Mogianos realizam ato contra o aumento da passagem de ônibus - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Mogianos realizam ato contra o aumento da passagem de ônibus

Cidades, QUADRO DESTAQUE

NATAN LIRA
Por quase duas horas, cerca de 150 pessoas se manifestaram nesta quarta-feira contra a proposta das empresas CS Brasil e Princesa do Norte enviada à Prefeitura para aumentar a tarifa dos ônibus municipais para R$ 4,70. O valor é 23,7% maior do que o preço atual da passagem, de R$ 3,80. O protesto, que ocorreu de forma pacífica, saiu do Largo do Rosário rumo ao Terminal Central, onde chegou às 18h55. Ao final do evento, os organizadores marcaram para repetir o ato no próximo dia 16.

Os participantes são contrários a qualquer tipo de reajuste, não aceitam nem a reposição da inflação de 6,29% acumulada nos últimos 12 meses. Este é o caso da professora Inês Paz, de 64 anos. “Nem mesmo o salário mínimo teve o reajuste de acordo com a inflação. Ainda assim, a gente já é obrigado a pagar preços exorbitantes no mercado e demais serviços”, pontua.

Apesar de utilizar a bicicleta para se locomover na Cidade, a pesquisadora social Denise Andere, de 62 anos, participou do ato porque defende que o aumento da passagem, nesse período de crise, vai atingir principalmente os mais pobres. “Aceitar os R$ 4,70 é continuar contribuindo com a prática abusiva do governo, de sempre querer que o povo pague a conta e isso não faz sentido”, defende Denise.

Os manifestantes saíram em passeata pela Avenida Voluntário Pinheiro Franco. Quando o ato alcançou a travessa com a Presidente Campos Salles, as quatro faixas da via estavam tomadas. Neste local, 12 motoristas desrespeitaram a sinalização dos organizadores e avançaram, quase atingindo o rapaz que ajudava, junto com policiais militares, a organizar o trânsito.

  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
  • Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)
    Ato contra o aumento da passagem em Mogi. (Foto: Eisner Soares)

Agnes Arruda, de 34 anos, é coordenadora dos cursos de comunicação da UMC. Ela utiliza as linhas de ônibus C601 e C602, que atendem os passageiros do bairro do Botujuru e avalia que os R$ 3,80 não condizem com os serviços oferecidos pelas empresas. “Às vezes, a espera no ponto chega a 50 minutos, os ônibus vêm lotados. O transporte deve respeitar o limite básico para a cobrança, porque é um serviço e não um produto”, pontua.

Um dos organizadores do evento, Ernesto Henrique, de 21 anos, alega que a Cidade não oferece passe livre aos estudantes, como ocorre nas cidades de Suzano e Poá, não tem corredores de ônibus, e os veículos não portam de tecnologias aos usuários. “É inadmissível. Não temos dever de enriquecer as empresas”,disse. Segundo a professora Marilene Mendes, de 38 anos, 2% da arrecadação municipal já é destinada ao transporte público e, por este motivo, qualquer reajuste é considerado abusivo. “Aos poucos a gente mostra como que o transporte deve ser gratuito”, diz.

Enquanto caminhavam, os manifestantes gritavam frases contra o aumento, como “se você paga, não deveria, transporte público não é mercadoria”, “o aumento do busão só aumenta a exclusão”. Em um das mensagens, eles chamavam a atenção do prefeito: “O Marcus Melo, se aumentar, você vai ver o seu sossego acabar”.

A Prefeitura respondeu que o sistema de transporte público de Mogi das Cruzes registra uma média mensal de 3,4 milhões de passagens – sendo 30,69% de gratuidade, que beneficiam idosos, pessoas com deficiência e o transporte escolar. E que o pedido das empresas passa por análises.

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