Menor de idade é baleado durante assalto a ônibus

Menor portava revólver e arma de brinquedo, durante ação. (Foto: Divulgação)
Menor portava revólver e arma de brinquedo, durante ação. (Foto: Divulgação)

A perspicácia do policial militar Cleverson de Assis Silva, do 28º BPM, em São Paulo, o levou a reagir ao assalto, às 8h30, desta terça-feira (27), ao ônibus ECM-8224, da CS Brasil, que fazia a linha Mogi das Cruzes-Biritiba Mirim. A ação ocorreu assim que os dois suspeitos desembarcaram na Avenida Miguel Gemma, no Bairro do Socorro, depois de já consumarem o “arrastão”.

O soldado PM desceu do coletivo, e apesar de estar de folga, gritou: “Aqui é Polícia, parem”. A dupla fez menção de atirar; ele reagiu, desferindo um tiro. Uma das balas acertou o braço de um menor, de 16 anos. O comparsa dele, ainda não identificado, escapou. No local, foram encontradas duas armas: um revólver, de calibre 32, com 6 projéteis, e a numeração suprimida, e um simulacro, além dos produtos roubados e dinheiro.

O delegado Gustavo Henrique Bezerra da Cunha com o apoio de sua equipe, a escrivã Regina Matos, e o investigador Evandro, do Distrito Central, sindicaram o adolescente em Ato Infracional após o cabo Rubens e o policial militar Ortega, da 1ª Companhia, do 17º BPM/M, apresentarem a ocorrência.

A dupla agiu depois de entrar no ponto como passageiros, na Avenida Miguel Gemma, rendeu o motorista Maurício Pinto de Moraes, de 37 anos, a cobradora Sueli Aparecida de Moraes, de 46 anos. Havia passageiros e os marginais pediam por dinheiro e celulares. Do caixa do ônibus, roubaram R$ 98,00, além de duas mochilas dos funcionários do ônibus.

O policial Cleverson estava sentado nos fundos e depois de observar o assalto e ver os criminosos em fuga, desceu do coletivo para efetuar a prisão deles. Ontem à noite, o menor já havia sido operado. A bala penetrou pelo braço esquerdo e se alojou na região abdominal. Ele está no hospital sob escolta. O pai do infrator afirmou que “o meu filho só vende cocada”, mas a Polícia apurou que o menor já esteve na Fundação Casa por tráfico, furto e receptação. O irmão dele, já maior, cumpre pena de 7 anos por tráfico.

LAÉRCIO RIBEIRO