Notícias que ficam guardadas - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDUARDO MOREIRA

Notícias que ficam guardadas

Eduardo Moreira

Para o desavisado que pensa que o rádio é mídia vencida, há engano, pois, ainda é muito ouvido, sendo ágil e simpático. Tem sobre a televisão a vantagem de que o locutor ou cantor ou lá o que seja aquele ou aquela que esteja na locução na canção ou sabe-se lá que mais, precisa ter como atributos voz boa, clara e enfim dicção o mais inteligível que possa e ser preparado, isto é, culto e inteligente. Na TV esses atributos são secundários importando mais a beleza, a cosmética, os modismos de vestuários e quejandos. Sou, por isso e por outras coisas mais, um ouvinte de rádio. Escuto rádio especialmente enquanto me desloco ao trabalho, a trabalho e de volta do trabalho.

Hoje ouvi na Rádio Cultura que, antes da mazela econômica com a  qual há pouco mais, pouco menos de um ano começamos, no Brasil, a conviver, turbinada, como sempre, por corrupção, as gestantes brasileiras de certa classe econômica, estão deixando de fazer a viagem-enxoval, principalmente a Miami, onde apesar dos custos da viagem, hospedagens e alimentação, o enxoval do bebê saía mais barato. Já, agora, não mais.

Comparativamente, o jornalista confrontou aquela perda da gestante brasileira, com o que atrai a gestante chinesa que, também, adotou o turismo aos Estados Unidos nesse período de sua vida. Mas, apontou, o motivo tem variações, pois estas, não objetivam o enxoval mais barato, senão, terem o parto feito na América, porque, nascida a criança em solo americano, tem ela a cidadania americana e o direito a um passaporte americano, o que lhe garantirá um refúgio seguro no futuro, em caso de eventual e não descartada turbulência naquele país. Há, ainda, um segundo aspecto, o de que a criança em gestação seja um segundo filho – ou, pior ainda, filha –, que assim terá garantia de vida, este, então um aspecto humanitário. E, arrematou: o tal passaporte americano dá direito de entrada, sem visto prévio, em 174 países, enquanto o chinês só a 40 países.

Por razões de justiça, devo ponderar que a mídia escrita entra, também, nas minhas predileções, mormente porque fica. Isto mesmo, fica. No caso de ouvirmos e nos esquecermos, estará,  na prática, perdido. Mas o que está escrito fica, ao menos por mais tempo. Assim é que deu na rede social, pra ninguém mais esquecer: “O ex-ministro José Dirceu, que cumpre pena em regime aberto ou semi-aberto, foi internado na semana passada, apresentando grave quadro de hipertensão arterial. Mas, reagiu bem ao tratamento, recebeu alta e está em casa, fora de perigo e já recebe propina sem ajuda de aparelhos”.

Ficou guardado.

Em tempo 1: e por falar em ficar guardado, é preciso que sobre ficar guardado, tudo deva ser lembrado e relembrado, para repetir o que for bom e banir o que for ruim. A propósito de lembranças do golpe militar de março/abril de 1964 ele de nada serve a  não ser para que fortemente lembremos de que, quem gosta de baioneta, devia mais é se sentar nela.

Em tempo 2: faço correção de erro percebido por leitores – imaginem só, eu os tenho! –, na crônica da semana passada, pois onde está escrito que nasci durante a 1ª Grande Guerra, deve-se ler 2ª Grande Guerra.

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