Delegado acusa esposo pela morte da mulher em Mogi - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Delegado acusa esposo pela morte da mulher em Mogi

DESTAQUE, Policia

LAÉRCIO RIBEIRO
O delegado Rubens José Angelo, do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes, mandou ontem para a Cadeia Pública o ex-presidiário e autônomo Vicente Vieira Gomes, de 44 anos, por praticar Feminicídio, uma das qualificadoras do Homicídio Doloso (com intenção). A autoridade e a sua equipe comprovaram que Vicente espancou até a morte a sua companheira, a auxiliar de limpeza Alexsandra Batista Pereira, de 42 anos, usando um pedaço de pau ou barra de ferro. O crime foi praticado na residência do casal, na Rua Joaquim de Mello Freire Júnior, na Vila Oliveira, na madrugada de 16 de maio do ano passado.

A pedido do delegado Rubens Angelo, o juiz Tiago Ducatti Lino Machado decretou a prisão temporária do acusado. Apesar das buscas, a Polícia não descobriu a motivação do crime. Segundo Rubens Angelo, Vicente e Alexsandra conviviam há dois anos e não tinham filhos. À noite, na véspera do crime, Vicente explicou que “a pedido de minha mulher saí de casa e comprei 4 cápsulas de cocaína”. Na volta, consumiram as drogas. Já no início da madrugada de 16 de maio, ele alegou que novamente foi adquirir entorpecentes e quando retornou Alexsandra estava desfalecida, mas diz não ter notado que ela estava gravemente ferida.

Nos autos, no entanto, constam provas que incriminam o autônomo. Ao retornar para casa no começo da madrugada, Vicente diz que não encontrou nada de anormal, viu a mulher dormindo no chão e só colocou um colchão sobre o seu corpo, mas “ele só chamou, às 9h11, o Samu para socorrê-la ao hospital”, contou o delegado Rubens.

Ele ainda acrescentou que foi localizada uma testemunha, a qual, às 6h30 do dia 16, ligou para o celular de Alexsandra e quem atendeu foi Vicente, dizendo que “ela foi beber num bar”. O aparelho está apreendido.

Vicente já cumpriu 8 anos de reclusão pelo crime de latrocínio (matar para roubar) na ex-Penitenciária do Carandiru, na Capital. Na elucidação do crime, a autoridade mobilizou os policiais Marco Antonio (chefe), Pagano, Celso, Cidinha e a escrivã Milena.

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