Histórias da Bola 3 de março - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Histórias da Bola 3 de março

Esportes

ANDRÉ MARTINEZ
Após os seus primeiros títulos paulistas, conquistados entre 1914 e 1916, o Corinthians foi ainda melhor na década de 20, faturando outros seis campeonatos em dez disputados, sendo dois tricampeonatos – 1922, 1923 e 1924; 1928, 1929 e 1930. Nesta mesma década, o alvbinegro foi também campeão geral de todo o estado de São Paulo em duas oportunidades, nos anos de 1923 e 1924, contra o Rio Branco de Americana, pela antiga Taça Competência, um torneio que reunia o campeão da capital paulista contra o campeão do interior.

Além de tudo isso, ainda conquistou na década de 20 a sua primeira vitória internacional, vencendo a equipe do Barracas da Argentina, por 3 a 1, em um amistoso realizado no Parque São Jorge, no dia 1 de Maio de 1929, vitória esta que estampou a seguinte manchete no jornal “A Gazeta” de autoria do jornalista Tomás Mazzoni: “Fibra dos mosqueteiros”, dando origem a alcunha que perdura até hoje.

Mas, de todas estas glórias, a que ficou mais evidenciada foi à conquista do campeonato paulista do centenário da Independência do Brasil, iniciando ao Timão a pecha de time “Campeão dos Centenários”.

O Campeonato Paulista de 1922 começou para o Corinthians no dia 23 de abril contra o Palestra Itália, no campo do rival. O placar terminou empatado em 2 a 2.

Na seqüencia do certame, o Corinthians seguiu firme na luta pelo título, porém com a derrota ocorrida exatamente pelo próprio Palestra Itália, no dia 24 de dezembro, pelo placar de 3 a 2 em partida válida pelo segundo turno, viu distante as suas chances de conquista do caneco.

Mas, como já naquela época as coisas não eram nada fáceis para o Corinthians, o time renasceu das cinzas e com muita garra foi em busca do título. Duas vitórias consecutivas contra Ypiranga e Minas Gerais, por 3 a 0 e 7 a 2, respectivamente, além da vitória suada contra o Sírio, por 1 a 0, e uma providencial derrota do Palestra Itália, por 5 a 1, do Paulistano no campo do Jardim América, em São Paulo, na penúltima rodada do campeonato, ressuscitou o Corinthians.

Graças a estas vitórias e a derrota palestrina, cabia ao Corinthians para ser campeão, vencer o mesmo Paulistano, algoz do Palmeiras, para levantar o caneco da independência do Brasil.

O time do povo por sua vez, não fez feio, entrou em campo já no dia 4 de fevereiro de 1923, no campo da Floresta em São Paulo, para bater o Paulistano por 2 a 0, com gols de Tatu e Gambarotta, aos 2 minutos do primeiro tempo e 17 minutos do segundo tempo, respectivamente.

Este resultado garantiu ao Corinthians o honroso título de “Campeão Paulista do Centenário da Independência do Brasil”. O centroavante Gambarotta, terminou como o artilheiro do certame com 19 gols. O rival Palestra Itália, acabou tendo de se contentar com o vice – campeonato neste ano emblemático.



Ao Corinthians, a consagração total desta glória, que irá permanecer com ele por cem anos, pois só o time do povo possui tal honraria, a de ser o “Campeão Paulista do Centenário da Independência do Brasil”. Até 2022, quando será completado 200 anos da independência brasileira da coroa portuguesa.

Até lá, somente o Timão terá o honroso caneco, que na época fez parte (pelo menos para os corintianos), do próprio centenário da história de independência da nação brasileira.

algmartinez@bol.com.br
www.andremartinez.com.br

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