Histórias da Bola - 20 de outubro - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Histórias da Bola – 20 de outubro

Esportes

ANDRÉ MARTINEZ
George Best, nascido em Belfast, na Irlanda do Norte, no dia 22 de maio de 1946, era tão genial com a bola nos pés, que até mesmo seu sobrenome conspirava a favor: Best. “O melhor”, não havia adjetivo mais perfeito para este ponta-direita, que também chutava de esquerda. Seu nome foi também motivo de uma espécie de ditado popular em terras inglesas, que dizia o seguinte: “Maradona Good, Pelé Better, George “The Best” (Maradona bom, Pelé melhor, George “O Melhor”).

George era tão fanático por futebol quando criança, que costumava dormir com a bola. Aos 15 anos de idade, foi descoberto em uma equipe amadora de Belfast e levado ao Manchester United, onde posteriormente se tornou um dos maiores ídolos do clube inglês em todos os tempos.

Ele estreou como profissional aos 17 anos de idade. Era alto e magro, porém possuía uma qualidade impressionante com a bola nos pés. Atuando com a camisa número sete, George Best era dono de um futebol vistoso, alegre e atrevido. E chegou a ser apelidado de Garrincha por causa da forma provocadora que desafiava seus marcadores. Encantava não só a torcida mas também a imprensa, que não encontrava mais formas para demonstrar elogios em torno de seu futebol.

Ele formou um trio mortal de atacantes ao lado do lendário inglês Bobby Charlton e do escocês Denis Law, onde conquistaram o campeonato inglês em 1965.

Nas quartas de final da Copa da UEFA de 1966, o Manchester enfrentou o forte Benfica. Na primeira partida os ingleses venceram em casa por apertados 3 a 2. No jogo da volta, toda cautela possível seria empregada contra os perigosos portugueses em Lisboa, porém Best partiu para cima e com doze minutos de jogo já havia marcado dois gols.

A partida terminou 5 a 1 para os ingleses em pleno Estádio da Luz, com Best anotando três gols. No dia seguinte os jornais ingleses estampavam uma foto de George com a seguinte manchete: “O quinto Beatle”.

George Best era sinônimo de carisma e traduzia tudo aquilo que os jovens ingleses sonhavam em ser, inclusive fora de campo. O jogador era presença constante em inúmeras festas, sempre acompanhada de muita bebida e badalação.

Em várias oportunidades se apresentou ao clube embriagado, o que lhe rendia inúmeras multas e suspensões. Em certa oportunidade ficou 28 dias suspenso, retornou à equipe e anotou seis gols na vitória por 8 a 2 do Manchester contra o Northampton Town. Conquistou novamente o campeonato inglês em 1967 e a Copa dos Campeões da Europa em 1968.

Best deixou o Manchester em 1973 ainda jovem, com apenas 27 anos de idade, dando início na decadência. Passou a ser muito mais explorado pelos tablóides sensacionalistas do que propriamente pela bola que jogava. Perambulou por diversos clubes do mundo, encerrando a carreira em 1984. Faleceu em Londres no dia 25 de novembro de 2005, vítima de múltipla falência de órgãos, aos 59 anos de idade.



algmartinez@bol.com.br
www.andremartinez.com.br

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