Novo Prius está mais interessante - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Novo Prius está mais interessante

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A preocupação de reduzir o consumo de combustível permeia a indústria automotiva desde a primeira crise do petróleo, nos anos 1970. Mas além da eficiência pura e simples, as fabricantes aproveitam para tornar esses modelos uma espécie de vitrine tecnológica. Esses dois objetivos certamente foram essenciais para a Toyota criar, em 1997, o primeiro automóvel híbrido vendido em larga escala do mundo: o Prius. E agora, quase 20 anos depois desse feito, a montadora traz a quarta geração do modelo no Brasil, que chegou às lojas em junho último por R$ 126.600. O preço está acima da maior parte dos sedãs médios em suas versões de topo de linha disponíveis no país, mas o Prius pode chegar a rodar mais de 30 quilômetros com único litro de gasolina e ainda dá status de ecoengajado a quem dirige.

O desenho um tanto futurista da nova geração do Toyota Prius se destaca de um jeito nas ruas que melhorou a imagem do modelo em comparação com o que era vendido até meados deste ano no Brasil. É claro que não chega a ser uma unanimidade, mas ouvem-se mais elogios do que críticas ao design, o que antes não acontecia. E o toque de modernidade dado às linhas e ao conjunto ótico combina bem com a quantidade de tecnologia embarcada que ele carrega.

Para entrar no carro, basta se aproximar com a chave e tocar nos botões de acesso nas portas dianteiras. A partida também é dada por um toque. O motor elétrico entra em funcionamento, mas só se pode perceber quando se acelera e o carro começa a se movimentar. O silêncio é absoluto. O propulsor é capaz de se manter no modo elétrico em velocidades utilizadas na cidade – cerca de 60 km/h – com facilidade. No que diz respeito ao trem de força, o modelo é equipado motor 1.8 litro VVT-1 16V a gasolina de 98 cv e 14,2 kgfm, que atua em parceria com um motor elétrico de 72 cv e 16,6 kgfm.

Nos momentos em que é preciso extrair mais desempenho do Prius – caso de ultrapassagens ou retomadas emergenciais, por exemplo -, o motor a combustão entra em ação rapidamente e garante o vigor. Não há um ímpeto de esportividade, mas dificilmente se sente falta de força em trajetos mais planos. A percepção de segurança nas curvas também é alta, graças ao baixo centro de gravidade e à maior rigidez torcional trazida pela nova arquitetura utilizada nesta geração do híbrido. Obviamente, o câmbio CVT – indicado para garantir uma economia maior de combustível – não chega a favorecer a agilidade do sedã médio. Mas também não anestesia tanto assim o carro.

A Toyota garante uma economia de até 20% no consumo de combustível na cidade, na comparação com a terceira geração. Fala-se muito em consumo urbano porque uma singularidade dos híbridos é gastar menos combustível em baixas velocidades, quando normalmente o modo puramente elétrico entra mais em ação.

O design também evoluiu em relação ao anterior e o coeficiente de penetração aerodinâmica caiu de 0,25 cx para 0,24 cx. Na frente, o capô está mais baixo e musculoso e os conjuntos óticos, em formato de T, incorporaram luzes da LED e estão mais agressivos. No perfil, o acabamento em preto fosco na coluna traseira cria uma ideia de teto flutuante, dando uma leve impressão de se tratar de um cupê. Na traseira, as lanternas em LED em forma de bumerangue estão mais afiladas que as antigas trapezoidais. Já as logomarcas dianteira e traseira da Toyota, assim como na geração anterior, foram preservadas e seguem com um tom azulado, normalmente utilizado em projetos que visam a eficiência energética e a redução de emissão de poluentes.

No interior, o painel de informações fica no alto do console central, na altura do vidro. Mas dados como velocidade e outros importantes são fornecidos também no “head-up display”, que projeta essas informações no párabrisa à frente do motorista. Os revestimentos são predominantemente pretos e há alguns detalhes cromados. (Márcio Maio/AutoPress)

  • Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
    Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
  • Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
    Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
  • Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
    Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
  • Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)
    Nova geração do Toyota Prius mantém estilo de design controverso, mas o que interessa mesmo no modelo é a economia de combustível. (Foto: Isabel Almeida/ AutoPress)

Ponto a ponto – Toyota Prius
Desempenho – Ao se extrair o máximo que o Toyota Prius tem a oferecer sem se preocupar com o consumo, o modelo se comporta como um sedã médio tradicional. Mas a verdade é que a presença do propulsor elétrico adicional e o painel digital que mostra a utilização do trem de força em tempo real estimulam o condutor a ter uma direção mais amena e tentar, ao máximo, atingir o nível de emissão zero. O câmbio CVT também não instiga esportividade. Mas o Prius está longe de ser um carro pacato. Nota 8

Estabilidade – O comportamento em curvas é equilibrado. O Prius até traz controle eletrônico de estabilidade, mas é extremamente difícil colocá-lo em ação, até mesmo pela proposta ecologicamente correta do veículo. A suspensão é bem calibrada e ajuda a manter as rodas bem presas ao piso. As rolagens de carroceria são praticamente imperceptíveis. Nota 9



Interatividade – Tudo está à mão do motorista e o “head up display” ajuda a manter a atenção na estrada. Mas é difícil resistir a espiar o painel central, que tem uma tela que monitora a tecnologia híbrida. Ali aparece qual motor está movendo o carro e se a bateria está sendo recarregada ou se o Prius está em modo puramente elétrico, por exemplo, ou se ambos os propulsores estão em uso. Nota 9

Consumo – Segundo o InMetro, em uso urbano, a média foi de 18,9 km/l de gasolina. Na estrada, o consumo sobe para 17 km/l. Mas com o tempo e conhecendo cada vez mais o funcionamento do sistema híbrido, é possível atingir médias até melhores. Obteve um triplo A, na categoria, no geral e nas emissões. Seu consumo energético, de 1,15 MJ/km, é o menor aferido pelo instituto. Nota 10

Conforto – A suspensão do novo Prius evoluiu: ganhou rigidez sem comprometer o bem-estar dos passageiros graça ao sistema multilink na traseira. Os bancos recebem bem seus ocupantes e o espaço interno é bom para um modelo médio, com 2,70 metros de entre-eixos. Nota 8

Tecnologia – O sistema híbrido do Prius evoluiu e ganhou eficiência. A nova plataforma também melhorou o comportamento dinâmico do modelo. No mais, tem recursos típicos do segmento de médios: sete airbags, controles de estabilidade e tração, sistema de entretenimento e som com navegador GPS e Bluetooth. Nota 9

Habitabilidade – Há bons porta-objetos para guardar tudo que precisa estar à mão do motorista. O porta-malas, com 412 litros, oferece um espaço razoável para a bagagem. Os acessos são fáceis e o espaço permite que quatro adultos viajem com folga. Nota 8

Acabamento – Os japoneses são mais racionais nesse quesito, mas isso não significa que o Prius decepcione. Há plásticos espalhados por toda a parte, mas os materiais aparentam boa qualidade e os encaixes são precisos. Há até algumas áreas suaves ao toque. Não existe qualquer traço de requinte, mas também não chega a fazer feio. Nota 7

Design – O Prius tem um visual que busca incorporar aspectos futuristas. Os toques de ousadia rendem tanto comentários extremamente positivos quanto negativos. É inegável que ele se destaca nas ruas e foge um pouco da lógica da “identidade visual” adotada em toda a linha da marca. A iluminação por LED e o tom azulado nas logomarcas dianteira e traseira adicionam charme ao carro e explicitam sua vocação sustentável na família Toyota. Nota 8

Custo/benefício – O Prius custa R$ 126.600, mas promete uma economia intensa de combustível. Outras opções de híbridos aqui seriam o hatch médio Lexus CT200h, que custa R$ 130 mil e é um pouco menor, e o Ford Fusion Hybrid, que parte de R$ 159.500 mas é de uma categoria superior à do modelo da Toyota. Nota 7

Total – O Toyota Prius somou 83 pontos em 100 possíveis.



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