Cobalt foca em design atualizado - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Cobalt foca em design atualizado

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A robustez sempre esteve explícita na estética do Chevrolet Cobalt. Mas a modernização recente entre os modelos compactos e a importância cada vez maior do design na motivação de compra de um automóvel fizeram com que a marca norte-americana se mexesse. As mudanças aconteceram em dezembro último, o que fez com que o sedã já entrasse em 2016 “de cara nova”. O Cobalt foi o primeiro modelo a ganhar no Brasil a nova identidade visual mundial da marca, que vai se espalhar por toda a linha. O “facelift” trouxe uma proposta mais elegante, que se encaixa muito bem na sua versão de topo, a Elite. E adiciona um ar de exclusividade ao carro que pode atrair possíveis consumidores de variantes de entrada de modelos maiores.

As alterações aconteceram quase exclusivamente na parte externa. Novos para-choques foram adotados à frente e atrás e as linhas horizontais ganharam destaque. Uma estratégia que ajuda a transmitir uma ideia de espaço, ao valorizar a largura do três volumes. Os faróis estão em formato afilado e com dupla parábola, enquanto as lanternas, agora deitadas, invadem a tampa do porta-malas. De perfil, no entanto, só o para-lamas foi mexido. As portas permaneceram intactas.

Por dentro, a ideia de elegância é empregada com o acabamento bicolor, que combina couro preto e marrom no interior preto. Essa mistura já é vista em modelos mais caros da marca, como o sedã médio Cruze. A outra novidade é a adoção do sistema de assistência OnStar, lançado recentemente no Brasil e que incorpora uma conexão via telefone ao veículo. Através dela, é possível acessar diversos serviços, desde um pedido de socorro em caso de acidente a um simples agendamento em salão de beleza ou consulta ao horóscopo do dia.

  • As alterações estéticas afetaram a dianteira e a traseira do Chevrolet Cobalt, que ficou com aspecto mais elegante. O sedã compacto continua sendo impulsionado pelo motor 1.8 litro de 108 cv de potência / Fotos: Isabel Almeida - Autopress
    As alterações estéticas afetaram a dianteira e a traseira do Chevrolet Cobalt, que ficou com aspecto mais elegante. O sedã compacto continua sendo impulsionado pelo motor 1.8 litro de 108 cv de potência / Fotos: Isabel Almeida - Autopress

A central multimídia My Link também foi melhorada e vem na chamada segunda geração. Os comandos de toque foram substituídos por botões físicos, localizados à direita da tela. Com a referência tátil, a ideia é aumentar a segurança, possibilitando que o motorista acesse as funções sem precisar olhar para o equipamento. O sistema é compatível ainda com Android Auto, da Google, e Car Play, da Apple. Já a motorização do Cobalt Elite é a mesma de suas últimas versões de topo. Trata-se do conhecido propulsor 1.8 litro de 106/108 cv com gasolina/etanol no tanque. A transmissão nesta configuração é sempre automática de seis marchas, com modo sequencial acionado através de um comutador na própria alavanca.

O Cobalt até já foi um sucesso de público, com médias superiores a cinco mil unidades mensais vendidas. Mas esses números caíram bastante e 2015 fechou com 1.922 emplacamentos mensais registrados entre janeiro e dezembro. A falta de novidades tecnológicas e internas pode ser um dos motivos pelos quais esses resultados não melhoraram. Na verdade, até caíram, se comparados com o próprio mercado de carros de passeio no primeiro trimestre do ano. Em 2015, foram 2.366 exemplares vendidos em cada mês, entre janeiro e março. Já em 2016, esse número é de apenas 1.676. Ou seja, uma retração de 29,2%, enquanto os emplacamentos gerais desceram 26,4% no mesmo período. Pelo visto, mudar a “casca” não é o bastante para impressionar o consumidor atual. (Márcio Maio/AutoPress)

PONTO A PONTO

Desempenho – O motor 1.8 litro de 108 cv e 17,1 kgfm de torque impulsiona o sedã de maneira correta. O torque máximo a 3.200 rpm permite arrancadas e retomadas boas. A transmissão automática de seis velocidades trabalha harmoniosamente com o motor, com bom tempo de troca e respostas imediatas às pisadas no acelerador. Nota 8

Estabilidade – O Cobalt Elite não tem nenhuma vocação esportiva. Mas o sedã compacto se mantém estável tanto nas curvas quanto nas retas em velocidades mais elevadas. As rolagens de carroceria até aparecem, mas nada muito diferente da realidade da categoria. A sensação de segurança se mantém presente sempre, desde que não se coloque o modelo em seus limites. Até porque ele não conta com qualquer tecnologia de segurança nesse sentido. Nota 7

Interatividade – O “face-lift” não mudou em nada esse quesito. Os comandos seguem simples e de uso intuitivo. A tela “touch” de sete polegadas ao centro do painel da versão Elite é fácil de mexer e a configuração ainda conta com o sistema OnStar e volante multifuncional. Decepcionante é o botão localizado na alavanca do câmbio automático, para as trocas de marchas manuais. É incômodo o suficiente para se esquecer que ele existe. Nota 7



Consumo – A Chevrolet não participa do Programa de Etiquetagem Veícular do Inmetro. Durante a avaliação, o modelo registrou média de 8,3 km/litro em ciclo misto com gasolina. É pouco para um sedã compacto. Nota 5

Tecnologia – A plataforma do modelo é a Gamma II, usada mundialmente pela GM para modelos compactos de tração dianteira. Não é sofisticada, mas é razoavelmente recente, de 2010. Os recursos tecnológicos do Cobalt Elite não vão muito além do sistema multimídia. Não há qualquer salva-guarda de segurança, além das obrigatórias por lei. Nota 6

Conforto – Nesse ponto, o Cobalt Elite se destaca. O espaço traseiro é amplo para pernas e cabeças e mesmo um quinto elemento não chega a incomodar em distâncias médias. Os bancos revestidos em couro possuem boa densidade e a suspensão absorve com eficiência os desníveis das ruas brasileiras. O isolamento acústico, porém, deixa muito a desejar quando se extrai um pouco mais de vigor do trem de força. Nota 8

Habitalidade – Há nichos suficientes para acomodar os objetos que precisam estar mais à mão do motorista. Além do habitáculo espaçoso, entrar e sair do veículo é fácil devido ao bom ângulo de abertura das portas. O porta-malas é outro ponto a favor: carrega expressivos 563 litros. Nota 9

Acabamento – O Cobalt é um carro racional, que não prima por luxo ou requinte. Os plásticos rígidos são abundantes, mas a versão Elite traz revestimentos em couro que misturam preto e marrom e dão à cabine alguma dose de charme. O preto brilhante aparece no centro do painel, na moldura do sistema multimídia, e nas extremidades, nas saídas laterais do ar-condicionado, além de cobrir parte da alavanca do câmbio. Nota 7

Design – A renovada estética serviu para deixar para trás o visual quadrado que foi motivo de críticas ao sedã desde o seu lançamento. As mudanças estéticas afetaram basicamente a frente e a traseira, incluindo o capô e a tampa do porta-malas. Mas a impressão é a de que se trata de um carro totalmente novo. Os faróis estão afilados e com dupla parábola e as lanternas, deitadas e repartidas pela tampa do compartimento de bagagens. O resultado é um aspecto mais elegante e que amplia a sensação de largura do Cobalt. Nota 8

Custo/Benefício – O Chevrolet Cobalt Elite está entre os sedãs compactos mais caros do mercado. Ele custa R$ 68.990 e não contempla opcionais. Na mesma faixa de preço, está o Hyundai HB20S, que tem 20 cv a mais de potência. E é quase 15% mais caro que um Toyota Etios sedã 1.5 automático e um Renault Logan Dynamique 1.6 com transmissão automatizada. Definitivamente, há opções melhores e bem mais baratas que o Cobalt. Nota 6

Total – O Chevrolet Cobalt Elite somou 71 pontos em 100 possíveis.

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