Onda de assaltos preocupa frequentadores do Parque da Cidade - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Onda de assaltos preocupa frequentadores do Parque da Cidade

Cidades, QUADRO DESTAQUE

Nas últimas semanas, a série de assaltos com uso de violência e os sustos levados pelos estudantes agora trazem preocupação. (foto: Edson Martins)

Nas últimas semanas, a série de assaltos com uso de violência e os sustos levados pelos estudantes agora trazem preocupação. (foto: Edson Martins)

ELIANE JOSÉ
Dois assaltos a alunos do Colégio Alfabeto acenderam o alerta para a falta de segurança no Parque da Cidade, em março. Os pais receberam um comunicado sobre o que antes indicou que algo não ia muito bem: a diretora Keiko Shimizu começou a ver os alunos, depois da aula, brincando no local apenas de meias ou descalços. “Eles deixavam os tênis, porque já tinham recebido ameaças, de pessoas que eram agressivas, corriam atrás deles”, contou a educadora, que não tem nenhuma outra queixa do equipamento inaugurado no final do ano passado, no Parque Santana. Ao contrário, para ela, a vizinhança respirou aliviada com o novo uso dado à área conhecida por abrigar, no passado, o Clube Siderúrgico.

“Nós só temos a agradecer porque o Parque da Cidade combateu outros problemas, como a proliferação de insetos e os incêndios criminosos, que nos obrigaram, no passado, até a suspender aulas”, disse Keiko.

Nas últimas semanas, a série de assaltos com uso de violência e os sustos levados pelos estudantes agora trazem preocupação. Desde o início deste mês, os alunos não estão mais frequentando o espaço. “Nós avisamos aos pais, e é uma pena, porque eles estão tão perto do Parque, mas não podem frequentá-lo”, acrescentou ela.

A divulgação dos casos começou a circular entre os frequentadores. Até ontem, um abaixo-assinado organizado pela AmaParque (Associação dos Moradores e Amigos do Parque) atingia a marca das 1,5 mil adesões – o documento reivindica medidas de segurança para o espaço e um encontro com o prefeito Marcus Melo (PSDB) para debater o assunto.

Desde o início do ano, a entidade protocolou oito ofícios a secretarias e órgãos municipais. Apenas a pasta de Esporte e Lazer respondeu aos questionamentos e sugestões. No encaminhado à Secretaria Municipal de Segurança, os moradores pedem a manutenção de mais guardas de segunda a sexta-feira (hoje, são dois) e a revisão na maneira de atuação desses agentes. “Eles costumam ficar parados, em apenas alguns pontos, e não conseguem controlar todo o Parque”, diz a moradora Maria de Salete Boucault, conselheira da AmaParque.

Os frequentadores cobram a instalação de câmeras de monitoramento e atenção à Praça Deputado Federal Paulo Kobayashi, conhecida como Praça do Oito, que voltou a ser frequentada por desocupados, após o início do funcionamento do Parque da Cidade, hoje aprovado pelos moradores. “Todos estão satisfeitos com o local”, garantiu Maria de Salete.

Em resposta, a Prefeitura esclareceu que a segurança no local nos dias de semana é feita por dois guardas municipais das 7 às 19 horas. À noite, outros dois agentes atuam no local, sendo um deles o caseiro.

Aos finais de semana e feriados, o efetivo é ampliado para seis agentes. “Há um contato entre a administração do Parque e a Guarda Municipal para que, sempre que haja a necessidade de ação mais intensiva, seja encaminhado imediatamente reforço”, diz em nota, acrescentando que na semana passada uma adolescente acusada de furtar um celular foi detida.



A Prefeitura promete implantar uma câmera de monitoramento no Parque da Cidade neste ano, mas não tem previsão sobre abertura de um novo acesso para veículos, feito atualmente apenas pela Avenida Jardelina de Almeida Lopes.

O governo municipal não comenta sobre os pedidos de audiência da AmaParque com o prefeito, embora tenha sido questionado.

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