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Mogianos em Orlando relatam a passagem do furação Irma

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Furacão Irma sobre o Caribe, o mais forte registrado no Oceano Atlântico. (Divulgação/Nasa)

Furacão Irma sobre o Caribe, o mais forte registrado no Oceano Atlântico. (Divulgação/Nasa)

SILVIA CHIMELLO
Apesar da apreensão e do estado de alerta pela passagem do Furacão Irma, os mogianos que estão em férias na cidade de Orlando, na Flórida (EUA), contam que o pior já passou e começam a retomar as atividades de lazer a partir de hoje, quando acaba o toque de recolher decretado pelas autoridades americanas desde sábado.

No entanto, na opinião dos turistas, mesmo com fortes ventos, barulho assustador e chuva, o furacão não foi tão devastador e nem assustador como se esperava, porque o Irma perdeu a força no caminho. Mas, mesmo assim, os mogianos entrevistados ontem por O Diário afirmam que seguiram todos os protocolos e orientações para reduzir os impactos.

Este foi o caso da mogiana Adriana Onodera Bonini Catalano, que está em Orlando com a família desde o último dia 26 de agosto. Ela disse que quando saiu para a viagem, não imaginava que teria que enfrentar um furacão, porque ainda não se tinha notícia sobre o fenômeno que devastou o estado da Flórida no final de semana.

Ela está hospedada em um dos hotéis do complexo da Disney, com extensa programação de passeios, e explica que não ficou muito apreensiva porque, em princípio, o furacão passaria por Miami, mas não atingiria Orlando. No entanto, logo depois chegou a confirmação sobre a mudança de rota do Irma, que seguia em direção a Orlando, por onde passou na madrugada desta segunda-feira.

“Ficamos realmente com medo porque é uma novidade para quem nunca passou por isso, mas andando nas ruas, um dia antes dele passar, a gente via que as pessoas não estavam assustadas, o que nos tranquilizou”, comenta Adriana. Mesmo assim, seguindo a orientação do hotel, fez estoque de alimentos e água e permaneceu com a família ali, isolada por 48 horas.

Quando o furacão chegou a Orlando, ele já tinha perdido força. “Não sentimos tanto impacto, a não ser pelo vento, chuva e imagens que se via pela janela. Brinquei com a minha filha e disse que as árvores estavam fazendo alongamento”, relata. A programação de férias será retomada hoje para a família que voltará no próximo dia 16 a Mogi.

Corajosa, a mogiana Kelly Tsujiguchi de Souza decidiu encarar a viagem para a Flórida mesmo sabendo do furacão. Embarcou com a família para passar as férias em Orlando, em um apartamento alugado para a ocasião. Ela disse que em princípio não estava apreensiva porque não havia previsão sobre a passagem do Irma por lá. Só ficou com receio quando teve a confirmação da mudança da rota, mas mesmo assim, disse que o comportamento das pessoas que moram no local ajudou a tranquilizar a família.

Isolada desde sábado, Kelly conta que a preparação para o furacão começou dois dias antes com as compras de alimentos e água. Mas disse que apesar da apreensão, não foi tão assustador. A chuva começou no domingo pela manhã e piorou à noite com o vento forte. O auge foi pela madrugada, com queda de algumas árvores. “Confesso que esperávamos muito pior. O medo foi maior que o furacão”, comenta Kelly. Hoje, a família que conseguiu aproveitar os dois primeiros dias na Disney vai retomar a programação de viagem de férias e só pretendem voltar no próximo dia 23.



As mogianas ficaram impressionadas com o preparo dos americanos para enfrentar a situação. Com objetivo de receber as pessoas que foram se abrigar em Orlando, houve redução nos preços dos hotéis, que abaixaram as tarifas de hospedagem, no custo da água e da gasolina, além da liberação dos pedágios.

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