Em busca de ajuda para cães e gatos - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Em busca de ajuda para cães e gatos

Cidades, Mogi das Cruzes

Anos atrás, a dona de casa Sonia Regina Ferrari, de 55 anos, decidiu começar a cuidar dos animais abandonados por Mogi das Cruzes. Lá se vai mais de uma década na tentativa de dar um lar digno, alimentação e cuidados veterinários aos bichinhos largados por outras pessoas. A jornada é cheia de dificuldades. A mais recente é a ordem de despejo que recebeu pelo atraso de mais de R$ 10 mil em alugueis do imóvel em que mora, em Braz Cubas, com 50 cães e 70 gatos. Sem trabalho, e em fase de tratamento de um câncer de mama, a protetora está sem saber para onde ir e como manter protegidos os animais.

Antes da doença, dona Sonia trabalhava como diarista pela Cidade. Casada durante anos, o marido a deixou pouco depois do diagnóstico do câncer. A partir daí, as dificuldades financeiras começaram a aumentar. Nesta ocasião, ela ainda residia em César de Souza, mas precisou mudar-se para um imóvel menor e de aluguel mais barato em 2012. Encontrou uma casa, com valor mensal de R$ 900,00. Na ocasião, ainda tinha a mãe e um filho que ajudavam-na a pagar a mensalidade. A mãe, infelizmente, morreu e o filho casou-se e mudou-se para São Paulo. A protetora ficou sem ajuda.

Em todos estes anos, como o instinto de proteção fala mais alto, nunca deixou de recolher bichos em situação de vulnerabilidade pelas ruas. Já foram centenas mantidos ao mesmo tempo, hoje são 50 cachorros e 70 gatos.O custo com ração ultrapassa os R$ 600,00, além dos gastos com água, itens de higiene e energia elétrica do imóvel.

Sônia Ferrari, protetora voluntária de animais (Foto: Arquivo)

Sônia Ferrari, protetora voluntária de animais (Foto: Arquivo)

Sem emprego no momento e com os gastos com os animais em constante elevação, dona Sonia não conseguiu arcar com o aluguel. Foi por causa de uma dívida de R$ 10 mil que o proprietário ingressou na Justiça com um pedido de despejo por falta de pagamento cumulado com cobrança. Depois que avaliou o caso, o juiz Robson Barbosa Lima, da 7ª Vara Cível do Fórum de Mogi das Cruzes, determinou que a protetora desocupe o imóvel em até 30 dias após a data de notificação da decisão, o que ocorreu em 27 de março passado. Sonia pode ficar no local apenas até 27 de abril. O prazo curto dado só faz aumentar o desespero da mulher que, sem ajuda financeira de ninguém, distante da família, não sabe se terá um teto para dormir a partir de 28 de abril e nem para onde vão os animais que ela pegou para proteger.

“Há um canil em Varinhas que talvez receba parte dos animais, mas, pelo que vi, não tem condições de receber sem antes fazer algumas obras. Já disse para a senhora que, naquelas condições, fica difícil a transferência dos cães porque eles podem se machucar. A minha preocupação é com os cachorros e gatos. Eles precisam de ajuda”, disse a mulher que, até mesmo diante do iminente despejo, prioriza o bem estar dos animais.

Por muito tempo, dona Sonia tentou ajuda com organizações de proteção aos animas da Capital e também com políticos que defendem a bandeira da causa animal. O retorno foi mínimo e não diminuiu as dificuldades.

Sonia busca doação de ração, material de construção (para a compra de itens a serem usados na reforma do canil, em Varinhas) ou dinheiro que possa ser empregado nas melhorias do local. Ela estima que o gasto chegue a R$ 1,2 mil. Se alguém puder ajudá-la, a conta corrente dela é na Caixa Econômica Federal (0048574-3 / operação 013 / agência 0350). Telefone para contato é o 11 9 9860-2506. (Lucas Meloni)

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