Corpos dos jovens mortos após carro cair em córrego de Mogi são sepultados - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Corpos dos jovens mortos após carro cair em córrego de Mogi são sepultados

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Diego Pereira Bernardino, de 27 anos, Caique Jeferson da Silva, de 22 anos, Gabriel Tavares Ferreira, de 19 anos, e Priscila Ferreira Gameleira, de 26 anos, foram os jovens que não resistiam ao acidente. (Foto: Divulgação)

Diego Pereira Bernardino, de 27 anos, Caique Jeferson da Silva, de 22 anos, Gabriel Tavares Ferreira, de 19 anos, e Priscila Ferreira Gameleira, de 26 anos, foram os jovens que não resistiam ao acidente. (Foto: Divulgação)

LARISSA RODRIGUES
O que era para ser uma carona, terminou em tragédia na madrugada do último domingo. Quatro jovens – entre 19 e 27 anos – morreram no episódio, quando um carro caiu em um córrego em frente ao Casarão do Chá, no Cocuera. Na ocasião, três pessoas estavam no veículo, quando deram carona para quatro jovens que seguiam para o mesmo evento e ensinariam o caminho. O motorista entrou no caminho errado e ao tentar manobrar para retornar, a neblina era intensa, prejudicando a visão, e o automóvel foi para dentro d’água, com o teto para baixo. Três pessoas ainda sobreviveram, sem ferimentos graves. As vítimas foram enterradas ontem.

Diego Pereira Bernardino, de 27 anos, Caique Jeferson da Silva, de 22 anos, Gabriel Tavares Ferreira, de 19 anos, e Priscila Ferreira Gameleira, de 26 anos, foram os jovens que não resistiam ao acidente. Ela foi levada para ser enterrada no Cemitério Lajeado, no Distrito de Guaianazes, em São Paulo. Diego foi enterrado no Cemitério da Saudade e Caique no Cemitério São Salvador, onde também seria sepultado Gabriel.

Fabiana Tavares conta que demorou a receber a triste notícia sobre o filho. “Tudo aconteceu por volta das 5 horas da manhã e eu só fiquei sabendo no domingo, às 14 horas. Não sei se estavam com receio de me contar. Mas na hora é um baque e, na verdade, acho que até agora minha ficha não caiu. Eu estou anestesiada, em completo estado de choque”, contou ela, que é mãe de Gabriel.

O menino tinha saído de casa às 22h30 e Fabiana sabia que ele iria para um baile funk. Ela, entretanto, ainda não sabe como realmente tudo aconteceu, já que, além do filho, conhecia uma das vítimas, o Caique. “Cada um conta uma história, mas os dois eram melhores amigos, então eu o conhecia bem. O enterro dele também foi bem triste, a mãe dele, Ana Lucia, chegou até a passar mal”, falou.

Uma provável história de amor também foi interrompida pela fatalidade. Kevillyn de Oliveira conheceu Gabriel pelas redes sociais e há três meses eles começaram a conversar. Pouco tempo atrás, passaram a namorar. “Ele me mandava ‘bom dia’ sempre, mas costumava acordar mais tarde do que eu, então eu já estava acostumada que receberia a mensagem mais tarde. No domingo, fui fazer o Enem, quando terminei a prova ele não tinha me mandado nada e achei estranho. Quando comecei a ver as notícias na internet, não sabia o que fazer”, revelou.

O caseiro do Casarão do Chá, Sebastião Gonçalves, foi o primeiro a tentar socorrer as vítimas. Ele disse que um dos sobreviventes tentava salvar a vida da namorada. “Ele tirou a moça da água, mas ela já estava sem vida, não tinha o que fazer. Em nenhum momento eles ligaram para o resgate, então, logo que vi o que tinha acontecido liguei e acho que chegaram em 15 ou 20 minutos. Este rapaz gritava pelo motorista, que se chamava Diego. Eles contaram que o carro saiu da ponte e caiu na valeta, primeiro foi de lado e depois ficou de ponta-cabeça no lago”, narrou.

Rodrigo de Souza Siqueira, de 23 anos, também estava no veículo, ficou em observação na Santa Casa de Mogi das Cruzes e no domingo teve alta. As outras duas vítimas não precisaram de atendimento médico.

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