Cetesb aponta 71 áreas com problemas ambientais em Mogi - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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Cetesb aponta 71 áreas com problemas ambientais em Mogi

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Imóvel que sediou antiga fábrica da Elgin é uma das áreas. (Foto: Arquivo)

Imóvel que sediou antiga fábrica da Elgin é uma das áreas. (Foto: Arquivo)

LUCAS MELONI
Levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) traz 71 áreas em Mogi das Cruzes com passivos ambientais. Grande parte dos pontos listados abrigou ou ainda abriga postos de combustíveis em diferentes partes da cidade. Estabelecimentos como esses e as indústrias químicas são os que mais impactam o meio ambiente e são o alvo dos agentes do órgão fiscalizador. A agência ambiental no Alto Tietê deve reforçar vistorias em locais cujos processos de remediação estão em curso.

Os dados são atualizados todo fim de ano pela Cetesb e a relação completa com áreas contaminadas e em reabilitação pode ser consultada pelo endereço eletrônico http://areascontaminadas.cetesb.sp.gov.br/relacao-de-areas-contaminadas/.

Em Mogi das Cruzes há 71 pontos nessas condições. Quarenta e sete deles são ou foram postos de combustíveis. Segundo o gerente da Cetesb Alto Tietê, Edson Santos, a quantidade de áreas com passivos chama a atenção, sobretudo, pelo número elevado de comércio de combustíveis. “Eles têm hidrocarbonetos que, apesar de apresentarem um risco menor ao meio ambiente em detrimento de outros compostos químicos, os postos preocupam pelo volume mais elevado e por estarem em diferentes partes da cidade”, afirmou.

Depois que a contaminação de uma área é confirmada, agentes da Cetesb passam a fazer visitas regulares aos locais para acompanhar o processo de recuperação. A remediação dura, em média, cinco anos. “No caso dos postos de combustíveis, a remediação funciona da seguinte forma: é inserida uma sonda que puxa a parte gasosa do material retida no solo. Depois, há a filtragem para retenção da parte líquida”, disse.

Com a constatação da contaminação, passa a ser feita a investigação detalhada do local (para saber a extensão do impacto), em seguida a análise de risco, a remediação e a análise final.

Apesar de os postos serem os mais numerosos, os mais perigosos são as indústrias químicas. Em Mogi, há um empreendimento deste tipo no distrito do Taboão.

A preocupação maior se deve porque o poder de penetração dos fluídos destes componentes químicos é maior e mais agressivo.

“As áreas com contaminação chegam para nós por causa de denúncias e vistorias. A primeira análise é de solo e água. Na sequência são feitas mais três coletas para confirmação da contaminação. Depois que há a confirmação e a empresa / pessoa responsável pelo local inicia o processo de remediação, que deve ser concluído em cinco anos, o espaço pode ser novamente reutilizado desde que o passivo ambiental tenha sido sanado”, observou Santos.



Algumas áreas antigas são símbolos de problemas ambientais, como a antiga fábrica da Elgin, no São João, e Itaquareia, em Jundiapeba. A Petrom, na Vila Moraes, a Gerdau, na Miguel Gemma e o estacionamento da empresa de ônibus Pássaro Marron, no Mogilar, são alguns dos pontos identificados pelos agentes da Cetesb como pontos de contaminação confirmados. Em alguns deles, há processo de remediação em andamento.

O mais grave caso de contaminação na cidade ocorreu em setembro de 2010, com o vazamento de milhares de litros de combustível de uma tubulação da Transpetro rompida por uma motoniveladora a serviço da Prefeitura. Até hoje a área não está recuperada e a vida por lá segue indefinida. Moradores deixaram de plantar e de produzir por causa do solo comprometido.

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