Mogiana realiza sonho em palcos de SP - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Mogiana realiza sonho em palcos de SP

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Fernanda Cunha formou-se na ECA-USP e conseguiu o registro profissional aos 18 anos. (Foto: Eisner Soares)

Fernanda Cunha formou-se na ECA-USP e conseguiu o registro profissional aos 18 anos. (Foto: Eisner Soares)

Enquanto muitas crianças pensavam em ser professores, médicos, dentistas e muitas outras profissões, Fernanda Cunha nunca teve dúvidas: aos dez anos decidiu que seria atriz. Enquanto brincava de ser jornalista, produzindo o jornal mirim do Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC), teve a oportunidade de entrevistar Adamilton Andreucci, diretor de teatro da Cidade. Ele começou a incentivá-la a fazer aulas de interpretação, mas a mogiana nunca teve a oportunidade de fazer algum curso amador.

Quando ela estava com 16 anos, Adamilton a alertou de um curso de teatro profissionalizante que estava acontecendo no Colégio Estrutural. Foi lá, então, que Fernanda se formou, e, aos 18 anos, conseguiu seu registro profissional de atriz, o DRT. Foi durante estas aulas, que ela teve a oportunidade de participar de seu primeiro espetáculo. Ela encenou, no Teatro Vasques, a peça “Parlapatões, Patifes e Paspalhões”, do Grupo Parlapatões.

Em 2006, ela realizou mais um sonho e se formou em Artes Cênicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Foi quando viu que a vida de atriz poderia não ser tão fácil. Morando em São Paulo desde o início do curso de graduação, teve de voltar para a Cidade por estar desempregada e não ter como se manter morando sozinha. Ficou por seis meses em Mogi, tendo a oportunidade de realizar alguns trabalhos por aqui e, às vezes na Capital, para onde voltou depois deste período.

O Parlapatões foi fundamental para a carreira de Fernanda, não só por ter sido deles a primeira peça que ela encenou. Foi no Grupo também que ela encontrou sua primeira oportunidade em São Paulo, mas como assistente de direção. Entretanto, trabalhou – e ainda trabalha – com eles ainda em algumas outras montagens além de também participar do Festival de Peças de Um Minuto, que foi levado ainda para Portugal. Em um dos trabalhos conheceu ainda Henrique Stroeter, com quem namora até hoje.

Em 2010, quando estava no elevador de seu prédio, conheceu a diretora de teatro Pamela Duncan. Pamela estava atrás de uma atriz para um papel em uma peça infantil. Encontrou Fernanda. Desde então, as duas puderam estar juntas em mais algumas outras montagens. Elas tinham o projeto de apresentar o infantil “Família Monstro”, mas por falta de verba não conseguiram dar prosseguimento.

Em 2011, as coisas não estavam muito fáceis e Fernanda chegou a trabalhar por quatro meses como garçonete em São Paulo. Ela, que sempre sonhou em ser apenas atriz, viu que teria que mudar de planos e que precisaria também ser produtora, para criar suas próprias oportunidades. Foi quando decidiu começar a produzir ao lado da amiga e também atriz Angela Figueiredo.

Mas até que o primeiro espetáculo das duas de fato acontecesse, alguns outros trabalhos surgiram para a mogiana. Ela pôde estar em cena ao lado de grandes nomes do teatro brasileiro e aprender ainda mais. No ano de 2013, fez até mesmo uma participação em 24 capítulos da novela Chiquititas, do SBT.

A primeira montagem feita por Fernanda e Angela, que fundaram a Cia. As Moças, foi “As Moças: o último beijo”. Sem apoio ou patrocínio, a peça, que teve a primeira temporada em 2014, foi um sucesso de público e crítica. Tudo feito com muita batalha e contando com a ajuda de amigos, a peça ganhou ainda mais uma temporada naquele ano e chegou a ser apresentada no Rio de Janeiro.



No ano passado, após ganhar um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC) conseguiram uma pequena verba para a realização do segundo espetáculo, o “Noites Sem Fim”, que ficou em cartaz este ano durante três semanas no Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo. A montagem vai ter mais uma temporada no Teatro Eva Herz, também na Capital, que vai do dia 9 de novembro, até o dua 7 de dezembro.

No dia 17, Fernanda estreia ainda mais uma peça. Desta vez um monólogo, “O Coração dos Homens”, com texto de Veronica Stigger, o espetáculo ficará em cartaz no Sesc Consolação até o dia 8 de novembro. (Larissa Rodrigues especial para O Diário)

Estar em Mogi é… família, amigos e infância

O melhor da Cidade é… o potencial dos mogianos

E o pior? Às vezes a falta de apoio a esse potencial

Sinto saudade… dos entes queridos que já se foram

Encontro paz de espírito… quando estou atuando

Pra ver e ser visto… no Teatro

Meu prato preferido é… camarão de tudo quanto é jeito



Livro de cabeceira… nesse momento é o texto do monólogo que vou estrear “O Coração dos Homens”, de Veronica Stigger

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Um casaco preto que comprei por 5 euros no Mercado de Pulgas de Madrid.

O que não tem preço? A Vida

Uma boa pedida é… um banho de cachoeira em São Francisco Xavier

É proibido… exercer o preconceito

A melhor festa é… a festa junina do meu pai!

Convite irrecusável… para comer o camarão na moranga que a minha mãe faz!

O que tem 1001 utilidades? O artista brasileiro!

Meu sonho de consumo é… conhecer a Grécia!

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? O melhor eu não sei, mas sem dúvida, apresentar “Noites Sem Fim” esse ano no Teatro Vasques foi bem especial!

Cartão-postal da Cidade… A vista da cidade através das curvas da Mogi Dutra

O que falta na Cidade? Mais incentivo às artes.

Qual é a química da vida? O Amor e o humor.

Deus me livre de… morrer! Quero viver muito!!!

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