Histórias da Bola - 7 de julho - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Histórias da Bola – 7 de julho

Esportes

ANDRÉ MARTINEZ 
Corinthians e Boca Juniors fizeram a grande decisão da Copa Libertadores da América em 2012. Para o clube argentino, acostumado com este título, seria mais uma decisão em sua história. Para o alvinegro representava o inédito e mais sonhado título de sua torcida. Em campo um jogo duro e disputado. Porém, chamou a atenção um duelo entre o atacante mosqueteiro Émerson Sheik e o zagueiro argentino Matías Caruzzo.

O zagueiro foi a maior vítima da “argentinização” mosqueteira protagonizada por Sheik. O atacante deu um verdadeiro show de “catimba” para cima dos argentinos.

Émerson fez nossos hermanos sentirem na própria pele o veneno que é sempre desferido por eles mesmos, principalmente dentro de seus domínios. O ex-corintiano é um jogador limpo. Mas por outro lado o sangue de barata está longe do Sheik mosqueteiro.

Tudo rolava bem até o zagueiro Caruzzo começar a xingar Émerson. Irritado, o atacante do Corinthians, mesmo sem saber direito o significado da palavra, respondia chamando-o de “boludo” (idiota).

Não contente em ser chamado de “boludo” Caruzzo cuspiu por duas vezes em Émerson e este foi o estopim. Sheik sabia que não poderia em hipótese alguma bater em Caruzzo, pois isso lhe renderia uma expulsão e prejudicaria o Corinthians.

Então o atacante fez o argentino provar de seu próprio veneno, segundo palavras do próprio Sheik. Émerson não bateu em Caruzzo, porém colava a sua cabeça na cabeça do argentino e ficava apontando o seu próprio rosto com o dedo, mostrando aonde Caruzzo deveria batê-lo, em seguida apontava o jogador ao juiz pedindo que ficasse de olho nele.

O argentino possesso de raiva xingava. Émerson então fazia gestos chacoalhando as mãos, em uma sátira como se estivesse amedrontado e, ainda por cima, falava seguidamente a Caruzzo: “Estou morrendo de medo! Estou morrendo de medo!”

Mas as provocações de Sheik não pararam por aí. Em uma disputa de bola Émerson ficou caído no chão, Caruzzo colocou a mão no rosto do corintiano, dando a entender que iria empurrar seu rosto, mas Sheik não fez por menos e tratou de “lascar” uma mordida na mão do argentino.

O Corinthians de Sheik dava um show de “catimba” para cima dos argentinos. Prevendo uma confusão ainda maior no final da partida, mais precisamente aos 46 minutos, o técnico Tite resolveu tirar Sheik da equipe, dando lugar a Liédson. O camisa 11 do Timão foi aplaudido de pé pela Fiel torcida no Pacaembu.



Já com o caneco conquistado, ao término da partida, Émerson Sheik e Caruzzo se abraçaram, fazendo as pazes no melhor espírito esportivo. O espetáculo agradeceu a epopéia do catimbeiro Émerson Sheik na decisão.

algmartinez@bol.com.br
www.andremartinez.com.br

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