Novo Cruze hatch chega para brigar - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Novo Cruze hatch chega para brigar

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É fato que o segmento dos hatches médios no Brasil se enfraqueceu com o passar dos anos. Parte em função da proliferação dos SUVs compactos, que afetou diretamente as configurações topo de linha do segmento. E também por conta da atenção maior dada às versões mais caras dos hatches compactos, que acabaram se tornando rivais de variantes de entrada dos médios, pela vasta lista de itens de série e opcionais. Mesmo assim, a Chevrolet sabia que poderia se beneficiar com a chegada da nova geração do Cruze Sport6 no Brasil. O modelo mudou completamente seu visual, adotou um moderno motor turbo e, de quebra, ganhou um recheio tecnológico bastante sofisticado. Principalmente na versão LTZ, a mais cara, que traz um farto pacote de equipamentos que aprimora sua relação custo/benefício dentro da categoria.

Para embalar o novo Cruze Sport6, a Chevrolet reforçou o apelo esportivo do hatch tirando 114 quilos de seu peso e equipando-o com um motor 1.4 turbo com injeção direta de combustível. O propulsor entrega 153 cv e 24,5 kgfm de torque máximo. Em relação ao 1.8 aspirado utilizado anteriormente, são 9 cv e 5,6 kgfm a mais, sendo que o torque máximo, que antes surgia apenas em 3.800 rpm, agora dá as caras em apenas 2.000 giros. Na variante LTZ, ele funciona acoplado a uma transmissão automática de seis marchas. Além de diminuir o motor e elevar a potência, a marca ainda lançou mão de outro trunfo para melhor sua eficiência energética: o sistema start/stop, que desliga a ignição durante paradas.

O Cruze Sport6, lançado no país em dezembro último, é menor em seis centímetros, se comparado à antiga geração. Porém, a distância entre eixos aumentou em 1,5 cm. O design foi desenvolvido por engenheiros da Alemanha e dos Estados Unidos e, além das inovações estilísticas frontais apresentadas antes no Cruze sedã, o Sport6 trouxe novidades próprias.

O teto arqueado segue uma linha fluida que vai do para-brisa até os pilares posteriores. A traseira, 21,7 centímetros mais curta que a do sedã, é alta e ostenta lanternas que evocam as do Camaro, pela disposição das lâmpadas e pela assinatura luminosa que criam à noite. Reforçam o aspecto de leveza da carroceria, arrematada pelos para-choques inspirados nos da versão “RS” norte-americana, com defletores nas extremidades, moldura fosca e saída de escape alargada. Na parte superior da tampa do porta-malas, um aerofólio integra a terceira luz de freio.

Por dentro, a ampliação do entre-eixos permite um melhor aproveitamento do espaço da cabine. O novo painel recebeu mais materiais “soft touch” e cromados. Na configuração de topo LTZ, predominam os tons de cinza. O redesenho do painel de instrumentos e das portas permitiu a redistribuição dos porta-objetos. O conceito “dual-cockpit”, que separa bem a área do painel destinada ao motorista e ao carona, foi preservado, mas tem novo desenho.

O volante multifuncional agora agrupa teclas na parte dianteira e traseira. O computador de bordo possui a função Eco, que auxilia o motorista a dirigir privilegiando o menor consumo de combustível. A tela colorida de 4,2 polegadas do painel de informações mostra até a pressão dos pneus e a vida útil do óleo, além de dados do sistema de áudio, de telefonia e de navegação GPS. Já a central multimídia MyLink evoluiu e agora é compatível com Android Auto e Apple CarPlay, tem tela de alta definição capacitiva e comando de voz.

A lista de itens de série é bem extensa. Contempla desde assistente de partida em rampas, câmara de ré e sensor de estacionamento traseiro e dianteiro a teto solar elétrico, seis airbags, sensor de chuva e crepuscular e chave presencial. Há apenas um pacote disponível de opcionais, mas que traz um bom recheio tecnológico e custa R$ 9.800 – a versão LTZ parte de R$ 103.290. Estão inclusos alerta de colisão frontal e de ponto cego, assistente de permanência na faixa, farol alto adaptativo, indicador de distância do veículo da frente, carregador de celular wireless, sistema de estacionamento automático e banco do motorista com regulagens elétricas.

O novo Cruze Sport6 LTZ ainda conta com o sistema de diagnóstico avançado no Onstar. Além de oferecer aos passageiros serviços de emergência, segurança, navegação, concierge e conectividade, agora, a partir de um aplicativo, o sistema também informa se há condições irregulares nos sistemas de motor e transmissão, airbags, controles de tração, freios ABS, emissões e pressão dos pneus. Um item que certamente pode fazer a diferença na escolha de um hatch médio topo de linha. (Márcio Maio/AutoPress).

  • O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
    O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
  • O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
    O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
  • O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
    O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
  • O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
    O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
  • O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)
    O Cruze hatch mudou totalmente. Seu novo visual remete a esportividade, com um ar de elegância. (Foto: Isabel Ameida/ AutoPress)

Ponto a pontoChevrolet Cruze Sport6 LTZ
Desempenho – O novo motor 1.4 turbo de 153 cv com etanol faz a diferença no hatch médio da Chevrolet. Com injeção direta, o propulsor entrega 24,5 kgfm de torque máximo em 2 mil rotações. A transmissão automática de seis velocidades mantém boa sintonia com o motor e faz o conta-giros subir ou descer com agilidade sempre que convém. Nota 9



Estabilidade – De maneira geral, o Cruze Sport6 é estável e a carroceria rola pouco nas curvas. Mesmo com uma suspensão traseira por eixo de torção. Este sistema é menos eficiente dinamicamente, mas é mais barato e resistente. Não é raro ver os controles de estabilidade e tração em ação. Nota 8

Interatividade – Um bom diferencial da Chevrolet, de maneira geral, nesse aspecto é o sistema OnStar. O sistema multimídia também evoluiu, está mais simples de usar e com mais recursos. O volante multifuncional traz comandos de áudio, de assistente de faixa e controle de distância do carro à frente. Nota 9

Consumo – O Cruze Sport6 ganhou nota “A” no selo de eficiência energética do InMetro em sua categoria, com média de 7,6/9,3 km/l na cidade/estrada com etanol e 11,3/13,6 km/l nas mesmas condições com gasolina no tanque. No geral, a nota foi “B”, com consumo energético de 1,80 MJ/km. Nota 9

Conforto – O espaço interno está maior que antes e quatro ocupantes viajam com bastante conforto. Já a suspensão não filtra tão bem as imperfeições das ruas e estradas brasileiras, promovendo alguns sacolejos na cabine. O isolamento acústico é eficiente e o barulho do motor só invade a cabine quando o turbo é acionado. Nota 8

Tecnologia – A plataforma e motor da nova geração do Cruze Sport6 são modernos. O uso do turbo se alinha com a atual tendência de “downsizing” – redução do tamanho dos propulsores. A central multimídia é boa, há sistema de carregamento de celular por indução e o sistema OnStar é outro elemento que ajuda a Chevrolet a nivelar o hatch médio aos mais evoluídos concorrentes do segmento entre as marcas generalistas. Nota 9

Habitabilidade – De maneira geral, os carros da Chevrolet trazem bons nichos e porta-objetos para guardar tudo que precisa estar à mão do motorista durante uma viagem. No Cruze Sport6 não é diferente. Mas o porta-malas carrega 300 litros, abaixo da média dos concorrentes. Nota 7

Acabamento – O acabamento do Cruze Sport6 LTZ é bem superior ao da antiga geração, mas poderia ser mais caprichado em um modelo que pode custar mais de R$ 113 mil. O painel traz couro claro, alguns cromados estão presentes – nada exagerado – e quase todos os materiais são suaves ao toque. Nota 8

Design – A evolução nesse sentido é incontestável. A nova assinatura visual da Chevrolet deu ao Cruze Sport6 um desenho elegante e, ao mesmo tempo, esportivo. A frente se tornou mais agressiva – o que combina com a adoção do motor turbo -, enquanto o perfil segue com caimento acentuado do teto. Além disso, o acabamento escurecido das rodas de liga leve da configuração de topo LTZ inserem charme extra ao carro. Nota 9

Custo-benefício – O Chevrolet Cruze Sport6 LTZ briga com a configuração intermediária do Volkswagen Golf, a Highline 1.4 TSI de 150 cv e automática, e com a topo de linha do Ford Focus, a Titanium Plus 2.0, com motor aspirado de 178 cv e transmissão automatizada de dupla embreagem e seis velocidades. A primeira, equipada à altura do Cruze Sport6 completo, chega a R$ 140 mil. A segunda tem tecnologia bem próxima e sai a R$ 109.400. Já o Cruze Sport6 LTZ parte de R$ 103.290 e chega a R$ 113.090 completo. Pela economia de combustível, bom recheio tecnológico e rendimento instigante do propulsor turbinado, compensa o investimento. Nota 8



Total – O Chevrolet Cruze LTZ somou 84 pontos em 100 possíveis.

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