Mogi: aumenta ataque a idosos - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Mogi: aumenta ataque a idosos

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Delegada revela que as mulheres são as maiores vítimas dos crimes e que mais protelam para formalizar as denúncias

O aumento no número de agressões a idosos é constatado anualmente pela delegada titular Vera D’Antracoli, que está há quatro anos à frente da Delegacia de Proteção ao Idoso (Depi), conforme ela revelou, ontem, a O Diário. Segundo afirmou, a conscientização de familiares, amigos e vizinhos em ajudar na solução deste tipo de violência praticada contra pessoas de idades avançadas tem ajudado a Polícia Civil a identificar e indicar ao Poder Judiciário os autores destes crimes graves. “Denunciar é a forma ideal de proteger o idoso”, ressalta a autoridade, a qual vem divulgando amplamente esta questão por ocasião do “Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa”, comemorado dia 15 de junho desde 2006 após ser instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência aos Idosos.

“É necessário denunciar para que o crime contra os idosos não fique impune. É uma forma de a Polícia Civil intervir junto com o Poder Judiciário, fazendo valer os direitos legitimados pelo Estatuto do Idoso criado pela Lei 10.741, de 1 de outubro de 2003, tendo como prioridade garantir ao idoso uma proteção à vida e saúde, vindo a permitir condições de dignidade”, ressalta a delegada.Levantamentos realizados pela titular do Idoso apontam que“em 60% das ocorrências registradas pela Depi envolvem filhos e netos dos idosos. Nesse ponto, é bom lembrar que pessoas do sexo feminino se destacam no cometimento dos crimes de abandono material, maus tratos e ameaça, muitas vezes causados por negligência”.

O aspecto econômico também deve ser observado. “Há parentes que se apoderam de dinheiro e bens dos idosos para proveito próprio. Quem age desse modo é indiciado em inquérito e está sujeito a ser condenado pela Justiça à pena que varia de 1 a 4 anos de reclusão, trata-se de crime de apropriação ou desvio de bens do idoso”.

A delegada D’Antracoli esclarece que as suas estatísticas apontam que “as mulheres representam maior índice de vítimas dos crimes contra os idosos, talvez porque relutam em denunciar os seus agressores, numa tentativa de não romper o vínculo familiar”. De acordo com ela, a denúncia pode ser formalizada através do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), Disque Denúncia 181 ou direto na Delegacia de Proteção do Idoso, instalada no prédio do Pró Hiper, na Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, 540, no Bairro do Mogilar.

Em 2008, a Polícia Civil instalou a Depi em Mogi das Cruzes, justamente para o idoso ter atendimento preferencial, diferente de outras delegacias regulares mais voltadas aos crimes graves. Em nota, a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo já informou à imprensa que “as Delegacias do Idoso foram criadas para dar tratamento especializado e diferenciado ao idoso” e tem como finalidade“ viabilizar a aplicação de políticas públicas’.

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