Entre a arte, o teatro e a música - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Entre a arte, o teatro e a música

Circuito

O mogiano Fábio Santarelli dedica sua vida às manifestações artísticas. Já participou de várias peças com grandes grupos teatrais. Como músico, lançou álbum de canções autorais. Seu desejo é continuar conciliando os palcos com o microfone

O mogiano Fábio Santarelli dedica
sua vida às manifestações artísticas.
Já participou de várias peças com
grandes grupos teatrais. Como músico,
lançou álbum de canções autorais.
Seu desejo é continuar conciliando os
palcos com o microfone

Fábio Augusto Andrade dos Santos, mais conhecido como Fábio Santarelli, é um ator e músico mogiano que busca levar a vida com simplicidade e alegria. Ele divide o tempo entre as paixões artísticas, a noiva, a família e seus nove cachorros. Apesar de não ter Santarelli no nome, Fábio decidiu adotar esse sobrenome no meio artístico: gostou da sonoridade. Além disso, diz que é importante separar a vida pessoal e a profissional. Quando criança, Fábio não imaginava viver como artista. Apesar de seu primeiro contato com a música ter sido cedo, quando seus tios tocavam e cantavam para animar festas de aniversário da família, ele não enxergava na arte uma possibilidade de profissão. Aos 17 anos, o mogiano teve o primeiro contato com os palcos no tradicional Teatro da Universidade de Mogi das Cruzes (TUMC), mas ainda não pensava em seguir a carreira de ator. Tanto, que após concluir os estudos, buscou se encontrar nos cursos de Publicidade e Propaganda e Direito na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

A vida acadêmica não era o que Fábio sonhava, e por isso, abandonou os dois cursos superiores para morar em São Paulo e se aventurar no que o completava: o palco. Em 2006, formou-se no curso profissionalizante do Teatro-Escola Célia Helena, com a peça “Pecados da Capital”. O projeto foi sucesso e ficou em cartaz por seis meses, financiado com recursos dos próprios alunos do curso.

Depois disso, Santarelli não parou de atuar. Participou da companhia TAPA e também do Grupo das Dores, atuando em peças como “Pedreira das Almas” e “Doroteia”.

Além de ator, também é músico. Certa vez, apresentou uma de suas composições para um de seus tios, que gostou e incentivou-o a seguir esse caminho.

Fábio passou então a acreditar no potencial da própria voz, e começou parcerias com empresários da Cidade. No ano passado, seus esforços culminaram num álbum de músicas autorais intitulado “Inesquecível”, disponível gratuitamente no SoundCloud. Para ele, apreciar arte é tão importante quando cantar, tocar ou atuar, e por isso, diariamente dedica uma parte de seu tempo para ouvir novas canções, ver filmes e assistir peças de teatro.

Neste ano, Fábio decidiu se ausentar dos grupos teatrais para investir em um projeto próprio.

Buscando atualizar um texto para o presente, produziu e atuou em uma adaptação da peça “O Assalto”, escrita por José Vicente, em 1967. O projeto deu certo, e caiu nas graças dos críticos da área, sendo avaliado pela Revista Veja com quatro de cinco estrelas – a terceira melhor peça durante seu período de exibição na capital.

Aos 32 anos, o artista mogiano pretende continuar expressando suas melhores ideias no teatro e pensamentos mais íntimos na música, conciliando as duas artes.



Ele vê na Cidade um enorme potencial cultural, e tem alguns projetos para Mogi. Para Fábio, sempre há tempo livre para consumir arte com a família, sair com os amigos e cuidar dos nove cachorros.

Para assistir 

No dia 24 de Setembro, às 16hs, Fábio Santarelli estará em cartaz no Teatro Vasques com a peça “O Assalto”. A entrada é franca: basta chegar ao local com uma hora de antecedência para retirar os bilhetes. Após esta apresentação, o espetáculo volta aos palcos em São Paulo, em novembro. (Heitor Herruso – Especial para O Diário)

  • FABIO-2
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  • FABIO
    FABIO
  • FABIO-1
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CURTO CIRCUITO

Viver em Mogi é…
me sentir em casa, encharcado de amor!

O melhor da Cidade…
são os amigos que ganhei pelo caminho!

E o pior?
A falta de planejamento urbano

Sinto saudade…
dos meus avós

Encontro paz de espírito…
na minha arte



Pra ver e ser visto…
Teatro, em especial a peça “O Assalto”

Meu prato preferido é…
macarrão com peito de frango desfiado da minha avó

Livro de cabeceira…
o teatro e seu duplo de Antonin Artaud

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa?
Uma jaqueta de couro marrom que já tem uns 23 anos. Foi de meu pai e já faz uns 16 anos que me apossei dela!!

O que não tem preço?
Felicidade

Uma boa pedida é…
Fazer um som com os amigos

É proibido…
estar aqui só de passagem

A melhor festa é…
estar entre pessoas amadas

Convite irrecusável…
consumir arte e cultura (peças, shows,livros, filmes, etc)

O que tem 1001 utilidades?
Um violão

Meu sonho de consumo é…
fazer um filme com o Ricardo Darin

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida?
‘Les Ephémères’, uma peça do Théâtre du Soleil.

Cartão-postal da Cidade…
Pico do Uurubu

O que falta na Cidade?
Investimento em cultura e turismo

Qual é a química da vida?
Carpe Diem. Aproveitar o hoje, que é o que temos de
real.

Deus me livre de…
não fazer o que amo. Minha arte.

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