Ela se expressa com a dança

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Beatriz Santana Pozo de Lima só tem 21 anos, mas já é bailarina, coreógrafa, atriz, musicista e educadora física. Ela dá aulas de balé clássico e jazz, faz parte de um coletivo de dança e acaba de retornar de uma temporada na China

Desde criança, Beatriz Pozo adora arte, principalmente teatro, música e dança. Incentivada pela mãe, a mogiana começou cedo, fazendo apresentações de balé clássico e jazz na Cidade. Ainda aos 10 anos foi convidada para ser jurada de um festival de teatro infantil no Vasques. Hoje, bailarina premiada, ela dá aulas e faz parte de um coletivo de dança.

Entre 2010 e 2013, Beatriz tocou violino e violoncelo pela Orquestra de Choro Souza Eurico e pela Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi. Ela conta que o gosto pela música veio com um de seus tios, que é somente 4 anos mais velho e sempre tocou vários instrumentos.

Aos 17 anos, com o objetivo de conhecer mais sobre o corpo e a anatomia humana, ela deixou a música e se matriculou no curso de Educação Física, pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Nessa época, já tinha participado de vários espetáculos e festivais de dança na Cidade, e decidiu fazer um teste para ser bailarina profissional na banda Band It, de Mogi, onde trabalhou até o ano passado. Ela conta que a paixão pela dança é algo natural, uma maneira de escrever o que pensa através do corpo.

Durante a faculdade, Beatriz passou a procurar cursos e oficinas de dança gratuitos na capital. No Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD), aprendeu técnicas de danças brasileiras, afro, tango e outros estilos. Hoje ela ministra aulas de dança clássica e jazz para pessoas de todas as idades, no Centro Artístico Santa Rita de Cássia, no Centro, e estuda Pedagogia de Dança.

No ano passado, ao inscrever uma apresentação de dança solo em um festival, Beatriz conheceu outros três dançarinos, e juntos fundaram o coletivo Encontro em Movimento. Com o grupo, a artista mogiana recebeu o prêmio ‘1ª Obra de Circulação de Dança para Jovens Artistas’, do Programa de Ação Cultural (ProAc) do Governo do Estado de São Paulo. A peça inscrita foi o poema “Escravidão Contemporânea”, de autoria de Carla Pozo, sua mãe, que fala sobre a correria do dia a dia e o capitalismo.

Outro projeto de Beatriz é “Balaio de Gato”, uma apresentação que foi aprovada pelo Programa Municipal de Fomento à Arte e Cultura (Profac) e circulará pelas escolas de Mogi, buscando quebrar os rótulos das categorias de dança.

Aos 21 anos, Beatriz pretende continuar dividindo o tempo entre a coordenação desses projetos, as aulas na Cidade e os cursos em São Paulo. Ela retornou há poucas semanas de uma temporada na China, onde foi dançar com a Companhia Artencati. Beatriz tem o sonho de lecionar em faculdades, e no tempo livre ela gosta de passear com o noivo, Rodolfo Leal, e as amigas. (Heitor Herruso – Especial para O Diário)