Peça 'Mãe Coragem' é cartaz no Theatro Vasques - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Peça ‘Mãe Coragem’ é cartaz no Theatro Vasques

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 Espetáculo mostra o processo de alienação da sociedade por meio do exemplo de uma mãe que sem se dar conta faz parte de uma engrenagem. (Foto: Divulgação)

Espetáculo mostra o processo de alienação da sociedade por meio do exemplo de uma mãe que sem se dar conta faz parte de uma engrenagem. (Foto: Divulgação)

A trupe da Escola de Artes da AJPS, de César de Souza, volta a encenar o espetáculo “Mãe Coragem”, de Bertolt Brecht, neste sábado, no palco do Teatro Vasques, às 20 horas, dentro da programação do Festival de Inverno de Mogi das Cruzes.

A montagem, que foi apresentada na Cidade na abertura do Festival de Arte Popular do Alto Tietê, em abril, é resultado de um trabalho de pesquisa, ensaios e adaptações musicais, visando um espetáculo recheado de peculiaridades e traduzido pela resistência.

Os atuais conflitos na Síria foram um ponto de partida para a construção do espetáculo e é na guerra que ele se desenvolve: Ana Fierling, a ‘Mãe Coragem’, é mercadora, comercializa de tudo para viver e tem sua sobrevivência garantida pelos conflitos. E é neste processo de alienação que acaba perdendo seus três filhos sem se dar conta que faz parte da engrenagem.

“O ‘Mãe Coragem’ é o espetáculo é mais `pesado´ em termos conceituais que já fizemos na AJPS. Isso porque traz uma reflexão triste sobre nós mesmos e o quanto somos permissivos com tudo o que vem acontecendo, não apenas no Oriente Médio ou Europa, mas com o que acontece aqui, ao nosso lado, o tempo todo. Vemos o erro e nos calamos, assim como faz Mãe Coragem, para garantir a sobrevivência”, detalha Priscila Nicoliche, que assina a direção geral do espetáculo.

O espetáculo ainda agrega outras questões: ocupa todo o quarteirão do Largo do Carmo. Começará na Praça onde serão instalados equipamentos multimídia, estrutura para acrobacias e onde acontecerão as primeiras cenas que apresentam a personagem-título. Depois o público será conduzido para dentro do teatro, onde o espetáculo continuará seu andamento.

“Outro ponto relevante desta montagem é que a música ao vivo estará presente na totalidade das cenas, sendo executada pelos componentes da Charanga da Escola de Artes. A música e as cenas teatrais permeiam todo o espetáculo, hora como centro, hora como fundo, mas presente em todas as cenas da montagem”, destaca Rita Bonfim, responsável pela coordenação da Escola de Artes AJPS e pela produção do espetáculo.

No Vasques, o público encontrará um teatro desnudado, sem as usuais cortinas e coxias, lembrando que tudo é ainda teatro. Todo este esforço é para que o espetáculo atinja outras instâncias: a relação público-espaço-obra de arte; a relação política de (re) existência (A Associação fica localizada na periferia, não conta com apoios governamentais, recebe alunos de todas as classes sociais e de todos os bairros da Cidade, oferece formação e produz trabalhos de altíssimo nível) e ocupará o coração da Cidade com um espetáculo onde conteúdo e forma são mais do que companheiros.

Para dar conta de tudo isto estarão em cena 100 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, sob as orientações de Amanda Araújo e Dani Dias (Canto e música), Esther Marcondes, Erick Pimentel e Cleiton Costa (Balé Clássico e Dança Contemporânea), Luciani Paulino (Acrobacia Solo), Marcio Pial (Dança de Rua), sob a direção de Priscila Nicoliche e produção de Rita Bonfim.



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