Os clones do Bidu e do Floquinho…que não deram certo

Desta vez com auxílio de meu médico, o Dr. Sérgio, resolvemos que o Floquinho poderia ser trazido à realidade. Bastava que aceitássemos um dos filhotes de sua cadela Lhasa Apso, raça originária do Tibet, e teríamos um monte de pelos andando pela casa.
E aceitamos. Ou melhor, as gêmeas, mais uma vez, “aceitaram”.

E veio uma cadelinha esperta, Kika, que nos encantou a todos.

No princípio sem muitos pêlos, olhos expressivos, brincalhona, que, em pouco tempo deram lugar a um bicho de longos “cabelos”, no alto, embaixo, à frente, atrás… e sobre os olhos. Era o próprio Floquinho, das histórias. Com uma desvantagem: nasceu com um gênio meio instável.

Por qualquer coisa avançava no primeiro desconhecido que passava por perto. E deixou algumas marquinhas em pernas de visitantes incautos.

Foi preciso tomarmos providências… e deixá-la fora do alcance das tentações da carne… dos outros.

Mas com o Jimmy até que se deu bem. Moram juntos, com as gêmeas, e fazem uma festa imensa a cada chegada das duas ao apartamento. Como se elas tivessem demorado anos para voltar e não apenas algumas horas.

Mas devido ao mau gênio, a Kika às vezes se priva de bons momentos e passeios. Como neste último carnaval, por exemplo, quando ficou confinada no meu quintal, junto com um vigia da casa, enquanto o Jimmy se esbaldou na chácara, junto com a criançada e outros cachorros que residem por lá.

Acho que o Bidu e o Floquinho vão continuar apenas como cãezinhos de papel ou de desenho animado. Pois na vida real nossas tentativas de “clonagem” não deram certo. Os cãezinhos de carne e osso (e põe mais osso aí) se mostraram mais originais e encantadores que seus modelos, fora as mordidas, é claro.