Conexão FGV vai funcionar dentro do Mogi Shopping - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Conexão FGV vai funcionar dentro do Mogi Shopping

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Rafael Moscardi vai levar a Conexão FGV para o Shopping. (Foto: Edson Martins)

Rafael Moscardi vai levar a Conexão FGV para o Shopping. (Foto: Edson Martins)

ELIANE JOSÉ
Em funcionamento desde 2001, no prédio da esquina das ruas Braz Cubas e Barão de Jaceguai, os cursos de MBA Mestre em Administração de Negócios, em português, e a pós-graduação da Conexão FGV (Fundação Getúlio Vargas) passarão a ser realizados no Mogi Shopping Center, dentro de duas semanas. No espaço com entrada pela Praça de Alimentação, com dois pavimentos, três salas e equipamentos como uma biblioteca, o empresário Rafael Natale Moscardi, de 35 anos, projeta receber até 750 estudantes por ano, num filão de especialização após a universidade, com elevado potencial de crescimento no mercado brasileiro.

A Conexão é uma empresa conveniada à FGV, com unidades em São José dos Campos, sede do grupo, Taubaté, Guarulhos, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Varginhas, e uma grade com os cursos presenciais de Gerenciamento de Projetos, Gestão Empresarial, Gestão Financeira, Controladoria, Auditoria e Gestão de Pessoas, e a pós-graduação em Administração de Empresas.

A empresa possui outra unidade em shopping (Center Vale, em São José), o que agrega valor em ambos os negócios, e chega ao de Mogi das Cruzes, em busca de gestores, empreendedores e outros profissionais que terminaram a universidade e buscam calibrar os conhecimentos e o currículo. Para isso, reformou uma área de 700 metros quadrados, utilizada no passado como depósito, por um valor não divulgado.

Na Rua Braz Cubas, em frente à Praça Oswaldo Cruz, a falta de espaço, que obrigou recentemente o uso de salas na Associação Comercial de Mogi (ACMC) e de um hotel, aliada à degradação e à insegurança levaram o grupo a procurar outro endereço.

Na seguinte entrevista, Rafael Moscardi fala sobre as perspectivas desse mercado de formação de pessoas que foca uma parcela da população específica – 3% dos brasileiros que concluem o ensino superior e prosseguem com os estudos, integrante das classes A, B e C+, e busca a valorização do perfil profissional com a atualização dos conhecimentos. O perfil universitário de Mogi das Cruzes (UMC, UBC, Náutico, Paulo VI e a Fatec) sustenta os investimentos feitos pelo grupo joseense, que afirma ter formado mais de 10 mil pessoas na Cidade. Confira alguns dos pontos da entrevista:

Como os cursos da FGV chegaram a Mogi das Cruzes?
A nossa história começa em São José dos Campos, com a minha mãe, Célia, que já havia trabalhado em grandes empresas, como Embraer e Rede Globo, e foi escolhida como  representante da FGV no Vale do Paraíba, e logo depois, no Alto Tietê e Guarulhos, e hoje, também estamos em Minas Gerais. Viemos em 2001, quando os mogianos buscavam MBAs em São Paulo, e passaram a nos conhecer. Já há algum tempo, procurávamos outro espaço para locação, e não conseguimos um prédio que atendesse às nossas necessidades. Já tínhamos negociado com o Shopping, no passado, e não deu certo. O tempo passou, voltamos a negociar e estamos finalizando a obra.

Quem procura um curso de MBA?
Nosso aluno tem de 25 a 50 anos ou mais, das classes A, B, e C+, que conhece as mudanças do mercado de trabalho brasileiro e a marca FGV (listada em rankings internacionais entre as melhores universidades do mundo e autora dos principais rankings brasileiros, como PIB e inflação). Quem quer melhores rendimentos próprios ou um cargo mais elevado, busca o conhecimento e uma rede de contatos (networking) compatível com o nível profissional que possui, encontrada numa pós-graduação. Por isso, a preferência pelo curso presencial, embora também ofereçamos o on-line, que deverá crescer com as gerações mais novas no futuro.

A crise afetou o ritmo dos cursos?
Sim, claro, mas, por outro lado, não. O Brasil teve um crescimento da formação universitária, com as facilidades de financiamento público e privado, e esse boom ocorreu antes da crise. E, no nosso caso, a busca pela especialização ocorre depois do término da faculdade. Além disso, verificamos um aumento da procura  por gerentes, engenheiros, etc., pessoas com perfil mais de ponta, de chefia, que foram demitidos, por causa da crise, com 30, 35 anos de empresa, e abriram negócios próprios ou estão na área de gestão financeira e de pessoas.



Qual é o potencial de Mogi e Região, nesse contexto?
Mogi das Cruzes é uma cidade universitária. Isso já a diferencia. Eu sinto que nesses 16 anos, a Cidade cresceu absurdamente e isso se ocorre pela melhoria da qualificação de gestores, públicos, inclusive, e da formação universitária. As empresas mais fortes, com investimento estrangeiro, não pararam de apostar no mercado brasileiro, e vão continuar precisando de bons profissionais. Elas descolaram a economia do cenário político. Por isso, o País não parou. E há um cenário, em Mogi, muito particular, criado pelo seu polo logístico e industrial, que conta com a proximidade com o Litoral e a Capital. As médias e pequenas empresas vão crescer ainda mais e precisam ter pessoas preparadas para trabalhar nelas.

Rafael, o que planeja quem está entrando agora no mercado de trabalho?
É um jovem que não vislumbra mais trabalhar na Capital porque ele quer qualidade de vida. Nas quatro horas gastas no trânsito entre São Paulo e uma cidade da Região Metropolitana, ele abre uma empresa, está fazendo negócios, crescendo. Ele não quer ficar parado, dentro do carro. Além disso, sabe que numa Capital, será apenas mais um. Na Cidade dele, não. Ele terá qualidade de vida, reconhecimento, notoriedade. Outro parâmetro que está sendo quebrado, também por essa característica de vida, o aluno sabe que pode ter aula o melhor professor de uma determinada área na Cidade onde mora. Os nossos professores são os mesmos que dão aula em São Paulo, no Rio de Janeiro.

Quantos professores são, e quantos alunos serão atendidos?
Temos uma média de 150 professores, cerca de 450 alunos por ano, e queremos chegar a 750 por ano.

Como é a experiência de ter uma escola dentro de um shopping?
Estamos dentro do Center Vale. É um local estratégico, com segurança, estacionamento, visibilidade. Pretendemos ficar no Mogi Shopping pelos próximos 10 anos.

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