Clube de Campo legitima resultado da eleição mas caso ainda pode parar na justiça

Presidentes das chapas perdedoras vão entrar com ação judicial pedindo o cancelamento do resultado. (Foto: Eisner Soares)
Presidentes das chapas perdedoras vão entrar com ação judicial pedindo o cancelamento do resultado. (Foto: Eisner Soares)

O presidente da Assembleia Especial da Eleição do Clube de Campo de Mogi das Cruzes, o advogado Flávio Neves, publicou nesta quarta-feira (11) a ata que legitimou o resultado da eleição do último domingo, reconhecendo como vitoriosa a chapa 3, liderada por Pedro Paulo Gonçalves. A nova diretoria foi eleita com 265 votos para administrar a agremiação no biênio 2018-2019.

Mas este ato não deve acabar com o impasse ocorrido no pleito por conta dos problemas da diferença de dois votos na apuração. Tudo indica que o caso pode acabar na Justiça, já que os representantes das chapas 1 e 2, que foram perdedoras, lideradas por Mário Prado e Manoel Francisco Pereira, respectivamente, pretendem entrar com ação judicial para anular a eleição.

Ao ser questionado sobre as próximas medidas, o atual presidente do Clube de Campo, Kikko Melo, disse que caberá ao Departamento Administrativo e Jurídico avaliar a situação e indicar o melhor caminho para resolver o problema. Ele acredita que o diálogo e a busca do consenso são as melhores formas de solucionar o impasse.

O Departamento Administrativo informou que a situação está sendo analisada por toda a diretoria da entidade, “a fim de que as devidas providências sejam tomadas acerca do fato, visando à transparência com as três chapas que concorreram ao pleito, bem como com os associados do Clube e à Imprensa”. No início da noite, o Departamento Jurídico também não havia concluído a análise dos documentos para dar seu parecer sobre o tema e nem tinha descartado a possibilidade de nova eleição.

A diferença dos números foi detectada após a apuração, por funcionários da administração, que observaram dois votos de diferença entre o número de votantes e o total apurado nas urnas. A informação provocou desconfiança nos adversários. O líder da chapa 1, Mário Prado, alega que esse problema coloca em dúvida o sistema de segurança do aplicativo usado na eleição.

Além disso, ele cita outras situações que teria presenciado nas votações, como a troca de urna sem que a Comissão de Eleição fosse informada. “Houve casos de duas pessoas que votaram, mas tiveram que votar novamente porque seus votos não tinham sido computados. Os fatos demonstram que o técnico desenvolveu um software caseiro, não confiável”, avalia. Depois da confirmação do parecer do presidente da Assembleia, reconhecendo a vitória da chapa adversária, Mário Prado reforçou a intenção de recorrer à Justiça.

O vice-presidente da chapa vencedora, Julio Cesar Brito Maldonado, reconhece que houve o problema de diferença de dois votos, porém alega que o caso pode ser explicado. Ele diz que o programa usado para a eleição permitia que o associado acionasse apenas os números 1, 2 ou 3, mas duas pessoas apertaram outros números, o que acabou invalidando os votos, sem terem sido contabilizado como nulos.  

Mesmo assim observa que essa diferença não mudaria o resultado das eleições, já que a chapa 3 venceu com uma diferença de 47 votos para a segunda colocada, a chapa 1. De qualquer forma, Maldonado comemorou a decisão do presidente da Assembleia.