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De Mogi para o Mundo

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Mesmo acostumada com a alta gastronomia, a chef campeã não abre mão da culinária mais simples e adora ir ao Mercado do Produtor em suas visitas a Mogi / Foto: Eisner Soares

Mesmo acostumada com a alta gastronomia, a chef campeã não abre mão da culinária mais simples e adora ir ao Mercado do Produtor em suas visitas a Mogi / Foto: Eisner Soares

Larissa Rodrigues – Especial para O Diário

Trabalhar em uma cozinha e alcançar a fama nunca foram as pretensões de Dayse Paparoto. Hoje, a mogiana que foi campeã do MasterChef Profissionais, exibido pela Band,com um dos pratos denominado ‘De Mogi para o Mundo’, é reconhecida nas ruas, além de comandar o restaurante Feed Food, em São Paulo. Ela confessa que ainda acha estranho quando pedem para tirar fotos junto dela, mas que recebe o público tranquilamente. A chef de cozinha começou a perceber suas aptidões quando fez um curso de Hotelaria e Turismo e pôde conhecer a fundo a culinária, quando fazia estágios em hotéis da Cidade. Foi quando decidiu, aos 18 anos, que faria o curso de Cozinheiro Chefe Internacional, no Hotel Escola Senac, em Águas de São Pedro.
Dayse permaneceu por lá durante um ano, onde estudava e também fazia o voluntariado e pôde trabalhar em todos os setores de um hotel. Mas a cozinha continuou sendo a parte preferida da mogiana. Entre os 200 alunos do curso, oito foram escolhidos para ajudar o chef francês Laurent Suaudeau em um jantar. Na época ele estava entre os mais requisitados do País.
Após o evento, Dayse foi a escolhida para um estágio no restaurante dele, em São Paulo. Onde trabalhava em dois horários, com uma folga por semana e não remunerada. Pela falta de salário, Dayse decidiu sair. O antigo patrão, então, fez contatos para que ela conseguisse uma vaga na cozinha do Hotel Fasano, onde a mogiana foi trabalhar. Ela considera que estas duas primeiras oportunidades de empregos, foram essenciais para a carreira dela, que começou a ter os primeiros contatos com a alta gastronomia ali.
No Hotel Fasano permaneceu por pouco mais de dois anos, quando foi para o Buffet da mesma rede. A linha de trabalho não era a que Dayse mais gostava, por isso logo foi para o Hotel Jequitimar, no Guarujá, onde era chef de partida dentro do restaurante Les Épices. Vendo que já estava estagnada no atual emprego, ela resolveu que voltaria à Capital. Foi quando surgiu a oportunidade de ser subchef no restaurante Due Cuochi. Lá, era comandada pelo chef Ivo Lopes, que foi seu concorrente no programa de televisão.
Depois disso ela recebeu o convite de um proprietário de uma rede de pizzarias, para que começasse do zero um restaurante gastronômico. Na ocasião, Dayse desenvolveu um cardápio, participou do projeto da cozinha e deu início ao novo restaurante. Foi assim que conseguiu ser indicada a chef revelação pela revista Veja, aos 24 anos. Quando mudou de emprego veio um dos maiores desafios de sua carreira. Foi trabalhar no Chácara Itaí, onde era preciso desenvolver um cardápio somente com comidas saudáveis. Criou ainda um sistema diferente, no qual o cliente precisava receber sua refeição e sua bebida em 30 segundos.
Quatro anos e meio depois teve uma passagem breve por um bar que oferecia 200 rótulos de cerveja do mundo todo. Mas logo foi chamada para atuar no Feed Food, onde está por aproximadamente dois anos. Os atuais patrões, os chefs Adriana Cymes e Victor Vasconcellos, foram os incentivadores de Dayse. Ela não queria participar do programa, por achar que passaria vergonha, mas eles conseguiram convencê-la a fazer a inscrição. Por isso, ela afirma que a vitória foi uma verdadeira surpresa.
Mesmo acostumada com a alta gastronomia, a mogiana não abre mão da culinária mais simples. A família da chef é do Jardim Universo, e ela confessa que encontra no bairro pelos menos dois hot dogs que ela ama comer. Além disso, quando está na Cidade não deixa de ir ao Mercado do Produtor, onde passa nas mais diversas barracas. A maionese da Lanchonete Estrela também está entre as preferidas de Dayse.
Ela espera agora novas oportunidades para o futuro e pensa, por exemplo, em estar a frente de um programa de TV, sem um formato definido ainda. Quando não está trabalhando, cozinhar não é um de seus hobbies, mas experimentar outras culinárias ela garante que é.

  • A mãe, Regina Paparoto
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  • Com a família
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  • As irmãs Daniele e Beatriz Paparoto
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Curto Circuito

O melhor da Cidade é…
O sossego
Sinto saudade…
De ir na feira do produtor todos os domingos
Encontro paz espírito…
No meu senhor Jesus Cristo e nas suas palavras.
Meu prato preferido é…
Hambúrguer
Livro de cabeceira…
Bíblia
Peça campeã de uso do meu guarda-roupa?
Camisas jeans.
O que não tem preço?
A família

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