Mogi estuda construir nova maternidade na Cidade

SILVIA CHIMELLOA Prefeitura de Mogi vai contratar uma empresa especializada a fim de estudar a construção de uma nova maternidade para o Município. O objetivo é avaliar qual a melhor modelo que a Cidade deve adotar para ampliar os serviços, acabar com a superlotação e oferecer um atendimento de qualidade à população de Mogi, que tem cerca de 450 mil habitantes e conta apenas com a Santa Casa de Misericórdia, entidade que não consegue mais atender toda a demanda. A proposta é do prefeito Marcus Melo (PSDB), que já iniciou as tratativas com o Governo do Estado, durante reunião anteontem na Casa Civil, para tentar viabilizar o projeto, que deve ser o marco do seu governo na área da saúde.

O diferencial desta vez é que ainda não existe um modelo definido. Segundo explicações do secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, os estudos vão apontar o projeto que será adotado pelo Município, que avalia algumas opções. Uma delas, que já vem sendo discutida há alguns meses é a reforma do prédio da Santa Casa de Mogi para ampliar os serviços, que teria um custo de cerca R$ 5,5 milhões para a reforma, com custeio de cerca de R$ 600 mil a R$ 700 mil por mês. A proposta prevê a ampliação de 38 para 55 leitos obstétricos e de 9 para 20 leitos de UTI Neonatal. Apesar de ser a alternativa mais barata, o problema, segundo Téo, é a estrutura muito antiga do prédio.

Outra possibilidade é a de construir uma nova maternidade no prédio onde funciona o Fórum de Braz Cubas, ao lado do Hospital Municipal. Segundo Téo, essa outra unidade teria 50 leitos, com baixa e média complexidade e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Adulto e Neonatal. Ele estima um custo de cerca de R$ 30 milhões para construir e entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões destinados à manutenção. A terceira sugestão seria a ampliação das dependências do Hospital Municipal de Braz Cubas, que já foi construído pensando em projetos futuros. O prédio poderia receber um novo setor de maternidade com mais de 20 leitos. Mas, nesse caso, o secretário disse que não saberia estimar os valores.

Os comentários sobre esses planos da Prefeitura foram feitos pelo presidente da Comissão de Saúde do Legislativo, vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), na sessão de ontem da Câmara.