Capela do Divino, espaço de fé e devoção

materia
Capela do Divino realiza missas todos os meses para manter os laços entre os devotos, festeiros e exfesteiros. Espaço desenvolve ações de evangelização; outro ponto de encontro de fiéis e de visitantes é o Museu do Divino, também ao lado da Catedral de Santana

A Capela e o Museu do Divino de Mogi das Cruzes são dois espaços físicos criados com o objetivo de manter devotos, festeiros e ex-festeiros mobilizados durante todo o ano para a realização da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes.

Uma vez por mês, na última segunda-feira, às 20 horas, uma missa é realizada no santuário construído atrás da Catedral de Santana, num espaço onde, no passado, funcionou a Casa da Criança.
Esses dois locais tornaram-se um ponto permanente para o encontro dos fiéis que, até então, se reuniam ao longo do ano em oportunidades como as rezas da Coroa do Divino, e mais frequentemente, nos dias que antecedem o evento, para o preparo das rezas, novenas e da quermesse.

A celebração mensal foi iniciada em novembro do ano passado e deverá permanecer fixa na agenda de atividades da Diocese de Mogi das Cruzes. E tem uma singularidade: o café servido para o povo, após a reza, assim como ocorre com as alvoradas durante os dias do louvor ao Divino Espírito Santo.

O Museu do Divino “Professora Amália Theresa Manna de Deus” permanece aberto durante as celebrações. O nome homenageia dona Manna, devota que durante anos respondeu pela elaboração da programação religiosa da Festa do Divino.
O visitante do Museu do Divino conhece a história da festa centenária por meio da exposição de peças como oratórios, livros de ouro e paramentos usados por antigos devotos e festeiros como a lendária Josefina de Camargo Franco, a Nhá Zefa, e Rita Anna do Nascimento. Dona Rita, durante décadas, coordenou a equipe que prepara o café da manhã, na cozinha da Catedral de Santana, servido ao povo nas manhãs frias, após as alvoradas.

Entre os registros mais antigos está um oratório do século XIX feito por Dito Pituba, o santeiro nascido em Santa Isabel, tido como um dos artistas dos mais importantes da arte caipira do Estado de São Paulo.

O Museu do Divino, por enquanto, é aberto apenas durante as celebrações, e pode ser conhecido pelas pessoas que vão ao Tribunal Eclesiástico, instalado nesse ano, no mesmo espaço onde está a Capela, e em funcionamento de segunda a sexta-feira. Uma das metas da Diocese de Mogi das Cruzes, com a abertura da Capela e do Museu, é manter atividades durante todo o ano, focadas no Divino Espírito Santo, e não apenas durante o período de 10 dias de realização do festejo, sempre 50 dias após o término da Páscoa e Pentecostes.

“O nosso objetivo é incentivar a devoção ao Espírito Santo, em um lugar perene. Além de devotos da Cidade, temos recebido visitantes, de outros municípios”, afirmou o padre Thiago Cosme da Silva, que celebra as missas mensalmente e integra a Associação Pró-Festa do Divino. Nesse ano, acrescentou ele, “os festeiros consideraram que a participação nas missas fortaleceu ainda mais esse sentido de devoção e oração, que a Festa possui”.

A construção da Capela do Divino foi idealizada pelo bispo Airton José dos Santos e tocada à frente por dom Pedro Luis Stringhini. Ela foi inaugurada em 2014, mas as missas mensais começaram a ser feitas no ano passado.
A manutenção de um santuário dedicado ao Divino Espírito Santo, defende o padre Thiago, tem um aspecto de evangelização e de louvor, e provoca ainda o fortalecimento dos laços entre devotos, festeiros e organizadores. “É um ponto de oração em funcionamento durante todo o ano, fortalecendo a devoção dos mogianos e visitantes”.

A atração de devotos é outro fator de destaque porque para realizar a festa, responsável pela movimentação de milhares de pessoas, a Diocese de Mogi das Cruzes e a Associação Pró-Divino contam com a colaboração de centenas de voluntários, entre trabalhadores, rezadeiras, festeiros e equipes responsáveis pela novena e alvorada.

As missas mensais têm atraído cerca de 100 pessoas  muitas ficam do lado de fora da Capela que possui capacidade para receber 60 fiéis.