Duplicação da Mogi-Dutra será aberta em setembro

Governador Geraldo Alckmin esteva na manhã deste sábado em Mogi das Cruzes / Foto: João Ricardo Santo
Governador Geraldo Alckmin esteva na manhã deste sábado em Mogi das Cruzes / Foto: João Ricardo Santo
SILVIA CHIMELLO

Agora é definitivo: a licitação da obra de duplicação do trecho da Rodovia Mogi-Dutra – entre o trevo da Ayrton Senna e a Presidente Dutra, em Arujá – será aberta em setembro para que os serviços comecem até o final deste ano. A garantia foi dada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende concluir o projeto durante seu mandato, que termina em 2018.
Os prazos foram anunciados pelo tucano em visita a Mogi para dar início ao desassoreamento do Rio Tietê e inaugurar os novos serviços de cardiologia do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar.
A obra, avaliada em mais de R$ 149 milhões, será financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Alto Tietê está na expectativa dessa melhoria há 10 anos, pedido reforçado pelos políticos da Região, que promoveram romaria ao Palácio do Governo para garantir a conquista. Alckmin chegou a anunciar o início dos trabalhos em abril de 2014. Na ocasião, a licitação foi aberta, mas em novembro de 2015, o edital teve sua revogação pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para atualização de valores.
Questionado sobre a demora e prorrogação das obras, o tucano explicou que o problema era a falta de recursos para executar a intervenção, agora já solucionado. “Agora é certo. Até 7 de setembro estará licitada a Rodovia Mogi-Dutra. O financiamento já foi assinado. É só o prazo de concluir a licitação. Se não tiver problema de licitação, as obras começam em dezembro”, disse.
Alckmin também garantiu para novembro a entrega das obras do novo Fórum de Braz Cubas, em construção na Vila São Francisco. Quanto à construção de uma nova estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a assessoria do tucano informa que está na expectativa da liberação de recursos por parte do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Bastidores

Durante a sua visita a Mogi, o governador Geraldo Alckmin amassou barro e saiu com sapato sujo das margens do Rio Tietê, tirou muitas selfies, contou histórias, distribuiu frases, demonstrou muito bom humor e evitou comentários sobre política.

Ao ser questionado pelos jornalistas sobre sucessão municipal, Alckmin não declinou apoio a nenhum nome e evitou constrangimento na solenidade, porque apesar de o prefeiturável Marcus Melo ser do mesmo partido dele, o candidato Luiz Carlos Gondim (SD) é deputado estadual da sua base de apoio na Assembleia Legislativa.

Alckmin também não precisou enfrentar saia justa no evento porque os dois candidatos não puderam ir às inaugurações, por proibição da lei eleitoral. Estava acompanhado apenas de secretários estaduais, do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) e do deputado estadual Marcos Damásio (PR). “O governo não tem candidato. É supra partidário e não se envolve em eleição. Trabalha para todos os municípios e para todo o Estado. Enquanto cidadão e militante, quando puder ir a alguma cidade, dar depoimento, testemunho, farei com a maior alegria”, enfatizou. Brincou ainda ao dizer que pode vir para Mogi se for chamado para ajudar algum candidato eleito, “porque o café daqui é ótimo”.

Na opinião do tucano, as eleições municipais independem de apoio de forças de fora, “alienígenas”. Ele acredita que vale mais o contexto de cada município e citou a frase expressiva do escritor Alcântara Machado: “Tenho a paixão da gleba circunscrita”, para reforçar a tese de que a eleição em uma Cidade, em um território limitado, “tem uma grande dose de paixão”, diferente de uma eleição estadual ou federal.

Também evitou se posicionar sobre futura candidatura dele à Presidência da República. “Prefiro não falar sobre isso, porque só vai acontecer em 2018 e três anos são quase três séculos em eleição.”

danilodiario

Deixe seu comentário