Novo Jaguar XF estreia no mercado - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Novo Jaguar XF estreia no mercado

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Entre as marcas de luxo, os sedãs médios-grandes são verdadeiras vitrines tecnológicas, destinados a um público elitizado e, em geral, de uma faixa etária mais elevada. No Brasil, os representantes mais tradicionais nessa disputa são os alemães Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes-Benz Classe E. Esse segmento vendeu 1.083 unidades no mercado nacional em 2015. Em meio aos representantes germânicos, um solitário inglês tem feito bonito.

Lançado no Brasil em 2008, o Jaguar XF conquistou 28% das vendas brasileiras nesse segmento no ano passado. Com a nova geração, que acaba de desembarcar no país, a Jaguar aposta que a jovialidade do design vai seduzir os consumidores mais maduros que predominam no segmento.

Afinal, quem compra os sedãs médios-grandes de luxo podem a t é , muitas vezes, ser velhos – o que não quer dizer que queiram parecer velhos. O aspecto geral do novo XF reflete bem a atual “family face” da linha Jaguar.

Nos conjuntos óticos, aparecem marcas características, como o desenho de farol duplo e as luzes diurnas em LED com formato em “J”. Na traseira, as lanternas em LED repetem o design do cupê F-Type, uma linha horizontal que finaliza em uma meia circunferência, também utilizada no XE. No caso do novo XF, para se diferenciar do sedã menor, o desenho é duplicado. A face do felino feroz, que identifica a marca, aparece na ampla grade trapezoidal dianteira e no centro das rodas de liga leve, enquanto na tampa do porta-malas o “bichano” está de corpo inteiro, em posição de salto. Estabelecida a identidade da Jaguar, a pretensa jovialidade do XF se expressa estilisticamente através das superfícies “musculosas” e formas agressivas. Seu design remete aos cupês e foi projetado para proporcionar a mínima resistência aerodinâmica; o coeficiente aerodinâmico é de apenas 0,26, ante 0,29 na versão anterior.

Além do perfil, o apelo esportivo é reforçado pelo peso. O novo XF pesa 190 quilos menos que a versão anterior, graças a sua nova estrutura composta por 75% de alumínio. Mas tanta “leveza” de pouco valeria se aquilo que está oculto sob o capô não fizesse a sua parte. No caso do novo XF, são duas opções de motorização. O 2.0 GTDi turbinado move a versão inicial Prestige e a intermediária R-Sport, com visual esportivo. Com 240 cv de potência, o motor é capaz de levar o modelo da imobilidade aos 100 km/h em apenas sete segundos, segundo a Jaguar.

Já a versão “top” de linha S é empurrada por um 3.0 V6 Supercharged de 380 cv, o mesmo que equipa o superesportivo F-Type. Leva o modelo aos 100 km/h em apenas 5,3 segundos, de acordo com a marca britânica. A velocidade final é eletronicamente limitada em 250 km/h. Coerentemente com a proposta esportiva, a tração é sempre traseira.

Todas as versões são equipadas com o sistema de transmissão ZF de oito velocidades, com possibilidade de acionamento manual das marchas através de borboletas no volante.

E o Jaguar Drive Control ainda oferece modos selecionáveis para adequar o tempo de resposta do acelerador, a rigidez da direção e as rotações das mudanças de velocidades. Em termos suspensivos, o sistema dianteiro Double Wishbone – o mesmo utilizado no F-Type – e traseiro Integral Link cuidam para que o desempenho dinâmico possa estar à altura das motorizações disponíveis, sem sacrificar o conforto. O consumidor desse segmento pode até apreciar o estilo jovial e as características dinâmicas do novo XF, mas não abre mão dos três “pilares” dos modelos médios-grandes de luxo: conforto, requinte e tecnologia.

Embora seja 0,7 cm mais curto que a versão anterior – são 4,95 metros de comprimento total -, a distância entre-eixos cresceu em 5,1 centímetros e atingiu 2,96 metros. A centimetragem adicional foi usada para aumentar o espaço nos bancos traseiros.



O design interno do novo Jaguar é elegante e sem firulas. O couro que reveste os bancos, portas e painel frontal aparenta extrema qualidade. E o padrão de acabamento é elevado. A versão S ainda traz acabamentos do painel em fibra de carbono, bancos com opção para revestimento em duas cores distintas do couro, soleiras em metal com o emblema S e pedaleiras esportivas.

Em todas as versões, as funções de mídia, entretenimento e navegação GPS são controladas pela central de tela sensível ao toque de 10,2 polegadas.

Em termos de tecnologia, os destaques são o sistema que controla a saída do carro da faixa que, de acordo com a opção do motorista, pode apenas vibrar o volante para alertar ou devolver o carro para a faixa correta, o sistema de entretenimento InControl Touch, com conectividade com os sistemas Android e iOS, e o poderoso som Meridian.

Itens mais prosaicos, como controle de cruzeiro, ar-condicionado de duas zonas, assistente de estacionamento dianteiro e traseiro e câmara de ré são sempre de série. Já a versão S ainda acrescenta “head-up” display, assistente de estacionamento 360º, monitor de ponto cego, detector de trânsito em ré e Jaguar Smart Key System.

Os preços estão bem longe de ser baixos, mas mantêm o novo XF competitivo dentro de seu elitizado segmento. Com o motor 2.0 GTDi, começam nos R$ 264.700 do modelo Prestige e se elevam aos R$ 288.600 da R-Sport, que a Jaguar espera que responda por 75% das vendas. Já a topo de linha S, com seu motor V6 de 380 cv, sai por imodestos R$ 381.100. E a marca inglesa acredita que 10% das vendas no Brasil sejam dessa versão. Ou seja, essa história de que “não está fácil para ninguém”, pelo menos para alguns afortunados é balela. (Luiz Humberto Pereira/AutoPress)

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