Mogi demite mais do que contrata em março, aponta Caged

Setor da indústria foi um dos poucos que teve saldo positivo no último mês. (Foto: Divulgação)
Setor da indústria foi um dos poucos que teve saldo positivo no último mês. (Foto: Divulgação)
CARLA OLIVO
Mogi das Cruzes fechou o mês de março com saldo negativo na geração de emprego formal segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). De acordo com os números, a Cidade registrou 3.066 admissões e 3.382 desligamentos no mês passado, com o fechamento de 316 postos, o que representa -0,33%. O resultado ainda reflete a grave crise econômica enfrentada pelo País.

Os segmentos que mais contrataram em março foram os de Serviços (1.795 admissões), Comércio (704) e Indústria de Transformação (338). Os setores de Serviços e Comércio também lideram a maioria dos desligamentos, com a dispensa de 1.803 e 768 trabalhadores, respectivamente, seguidos por Construção Civil (383).

A expectativa era que março fechasse no azul, seguindo o exemplo de fevereiro, que apresentou saldo positivo de 336 vagas, com 3.156 novos contratos na carteira de trabalho e 2.820 demissões de funcionários, correspondentes a 0,35%.

No acumulado dos três primeiros meses deste ano, o levantamento realizado pelo Caged aponta para 9.273 admissões e 9.234 demissões, com saldo de 39 postos de trabalho (0,04%). Já levando em consideração os números dos últimos 12 meses, há o registro de 34.386 contratações e 36.739 dispensa, totalizando perda de -2.353 postos de trabalho, equivalentes a -2,41%.

No País, houve perda de 63.624 vagas formais de trabalho em março, voltando ao vermelho após resultado positivo de fevereiro, segundo o Caged. A performance no mês frustrou expectativas que haviam sido divulgadas pelo próprio ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de abertura de postos no mês passado, apontando ainda que o varejo deveria ser beneficiado pela liberação do saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Em março, no entanto, o comércio respondendo pelo maior fechamento de vagas dentre todos os setores, com menos 33.909 vagas. Também ficaram no vermelho os setores de serviços (-17.086 postos), construção civil (-9.059), indústria de transformação (-3.499) e agricultura (-3.471).