CARTAS

Tribunal Eleitoral
Vendo esse julgamento do TSESE sobre a cassação da chapa Dilma/Temer, de iniciativa do PSDSDB, eu compreendo o que um ex-vereador de Itapevi queria dizer que não perdia tempo com campanha eleitoral, pois a eleição ele ganhava no então Cartório Eleitoral da Comarca de Cotia, na base da inversão de números transportados para o mapa. Na urna que tivesse 13 votos seriam 31; e na que tivesse 17 seriam 71. Segundo ele próprio dizia, abertamente, para quem quisesse ouvir. Ganhou todas que disputou, chegou à Presidência da Câmara , sentadão todas as tardes numa uma mesa cativa em um bar do centro de Itapevi, abastecido de Stainhäger com Fogo Paulista.

Passados mais de 30 anos, creio que muitos se perguntam pra que serve a Justiça Eleitoral, cujos custos são altíssimos ao povo brasileiro.

Joel Avelino Ribeiro
ribeirojoel1@outlook.com

Julgamento

Concorrer com verba ilícita é o mesmo que participar de qualquer corrida colocando o candidato à frente em grande vantagem, sem condição a uma concorrência justa. O ministro Gilmar Mendes, quando abriu essa contenda sobre a chapa Dilma/Temer no TSESE, a ex-presidente Dillma havia sido reeleita com evidentes suspeitas de uso de dinheiro ilícito, fosse de caixa 1 ou 2. Nesse ínterim houve o impeachment, e hoje a Presidência é ocupada pelo presidente Temer, vice da chapa, à época. Portanto nota zero para os ministros que resolveram dar um jeitinho a lá brasileiro dizendo não à cassação. Julgaram politicamente, fechando os olhos para evidentes e vergonhosas provas de ilícito, mesmo que ao cassar o presidente Temer, cause sérios problemas ao País. Mas lei é lei. Não existe “meia lei”. Depois desse julgamento mais portas vão se fechando em volta do nosso Judiciário.

Beatriz Campos
beatriz.campos@uol.com.br

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