Condemat fará reunião para tratar sobre o setor de nefrologia de Mogi e Suzano - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Condemat fará reunião para tratar sobre o setor de nefrologia de Mogi e Suzano

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Centros de Nefrologia de toda a região tentam manter os serviços mesmo com o corte nas verbas. (Foto: Arquivo/ O Diário)

Centros de Nefrologia de toda a região tentam manter os serviços mesmo com o corte nas verbas. (Foto: Arquivo/ O Diário)

SILVIA CHIMELLO
A Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) vai se reunir até o final do mês com representantes do setor de Hemodiálise da Região a fim de discutir mecanismos para ajudar na manutenção das unidades de nefrologia de Mogi das Cruzes e Suzano, que enfrentam problemas com a defasagem nos valores dos recursos repassados pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

O secretário municipal de Saúde e coordenador da Câmara de Saúde, Marcello Cusatis, o Téo, explica que uma das alternativas é a isenção da tarifa de água, insumo que representa um custo significativo para esse serviço de saúde. “Seria uma medida de curto prazo e de efeito para a redução dos custos das unidades”, avalia o secretário.

A isenção das tarifas envolve diretamente a renúncia de receitas do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), em Mogi, e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em Suzano, por isso, o secretário pretende tratar do  assunto regionalmente. Ele também quer propor a isenção fiscal em todas as esferas.

Cusatis observa que apesar de os recursos dos serviços de média e alta complexidade, como é o caso da hemodiálise, serem de responsabilidade dos governos estadual e federal, essa é uma questão que afeta o Alto Tietê por causa do aumento na demanda pelos serviços. Os dois institutos de Nefrologia atendem cerca de 500 pacientes, além de mais 120 vagas oferecidas no Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba. Mas, mesmo assim, levantamento do Condemat demonstra que cerca de 500 pacientes da Região precisam ser encaminhados para fazer o tratamento em outras cidades por falta de vagas.

O diretor dos Institutos de Nefrologia de Mogi e Suzano, Rui Alberto Gomes, aprova as sugestões, mas acredita que “os políticos da Região poderiam fazer um trabalho junto ao Governo Federal para tentar corrigir as defasagens nos valores da tabela SUS”. O Ministério repassa R$ 194,00 por uma sessão de hemodiálise, mas segundo ele, o custo está perto dos R$ 300,00.

No início deste mês, o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) solicitou a ampliação dos serviços ao secretário de Estado da Saúde, David Uip, durante encontro na Assembleia Legislativa. Ele pediu também ajuda do Estado para subsidiar as atividades.

O secretário, por sua vez, informou que o Ministério da Saúde não está realizando a compensação e deixa de repassar R$ 2 milhões ao Estado de São Paulo. Ele também pediu a intervenção do parlamentar nessa cobrança ao Governo Federal. Por isso, Gondim fez um requerimento, em seguida, solicitando uma agenda com o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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