. É uma obra de R$ 174 milhões porque conseguimos incluí-la no financiamento do Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). Já estávamos para a abertura dos envelopes. Ontem, o Tribunal de Contar suspendeu a medida em busca de mais informações. Até amanhã (hoje), as informações solicitadas estarão nas mãos do TCE. Se houver a liberação do Tribunal de Contas, a gente abre os envelopes, que é a última fase da licitação. Isso pode acontecer, talvez, até a semana que vem”, disse o governador Geraldo Alckmin. Duas empresas haviam questionado o certame. O Estado alega que já havia respondido antes a questionamentos feitos pelo TCE.

Marginal do Una
Em 4 de maio, a Prefeitura de Suzano e o Governo do Estado assinam contrato de financiamento, no valor de R$ 12 milhões, para conclusão das obras da Avenida Governador Mário Covas Junior (Marginal do Una). Os serviços a serem realizados são de drenagem, pavimentação, sinalização, entre outros. Em coletiva, Alckmin havia anunciado o repasse de R$ 15 milhões, mas depois, por meio da assessoria do Palácio dos Bandeirantes, a Secretaria da Casa Civil anunciou que o financiamento será de R$ 12 milhões. O prefeito Rodrigo Ashiushi (PR) ressaltou que houve uma revisão no preço da obra. “Ela já chegou a ser estimada em R$ 76 milhões. A previsão é de que seja entregue em até 12 meses”, explicou.

Acusações
Virtual candidato à Presidência da República pelo PSDB, com adversários como João Doria Jr., José Serra e Aécio Neves correndo pelas beiradas, o governador Geraldo Alckmin fez questão de refutar acusações contra ele que flutuam na esfera da Operação Lava Jato. Supostas afirmações contra o tucano indicam que ele teria negociado pessoalmente o repasse de R$ 2 milhões de caixa dois para uma de suas campanhas, segundo delação premiada de um ex-executivo da Odebrecht.

O tucano rebateu a uma pergunta feita por um repórter de rádio da Capital que queria saber se Alckmin se sentia como um náufrago em meio à tempestade da Lava Jato. “Eu não concordo com a sua colocação. Tenho 40 anos de vida pública. Não recebi na minha vida um centavo sequer de dinheiro que não seja lícito. Aliás, tenho vida pessoal modesta. O meu patrimônio é menor do que era antes de entrar para a política. Nós vivemos num País republicano. Todos são iguais perante a lei. Delação não é prova. A Justiça tem que apurar. Eu confio na Justiça. Ela vai responsabilizar os culpados e inocentar os que não têm culpa. Estou com a consciência tranquila. Conversei com os meus secretários citados e são todos de ótima qualidade e os prefeitos do Alto Tietê são testemunhas”, disse o governador. Alckmin garantiu que está mais preparado para a disputa da Presidência, mas evitou entrar na discussão e encerrou este ponto dizendo que a sucessão presidencial é assunto para 2018.

BASTIDORES
Causou reações o “branco” sofrido pelo deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) durante discurso no evento de entrega do novo prédio do fórum criminal de Mogi das Cruzes, em Braz Cubas, ontem de manhã. Ele citava os nomes dos colegas de Assembleia Legislativa quando travou. Ele esqueceu o de André do Prado (PR). O ex-prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) trocou olhares de desconforto com alguns parlamentares. Eles são rivais políticos de outras eleições. Gondim citou o prefeito Marcus Melo (PSDB) como um dos apoiadores para a construção do novo prédio, numa demonstração de que não ficaram richas evidentes entre os dois da disputa à Prefeitura em outubro passado, mas não fez questão de cumprimentar Bertaiolli.

Contador de muitas histórias, o governador Geraldo Alckmin lembrou de uma que trata de uma visita dele, então deputado estadual, a Lagoinha (SP), durante campanha à Prefeitura local. A disputa era MDB x Arena. Moradores locais haviam alertado a Alckmin que a disputa era pesada e que a Arena tinha histórico de vitórias consecutivas na cidade. Os partidários do MDB pediram a ele que fizesse um discurso intenso e Alckmin recorreu a Georges Benjamin Clemenceau (primeiro-ministro francês do século 19) que dizia que o homem ou a mulher pode votar de três formas: com o estômago (por dinheiro ou interesse pessoal), com o coração (pela amizade/compadrio) ou com o cérebro (com a análise correta dos candidatos). “Dizia Clemenceau que quando morresse queria ser enterrado de pé para manter o coração acima do estômago e o cérebro acima do coração”, comentou o governador. Quatro anos depois, em outra disputa, para tentar acabar com o poderia da Arena, ele voltou a Lagoinha. “Da rua, um sujeito me grita: doutor, sapeca aquela do homem que foi enterrado de pé”, contou aos risos.

O governador Alckmin enrolou-se na hora de falar do ex-vice-prefeito de Mogi e um dos tucanos mais antigos de Mogi, José Antonio Cuco Pereira. Por um descuido, o chamou de Quico. Corrigiu na sequência.

Depois do evento no Fórum, em Braz Cubas, uma comitiva de políticos, seguranças e jornalistas foi tomar café e comer pão de queijo na tradicional padaria Jolie. Quem almoçava no local ficou surpreso com tamanha movimentação. Um dos presentes brincou: cada garfada é um flash. 

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