Ela crê na mudança social pela cultura - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Ela crê na mudança social pela cultura

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A mogiana Heloize Campos ganhou o mundo e trouxe consigo uma bagagem importante para promover eventos inovadores na Cidade. (Foto: Eisner Soares)

A mogiana Heloize Campos ganhou o mundo e trouxe consigo uma bagagem importante para promover eventos inovadores na Cidade. (Foto: Eisner Soares)

Foi viajando pelo Brasil e pelo mundo, que a produtora cultural Heloize Campos adquiriu a bagagem necessária para construir sua carreira. Isso tudo aliado a muito estudo e trabalho. Formada no ano de 1993 em Comunicação, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em Gestão de Comunicação, pela Universidade de São Paulo (USP), em 2004, a mogiana viu sua história com a cultura começar ainda na adolescência. Ao final dos anos 80, em uma época em que os festivais e as bandas de garagem estavam em alta, Heloize começou a organizar seus primeiros eventos, mas ainda como uma brincadeira. Ela agora é professora de Comunicação na pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), além de ser proprietária de uma empresa de comportamento e inovação.

Logo que terminou sua primeira graduação, Heloize foi para o Canadá, onde morou e estudou por pouco mais de um ano. Lá, descobriu que era possível promover a mudança social utilizando a cultura, que é o que a mogiana busca até hoje. Quando chegou à América do Norte foi questionada sobre qual trabalho comunitário ela ajudaria. Ela pôde perceber o quanto o país estava avançado na organização de eventos, com a capitação de recursos e ainda com o envolvimento de toda a comunidade. A produtora cultural considera que esta experiência foi fundamental para o seu desenvolvimento profissional.

Mesmo que já estivesse mais envolvida com os eventos culturais, a mogiana retornou ao Brasil para o ramo corporativo. Ela foi trabalhar em uma empresa química, em Salvador, na Bahia, onde era a responsável pelo marketing e permaneceu por pouco mais de três anos. Se mudando sempre, Heloize entendeu a importância de experimentar e viver a cultura de cada lugar.

Entre as diversas experiências vivenciadas por ela, Heloize conta que um programa internacional de formação de lideranças da GIFE Kellogg, do qual ela participou logo que foi embora da Bahia e que contou com a participação de outros 21 jovens brasileiros, foi também essencial para a sua carreira. Na ocasião, eles conheciam de perto os mais diversos projetos sociais que eram realizados em favelas de todo o Brasil.

Em 2000, morando na cidade do Rio de Janeiro, Heloize teve mais uma oportunidade de vivenciar a realidade das comunidades. Fazendo parte de uma Organização Não Governamental (ONG), que na época era chamada de Comitê para a Democratização da Informática (CDI), a mogiana implantou a área de comunicação de organização e teve cuido ainda da assessoria. Por ter ficado bastante conhecido nos Estados Unidos, o projeto recebia demandas de grandes mídias, como CNN e The Economist.

Heloize trabalhou ainda com projetos de atletas conhecidos nacionalmente, a exemplo do jogador de futebol Raí e a jogadora de vôlei Ana Moser. Ela prestou serviços também, entre 2009 e 2010, ao Ministério de Cultura, em São Paulo.

Vinte e sete anos depois, a mogiana volta à Cidade e pretende agora trazer para cá eventos inovadores. É o exemplo do Mercado Móbile, evento realizado pela primeira vez este mês por ela em companhia das amigas arquitetas Carolina Bloise e Patricia Manna Deus. A intenção é juntar diversos setores – como gastronomia, artes, moda, literatura e artesanato – e ainda apresentar a força da economia criativa oferecida no Alto Tietê. Mesmo tendo encontrado uma boa receptividade, elas ainda não sabem com que frequência a feira deverá ser realizada, mas no começo do próximo ano uma nova edição deverá acontecer.

Mãe de Nina Simone, de sete anos, Heloize gosta de estar junto à filha quando não está trabalhando. Ela também gosta muito de viajar e estar com os amigos. (Larissa Rodrigues especial para O Diário)



Curto-circuito
Viver em Mogi é…
estar perto dos meus pais e oferecer melhor qualidade de vida para minha filha

O melhor da Cidade é…
poder conviver com velhos e novos amigos mais intensamente

E o pior?
A matriz de mobilidade essencialmente fundamentada no automóvel.

Sinto saudade da…
infância e suas brincadeiras nas ruas de terra do Mogilar, e adolescência no Clube Náutico e no Popó aos domingos

Encontro paz de espírito…
na meditação.

Pra ver e ser visto…
pode ser em uma arena de MCs, no Sailors pub, na Entrada dos Palmitos, na quermesse do Divino ou do Akimatsuri, no teatro ou nos espaços culturais. No Mercado Móbile (risos).

Meu prato preferido é…
aquele feito com cuidado e amor. Adoro comida mineira, e mesmo apreciando carne também tenho descoberto os encantos da comida vegana

Livro de cabeceira…
‘Grande Sertão Veredas’, do Guimarães Rosa

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa?
Um tênis All Star e uma bijou bacana fazem parte de minha “marca”.



O que não tem preço?
A maternidade.

Uma boa pedida é…
um mergulho no mar em um dia de sol e céu azul.

É proibido…
proibir. Melhor é respeitar.

A melhor festa é…
aquela em que todos os homens e todas as mulheres se divertem com respeito e sem constrangimentos.

Convite irrecusável…
aquele onde o sonho encontra com a vontade e a ação.

O que tem 1001 utilidades?
A internet. 1001 inutilidades também!

Meu sonho de consumo é…
empreender, proporcionar experiências positivas, agradáveis lembranças e, por que não, transformação na vida das pessoas.

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida?
A primeira vez em que amamentei minha filha.

Cartão-postal da Cidade…
Parque das Neblinas, o centrinho de Taiaçupeba, alguns recantos de Biritiba Ussu, caminhos para Pindorama.

O que falta na Cidade?
Acesso, circulação, empoderamento. Falta vivermos a Cidade. Ocuparmos as praças e os espaços públicos com cultura, lazer e vida.

Qual é a química da vida?
Viver e deixar viver.

Deus me livre de…
olhar para trás e não viver o presente. O melhor lugar do mundo é aqui e agora.

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