Ela busca gente de sucesso nas redes - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Ela busca gente de sucesso nas redes

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Thaís Lira Brazil também comanda agência que investe em influenciadores digitais. (Foto: Eisner Soares)

Thaís Lira Brazil também comanda agência que investe em influenciadores digitais. (Foto: Eisner Soares)

Se há uma boa história, com certeza, Thaís Lira Brazil, de 24 anos, vai tratá-la de alguma forma em seu Blog da Lira, que completa dois anos em 2017. O projeto foi inspirado em um diário, mas ganhou novos ares conforme as mudanças dos interesses da jovem. Hoje é uma referência em comportamento no Alto Tietê, no Estado e tem seguidores até de fora do País. Ela é uma dos vários influencers (influenciadores) digitais de Mogi das Cruzes. Este, por sinal, é um mercado em expansão. Atenta a isso, ela criou uma agência que lida apenas com outras pessoas que fazem sucesso nas mídias sociais e querem continuar em evidência. Para 2017, ela tem planos de ampliar os serviços da agência e fortificar o canal que tem no YouTube, estabelecendo uma identidade visual nos perfis que mantém em diferentes plataformas.

É rápido para qualquer um perceber que Thaís é muito conectada com as ferramentas digitais. Isso começou aos 14 anos quando decidiu criar o primeiro blog. Naquela ocasião, a ideia dela era escrever um diário. Os tempos passaram e os objetivos também. Hoje, a página (www.pontodalira.com.br) tem assuntos como comportamento, viagens, autoavaliação e temas em evidência, como bullying, por exemplo. Como diz a definição dele, ele é um blog sobre tudo e todos, sobretudo, o tudo e o todo. A página ultrapassou a marca de 100 mil visualizações únicas neste tempo.

Apesar de valorizar muito bons textos, a jovem sabe que os mais novos buscam ferramentas com cada vez menos palavras e mais fotografias. É isso que ela tem feito com mídias paralelas, como o Instagram. Um dos pontos importantes a ser observado por potenciais influenciadores, segundo ela, é investir (tempo, trabalho e dinheiro) em imagens. Não é à toa que redes que têm fotos como carro-chefe conseguem evoluir tanto, lembra a blogueira.

Thaís chegou a cogitar a hipótese de fazer Jornalismo, no entanto, seguiu para algo mais específico. Fez Redação Publicitária na ESPM. Agora cursa Psicanálise e pretende fazer Psicologia porque acredita que a área pode ajudá-la com alguns fundamentos para futuros posts do blog e vídeos de seu canal no YouTube. O lema é falar sobre os assuntos dando a cada um deles um toque mais “humanizado”, trazendo-os à esfera mais próxima dos leitores, às vezes, com o texto na primeira pessoa, com Thaís contextualizando fatos do momento ocorridos com ela ou gente próxima dela.

A mais recente empreitada dela é gravar para a plataforma de vídeos do Google. Ela quer fazer vídeos relacionados às postagens, com conteúdo mais interativo. Isso deve acontecer já neste ano. Lira, como gosta de ser chamada, tem uma missão complexa: organizar tempo. Além dos blogs e ferramentas que cuida, ela trabalha na agência Starta (focada em agenciamento artístico), do irmão dela, Raphael, que decidiu transferir o negócio para Mogi das Cruzes há um ano, quando a família decidiu mudar de São Paulo para Mogi em busca de qualidade de vida. Todos estavam assustados com a violência, insatisfeitos com o trânsito e precisavam de paz e tranquilidade ao lado de Bruno, irmão dela, que havia acabado de descobrir um agressivo câncer, aos 26 anos, e queria passar os últimos meses de vida longe da Capital.

Há pouco tempo abriu a Pocket Agency. É uma agência home office destinada a ajudar outros influenciadores. Alguns deles querem seguidores, outros comentários, já outros esperam curtidas. A função dela é elaborar planos e viabilizar que o pensado aconteça. Ela já cuida de alguns deles e busca outros como potenciais clientes. De acordo com ela, o projeto foi possível quando ela percebeu que, mesmo sendo uma influenciadora, conseguiria trabalhar para o desenvolvimento de outros. Isso porque os públicos são diferentes. Os conteúdos das plataformas de Thaís são direcionados para pessoas com mais de 17 anos, que vislumbram sucesso profissional e estabilidade na vida social. Boa parte dos influencers, contudo, apostam num nicho mais amplo, o de humor, que atrai muito os adolescentes.

Em meio a tudo isso, a jovem consegue pensar em viajar. Este ano quer ir à Argentina (o que virou um post no blog, com detalhes sobre a ida e a respeito de Buenos Aires). Quer conhecer a Europa também. Como resolução, definiu também que quer fazer, pelo menos, uma viagem por mês durante 2017. Pode ser dentro da cidade, em cidades vizinhas, no Estado ou fora. Para ela não importa. O importante é que em contato com novas pessoas, novos lugares, ela consegue observar coisas diferentes, buscar inspirações para tentar traduzir em palavras o que outros – e ela – vivem. (Texto de Lucas Meloni)

Curto-Circuito



Viver em Mogi é…
Ter um lugar no mundo para chamar de lar.

O melhor da Cidade é…
Poder estar sempre em conexão com a natureza, independente de onde esteja.

E o pior?
É saber que árvores têm sido cortadas, em várias partes da Cidade, por meros caprichos humanos. Também me preocupa ver que não temos estrutura suficiente para receber todas as empresas e pessoas que têm chegado pouco a pouco na Cidade.

Sinto saudade da…
Presença do meu irmão mais velho, que migrou para uma viagem eterna.

Encontro paz de espírito…
Quando medito, quando escrevo, quando viajo, quando dedico um tempo à dança e ao teatro, e principalmente: quando estou bem com minha mãe (Verônica), meu pai (César) e meu irmão Raphael.

Pra ver e ser visto…
Sem dúvidas, a vista maravilhosa do “Pico do Urubu”. Um de meus lugares favoritos em Mogi das Cruzes.

Meu prato preferido é…
Amo pizza (Super Pan, Hut, Veranas), shimeji do sushiman Makoto Nomura, e o cardápio do restaurante Mabrouk.

Livro de cabeceira…
O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. E “A arte da felicidade” de Dalai Lama com Howard Cutler.

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa?
Sem dúvidas: colete jeans, batom vermelho, e óculos.

O que não tem preço?
Vivências e experiências. Estar inteiro e por inteiro, em tudo.



Uma boa pedida é…
Conhecer o centro histórico da cidade, e não deixar de dar uma passada na Boigy. Trata-se de uma livraria (que também é galeria de arte, e também é café) com ambiente intimista e atendimento excepcional.

É proibido…
Não mudar algumas certezas de lugar, e fechar-se ao novo.

A melhor festa é…
Aquela que acontece dentro da gente.

Convite irrecusável…
“Vamos tomar um café?”, “Vamos comer alguma coisa?” e “Vamos fazer uma viagem?”.

O que tem 1001 utilidades?
Minha mamãe. A propósito, não sei como elas (nossas mães) conseguem fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Só em não deixar o arroz queimar, enquanto o feijão está esquentando, já é uma coisa inexplicável.

Meu sonho de consumo é…
Um passaporte cheio de carimbos, um diário de viagens sem fim, e uma casinha de campo (daquelas feita em madeira e com um jardim bem bonito) em Campos do Jordão.

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida?
Me reerguer de minhas próprias cinzas.

Cartão-postal da Cidade…
Parque centenário e o Pico do Urubu.

O que falta na Cidade?
Expansão de centros e projetos culturais. Melhor infraestrutura tanto para turistas, quanto aos novos moradores. E projetos sustentáveis e sociais mais consistentes.

Qual é a química da vida?
Estar no lugar mais importante da vida: aqui. Viver o melhor dia: hoje. E aproveitar da melhor maneira, o melhor momento: agora.

Deus me livre da…
Zona de conforto.

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