Professor investe em novas disciplinas - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Professor investe em novas disciplinas

Circuito

José Henrique Porto (Foto: João Ricardo Santo)

José Henrique Porto (Foto: João Ricardo Santo)

José Henrique Porto leciona história e outras quatro matérias desenvolvidas por ele, que defende o conhecimento das potencialidades e a vocação dos alunos, para que eles possam colocar em prática no mundo

Quinze minutos à frente de uma sala de aula foram suficientes para que José Henrique Porto descobrisse que dar aulas seria seu ofício. Na ocasião, aos 17 anos, teve de narrar aos colegas de classe um conto de Natal. Percebeu que seu desejo era de que aquele momento não terminasse. Decidido, faltava apenas escolher o que lecionar. Porto se inspirou no desejo por ser mais engajado politicamente e, para isso, optou por estudar história. Naquele mesmo ano, passou no vestibular da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou. O professor acredita que o tradicional e a inovação devem andar juntos e, agora, além das aulas de história ensina também outras quatro disciplinas desenvolvidas por ele.

Aos 19 anos o mogiano descobriu que seria pai da sua primeira filha, Ana Beatriz, hoje prestes a completar 17 anos. Viu ali que precisaria sustentar uma família e, por isso, começou a trabalhar com o pai José Manuel Porto em uma metalúrgica, em Jacareí. Ficou por lá durante dois anos, mas viu que não era o que queria. Na época, enfrentava uma jornada tripla, morando em Mogi das Cruzes, trabalhando na cidade vizinha e estudando na Capital. Decidiu que faria a carreira de educador dar certo e, consequentemente, realizaria seu sonho. Começou, então, a aceitar todas as oportunidades que apareciam para lecionar em várias escolas as mais diversas disciplinas.

Foi a partir deste momento que as coisas começaram a dar certo na carreira de Porto. O professor encontrou muitas oportunidades nas escolas da Cidade e destaca a importância da educadora Durcilia Verreschi, uma das pessoas que lhe deu a chance de ter diferentes experiências em sala. Assim como Agostinho Coelho, proprietário do Anglo, que lhe apresentou as aulas mais performáticas.

Durante o tempo em que esteve em contato direto com os alunos e também estudando constantemente – Porto é, por exemplo, especialista em Fundamentos da Educação para o Pensar pela PUC-SP – o professor percebeu que estava cansado de dar as mesmas aulas, assim como os estudantes estavam cansados de ver a mesma coisa. Passou, então, a pensar nas novas disciplinas, que começaram a ser colocadas em prática por ele no ano de 2008.

Com os alunos na Câmara Municipal (Foto: Arquivo pessoal)

Com os alunos na Câmara Municipal (Foto: Arquivo pessoal)

Hoje, proprietário do Laboratório Humanista, ele leva para a grade das escolas parceiras – como é o caso do Colégio São Marcos e do Colégio Aruã, onde também ensina história – as quatro matérias desenvolvidas por ele, que são Curadoria do Conhecimento, Educomunicação, Gamificação e Projeto de Vida. Porto acredita que o objetivo final de todo o processo escolar, deva ser o conhecimento das potencialidades e da vocação dos alunos, para que eles possam colocá-las em prática no mundo. Para o mogiano, educador e aluno não devem apenas trocar conhecimento, mas também sentimentos, para que tudo aconteça de uma forma natural e balanceada.

Além das escolas mogianas, Porto dá aulas ainda nos colégios Pueri Domus e Companhia de Maria, em São Paulo, no Anglo Tamandaré, no Instituto Singularidade e no Curso de Extensão da Faculdade Educatie. (Larissa Rodrigues – Especial para O Diário)



  • Em família com os filhos Ana Beatriz, Pedro Henrique e Bruna, no Natal (Foto: Arquivo pessoal)
    Em família com os filhos Ana Beatriz, Pedro Henrique e Bruna, no Natal (Foto: Arquivo pessoal)
  • Com a mulher Ligiane na Cordilheira dos Andes (Foto: Arquivo pessoal)
    Com a mulher Ligiane na Cordilheira dos Andes (Foto: Arquivo pessoal)

CURTO CIRCUITO

Viver em Mogi é…

Morar em uma cidade grande, na perspectiva de um guararemense, ou viver em um município provinciano, no olhar dos paulistanos.

O melhor da Cidade é…

Encontrar rostos conhecidos pelos seus quatro cantos, alunos e amigos queridos.

E o pior?

Sua estratificação social que impede que a cidade conheça a si mesma e floresça.

Sinto saudade da…

La Boom, não acredito até hoje que assisti ao show do Ramones em Mogi…kkk



Encontro paz de espírito…

Na gargalhada dos meus filhos.

Pra ver e ser visto…

Em qualquer sala de aula… Provavelmente em cima da mesa… kkk

Meu prato preferido é…

Salada de Frutas da minha avó.

Livro de cabeceira…

“O poder do mito”, de Joseph Campbell, a jornada do herói como o arquétipo da vida humana bem vivida.

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa?

Hering branca e all star preto

O que não tem preço?

A verdade

Uma boa pedida é…

Ver a vida como uma aventura

É proibido…

Negar a si mesmo.

A melhor festa é…

Na casa do “Alemão”, grande amigo que mais do que a porta da própria casa, mantém sempre o coração aberto para receber quem for.

Convite irrecusável…

O olhar da minha esposa.

O que tem 1001 utilidades?

A Filosofia, que ao mesmo tempo que não serve pra nada, serve pra tudo!

Meu sonho de consumo é…

Um ano sabático, para simplesmente contemplar a vida.

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida?

IV Simula Mogi, protagonismo estudantil na veia!!!

Cartão-postal da Cidade…

Pico do Urubu, lá de cima a gente percebe que apesar das diferenças a cidade é uma unidade.

O que falta na Cidade?

Espaços públicos de integração efetiva, para que os mogianos possam olhar uns para os outros.

Qual é a química da vida?

Reconhecer seu talento e fazê-lo florescer a tal ponto que ele possa servir a algo maior.

Deus me livre…

Da vaidade… Na minha opinião, uma das maiores armadilhas para o educador.

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