Histórias da Bola - 10 de novembro - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Histórias da Bola – 10 de novembro

Esportes

ANDRÉ MARTINEZ
Evair Aparecido Paulino, nascido em Ouro Fino, Minas Gerais, em 21 de fevereiro de 1965, foi um grande ídolo palmeirense que ficou conhecido pela torcida como “El Matador”. Desde muito cedo ele já costumava dar seus primeiros chutes nos campinhos de terra no bairro de Crisólia, local pelo qual passou toda a sua infância, onde torcia pelo Santos e sequer imaginava ser um dia um dos maiores ídolos do Palmeiras. Após uma infância pobre, o garoto viu o seu futuro mudar graças ao futebol, mas nem tudo foram flores.

Em 1979 com 14 anos, chegou a realizar um teste mal sucedido no São Paulo, retornando para a sua cidade natal. Não desistiu e em seguida graças a amizade de seu pai, o pedreiro José Paulino, com Rui Palomo, cunhado de Clóvis Cabrino, um dos diretores do Guarani, conseguiu ingressar na base da equipe de Campinas para atuar como meia esquerda.

Por causa da distância, foi morar no alojamento do Guarani, onde conheceu outros garotos que como ele também sonhavam em vencer no futebol. Mas as coisas não eram fáceis no alojamento, que ficava embaixo das arquibancadas do Brinco de Ouro da Princesa, onde fazia muito frio, isso sem contar que o clube decidiu cortar o lanche noturno dos garotos por falta de verba, eram noites frias e famintas.

Em 1984, com 19 anos, Evair foi promovido à equipe principal do Guarani pelo técnico Lori Sandri, porém como centroavante. Em 1986 foi vice-campeão brasileiro e também ficou em segundo lugar na artilharia do campeonato; no ano seguinte foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, por Carlos Alberto Silva.

Em 1988, foi novamente vice-campeão, desta vez paulista, porém terminou como artilheiro do paulistão, com 19 gols. A sua atuação chamou o interesse de dirigentes do Atalanta que resolveram contratá-lo em 1989.

Foram dois anos de futebol italiano. Porém, a saudade de casa e as contusões atrapalharam a sua passagem no Atalanta, que decidiu negociá–lo com o Palmeiras.

Evair chegou ao clube alviverde em meio ao jejum de títulos. A torcida, por sua vez, desconfiava no início temendo as contusões, que realmente o atrapalharam no início, principalmente uma hérnia de disco. Em 1992 foi afastado por Nelsinho Batista por cinco meses, somente treinando.

Com a chegada de Otacílio Gonçalves, Evair retomou o caminho, deu a volta por cima e transformou-se em um dos maiores jogadores e ídolos da história do Palmeiras; é considerado como um dos responsáveis diretos pela quebra do jejum de títulos da equipe no Campeonato Paulista vencido, em 1993, sobre o rival Corinthians.

algmartinez@bol.com.br
www.andremartinez.com.br



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