Nosso momento

Rodrigo ValverdeO PMDB, partido mais forte do Brasil, atualmente não tem o povo (já teve no fim da ditadura militar), todavia está na elite de cada cidadezinha, tem a maioria dos vereadores, deputados, senadores e governadores, assim, sempre foi crucial para decidir as eleições presidenciais… Por ser tão forte, Dilma escolheu Temer como vice, prometendo ao povo não tirar direitos (educação, saúde, moradia, salário, etc), independente da crise… Já Aécio, defendia que, com a crise, seria necessário cortar direitos e ajudar os empresários, pois esses, contemplados, são capazes de garantir emprego… Tanto Dilma quanto Aécio tiveram milhões de bancos, empreiteiras e frigoríficos… Dilma venceu apertado, ficou com medo do mercado, cedeu algumas vezes, desagradou parte do povo, quando deixou de ceder, Temer se aliou à Aécio prometendo cortar direitos caso assumisse (“uma ponte para o futuro”), os eleitores de Aécio foram para a rua pelo impeachment, parte dos eleitores de Dilma não à defendeu… Temer assume cortando direitos históricos, as medidas foram tão drásticas que até brincaram que a Lei Áurea seria revogada…

Pois é… Com o impeachment, PSDB/PMDB assumiram o País, a corrupção e a crise continuaram, mas agora, com o povo, tanto do Aécio quanto da Dilma, sem direitos, sem as riquezas naturais, com menos renda e o pior: com a volta da escravidão!

Nossa esperança?

Para 2018, temos invenções mirabolantes dos empresários de ponta, nomes como Luciano Hulk ou Dória, o saudosismo da fascista ditadura com Bolsonaro, o discurso vago de Marina, Alckmin, Ciro ou Lula (ou quem ele indicar) disputando quem será o melhor gerente desse modelo (ruim mais sem proposta de qual seria melhor), dificilmente fugiremos disso… Mas se não discutirmos, nos organizarmos ou participarmos, será ainda pior!

Rodrigo Valverde é advogado e vereador eleito pelo PT