Maternidade da Santa Casa ainda opera no limite - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Maternidade da Santa Casa ainda opera no limite

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Maternidade operava com 45 gestantes para 38 leitos, na sexta-feira (Foto: Arquivo)

Maternidade operava com 45 gestantes para 38 leitos, na sexta-feira (Foto: Arquivo)

ELIANE JOSÉ
No plantão de sexta-feira, pós-feriado, a ocupação dos leitos da maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes seguia o mesmo padrão que levou a direção da unidade a restringir o atendimento às gestantes, em maio passado. Anteontem, havia 45 pacientes, sendo que o número de leitos para a clínica de obstetrícia é de 38, e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal estava com as nove vagas ocupadas. “Nós não estamos conseguindo operar com a reserva técnica que prevê a ocupação de até 85% dos leitos porque a procura intensa é permanente”, afirma o secretário municipal de Saúde, Marcello (Teo) Delascio Cusatis.

Algumas semanas após comunicar a restrição do atendimento ao número de vagas existentes, o secretário afirma que Mogi não deixará “adormecer” esse assunto. “Nós continuaremos em estado de alerta, principalmente no que diz respeito ao manejo das vagas, feito pelo Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde)”.

Dos pacientes internados na UTI Neonatal na sexta-feira, eram moradores de Biritiba Mirim, Salesópolis, Guararema, Suzano e São Paulo, além de Mogi das Cruzes.

Uma alternativa sugerida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a inauguração do Fórum de Braz Cubas, em abril passado, deverá sair do papel entre julho e agosto com a conclusão de um estudo para a ampliação dos leitos para internação e da UTI Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Mogi. Hoje, a unidade possui 38 vagas para as parturientes e 10 leitos para os recém-nascidos que precisam de cuidados intensivos.

A meta, a princípio, será elevar para 50 vagas hospitalares e 19 camas na UTI Neonatal. De acordo com ele, o projeto de ampliação está sendo elaborado pela Santa Casa e a Vigilância Sanitária Estadual, responsável por um intenso monitoramento da maternidade, em função, inclusive do passado recente, quando infecções hospitalares ocorreram no local em períodos de superlotação de gestantes e bebês.

A ampliação exigirá intervenções em outros setores da Santa Casa, que tem hoje, na clínica de ortopedia, uma de suas principais vocações. “Estão sendo estudadas mudanças internas para possibilitar a ampliação”, destacou o secretário, que responde pela gestão compartilhada da maternidade, firmada em um acordo entre a Santa Casa e a Prefeitura.

A ampliação da maternidade da Santa Casa é um pleito regional, abraçado pelos secretários municipais de Saúde da Região do Alto Tietê. “Ela (a maternidade) caminha para ser regional, como já o é, de fato”, finalizou Cusatis, que não tem ideia, ainda, de quanto custarão a ampliação e adaptação do prédio da Santa Casa e a manutenção mensal dos novos leitos.

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