Histórias da Bola - 29 de setembro - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Histórias da Bola – 29 de setembro

Esportes

ANDRÉ MARTINEZ
O ponta-direita Cláudio Christovam de Pinho é mais um daqueles jogadores que o nome e o sobrenome deveriam ser sempre pronunciados juntos, como se fossem um só, pois acabaram se tornando verdadeiras grifes no mundo do futebol. O craque Cláudio, nascido no dia 18 de julho de 1922, em Santos, memso local que faleceu no dia 01 de maio de 2000, iniciou a sua carreira no Santos, em 1940. Era de estatura baixa, 1,62m de altura, portava também um corpo franzino, que procurava compensar com a habilidade em toques rápidos e dribles curtos. Especialista em bolas paradas, ele, que utilizava a camisa número sete, era um exímio cobrador de faltas, pênaltis e de escanteios.

Dizia-se que Cláudio aprendeu muito da arte de bater na bola com o lendário ponta- esquerda do Fluminense, Hércules “O Dinamitador”. O estilo de jogo do ponta, comparado aos dias atuais, era semelhante ao de Marcelinho Carioca.

Em 1942, Cláudio teve uma importante passagem pelo Palmeiras. Foi ele quem marcou o primeiro gol da equipe com o nome “Palmeiras” (após o clube ser obrigado a mudar de nome, deixando de se chamar Palestra Itália e Palestra de São Paulo) na decisão do Campeonato Paulista de 1942 contra o São Paulo, na vitória palestrina por 3 a 1.

Em 1943, ele retornou à Baixada Santista para defender o Santos. Dois anos depois, o Corinthians desceu a serra e trouxe Cláudio para o Parque São Jorge, dando início a uma longa trajetória de títulos e alegrias.

No Corinthians foram 305 gols em 549 jogos, entre os anos de 1945 e 1957, o que fez dele o maior artilheiro da história do alvinegro do Parque São Jorge em todos os tempos. O ponta contribuiu com dezoito gols no épico ataque centenário do Corinthians no paulistão de 1951 (103 gols anotados no campeonato).

O jogador, além de gênio, era também o grande líder da equipe, consagrando-se como um dos maiores capitães da história do Corinthians. A sua liderança o credenciou a alcunha que é popularmente conhecida ate hoje: Gerente!

A torcida paulista aguardava e dava como certa a convocação de Cláudio para a Seleção Brasileira na disputa da Copa do Mundo do Brasil, em 1950, já que na época o atacante era um dos maiores jogadores em atividade do futebol brasileiro.

Porém, o técnico Flávio Costa, talvez deixando falar mais alto o bairrismo entre Rio e São Paulo, optou por preencher a vaga com mais um zagueiro, chamando Alfredo II, que jogava no Vasco da Gama, seu time de coração. Infelizmente, “O Gerente”, injustamente, nunca disputou uma Copa do Mundo.

Com a camisa canarinho, “O Gerente” conquistou o campeonato Sul-Americano disputado no Brasil em 1949, batendo o Paraguai por goleada na final, 7 a 0. Em 1958 Claudio deixou os gramados e passou a ser treinador do Corinthians. No ano seguinte, em 1959, de forma surpreendente aceitou o convite para voltar a jogar no São Paulo, completando assim um ciclo nos quatro grandes clubes do Estado. Ele encerrou a carreira definitivamente em 1960.



algmartinez@bol.com.br
www.andremartinez.com.br

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