Mogi-Bertioga está no limite da espera de duplicação - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Mogi-Bertioga está no limite da espera de duplicação

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A exemplo dos outros feriados, trânsito complica a viagem de quem vai curtir o feriado prolongado. (foto: Eisner Soares)

A exemplo dos outros feriados, trânsito complica a viagem de quem vai curtir o feriado prolongado. (foto: Eisner Soares)

SILVIA CHIMELLO
A cada feriado prologado os problemas da Mogi-Bertioga se repetem: motoristas presos durante horas no enorme congestionamento ao longo da estrada; e isolamento dos moradores que residem ao longo do trecho urbano da rodovia, impedidos de sair de casa por conta do trânsito intenso. Reclamações e transtornos por conta dos atrasos nos horários de ônibus e o debate sobre a necessidade de duplicar a via são temas constantes nesses momentos.

O profissional responsável pelo acompanhamento da construção da Rodovia Mogi-Bertioga, engenheiro Jamil Hallage, lembra que a Mogi-Bertioga foi construída pelo prefeito Waldemar Costa Filho, que fez o que era possível, há 35 anos, numa época em que os mogianos queriam descer para a praia, tão próxima, mas precisavam dar uma imensa volta por São Paulo para chegar até Bertioga. De lá para cá, o Estado através do DER, promoveu melhorias, duplicou alguns trechos, mas não conseguiu resolver os problemas que apareceram ao longo dos anos.

Atualmente, para acabar com os congestionamentos, Hallage realmente acredita que a duplicação seria o melhor caminho, mas para isso, entende que seriam necessários estudos técnicos para elaborar “um senhor projeto”, até por envolver a Serra do Mar.

“Os problemas existem, mas podem ser resolvidos. Tudo é possível desde que se tenha boa vontade. Para uma estrada como esta, o que funcionaria seria uma obra a exemplo do que foi feito na Rodovia dos Imigrantes, com padrão de primeiro mundo, com projeto adequado, estudos elaborados por profissionais capacitados e qualificados. Isso tornaria o projeto muito dispendioso. Solução tem, mas para fazer uma obra bem feita, os custos são muito elevados”.

Muitos moradores dos bairros e distritos que são servidos pela Rodovia, como Vila Moraes, Taiçupeba e Biritiba Ussu se programam para não terem de vir ao Centro da Cidade em dias como o de ontem. Quem mais sofre são os que precisam de transporte coletivo, porque os atrasos dos ônibus são de quase duas horas.

“Se algum morador precisar de atendimento de emergência pode até morrer, porque mesmo que a ambulância consiga trafegar pela estrada, cortando os carros, vai levar muito tempo para fazer o trajeto pela Rodovia Mogi-Bertioga até chegar a Biritiba Ussu, isso sem contabilizar o tempo de volta ao hospital. Em dias como esse, se acontece um caso, a gente leva a pessoa com o próprio carro. Isso se tiver a sorte de estar em dias de movimento de descida do feriado, porque na volta, também é impossível chegar a Mogi em menos de uma hora”. O depoimento é do agricultor José Rita, que destaca a necessidade de duplicar a rodovia ou mesmo melhorar alguns trechos para melhorar o fluxo do trânsito. De acordo com ele, em alguns trechos o traçado da pista poderia ser revisto para dar maior fluidez ao tráfego. Ele critica especialmente a colocação de algumas rotatórias onde as pistas se afunilam e contribuem para aumentar os congestionamentos. Uma delas fica próxima ao centro do Distrito.

O ambulante Alvaro Cristiano Souza disse que seria muito mais prático se o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária adotassem o sistema de operação descida e subida no inicio e final do feriado, aumentando a fiscalização nessas ocasiões para poder liberar o acostamento.

Caminhos alternativos



Moradores dos bairros que ficam ao longo da Rodovia-Mogi Bertioga apontam as estradas vicinais como caminhos alternativos para enfrentar os problemas de congestionamentos da estrada em períodos de feriados prolongados e férias, quando milhares de veículos utilizam a via, deixando as famílias isoladas.

Na opinião de algumas pessoas ouvidas pela reportagem de O Diário, as vicinais poderiam ser utilizadas principalmente pelos ônibus que servem aquela região para evitar mais transtornos na vida dos moradores que dependem do transporte coletivo. Isso porque, os coletivos costumam se atrasar até duas horas para passar nos pontos.

“Essas estradas rurais poderiam ser usadas também pelos moradores em dias de feriado e quando a estrada está congestionada. O problema, no entanto, é a o estado precário de muitas delas. Para que isso ocorra, a Prefeitura vai ter que melhorar as condições de conservação”, sugere a professora Luciana Cristina da Silva.

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