Câmara debate reabertura da passagem em nível da Deodato

Assunto foi debatido em Comissão de Saúde. (Foto: Marcelo Alvarenga/ CMMC)
Maioria defende a manutenção da passagem até o fim das obras no Centro.
(Foto: Arquivo)

SILVIA CHIMELLO
A liberação da passagem em nível da Rua Deodato Wertheimer não teve aprovação unânime na Câmara Municipal. A decisão do prefeito Marcus Melo (PSDB) de reabrir o acesso foi duramente criticada pelo vereador Antônio Lino (PSD), que considera falta de coerência o fato de a Prefeitura ter investido quase R$ 150 milhões na obra do Complexo Viário Tirreno Da San Biágio para eliminar as cancelas e recuar diante da chance de fechar uma delas. Mas a maioria considerou “nobre” a atitude do tucano por ter reconhecido que esse não é o momento para interditar um caminho muito utilizado, especialmente por pedestres.

“Sempre se falou na Cidade que era preciso fechar a cancela, mas quando a Administração consegue o financiamento de R$ 150 milhões para o projeto de transposição no Centro, a obra é realizada e não tem eficácia, porque depois de ficar fechada alguns dias é liberada na sequência. Os comerciantes do trecho têm direito de reclamar, mas há várias formas de o trânsito girar sem abrir o acesso para carros. Houve falha com a falta da passarela para pedestres, mas poderia ser liberada às pessoas e não aos carros”, enfatizou.

O presidente da Casa, Carlos Evaristo da Silva (PSD), saiu em defesa do prefeito. “Faltou planejamento, mas recuar na decisão até que as obras sejam concluídas é um ato de grandeza. Temos que terminar todo o projeto para depois fechar as passagens” reforçou. Mauro Araújo (PMDB) também defende a manutenção do acesso por enquanto. “Esse não é o momento adequado, porque ainda precisam ser construídos o segundo túnel, passarelas para pedestres, melhorias na estação de trem. Se fechar agora vai penalizar os pedestres”, disse.

Outro que apoiou a decisão foi o tucano José Antônio Cuco Pereira, que alega que houve planejamento, mas o problema foi que os governos federal e estadual “não fizeram a parte deles que seriam a construção de viadutos e modernização das estações ferroviárias.

Maria da Penha
Na sessão de ontem, os vereadores discutiram a moção apresentada pelo vereador Francismário Vieira (PR), o Farofa, que pede agilidade na instalação da Vara Especializada em Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O documento será enviado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, e ao prefeito Marcus Melo. O tucano disse que a Prefeitura já está estruturando a Patrulha Maria da Penha para que inicie os trabalhos até o final do ano.

Questionado critério para definição de vaga em creche
A Câmara de Mogi aprovou o requerimento do vereador Caio Cunha (PV) que cobra informações da Prefeitura sobre a licitação do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, no Mogilar. Após o encerramento do contrato com a Socicam, em março, a Administração Municipal assumiu a responsabilidade pelos serviços até que seja concluída a concorrência para repasse da concessão dos serviços à iniciativa privada. Em outro documento aprovado pela Casa, o parlamentar pede mais transparência na distribuição de vagas em creches da Cidade.

O que chama atenção do vereador no caso do Terminal Rodoviário é o fato de a Prefeitura ter mantido a cobrança de taxas de embarque aos usuários, a título de remuneração dos concessionários. Por isso, Cunha, quer saber qual a destinação dos recursos provenientes de taxas de embarques, aluguel de lojas e tarifas de estacionamento. Também questiona sobre as melhorias previstas para modernização do terminal. “Nada mais justo que a Casa saber como está sendo arrecadado, quanto, como são usados os recursos”, alega.

Os vereadores também cobram melhorias no local. Na avaliação de José Antônio Cuco Pereira, a empresa que ganhar a concorrência para explorar os serviços deveria modernizar a área para acompanhar o crescimento da Cidade.

Creches
A Câmara também aprovou outro requerimento apresentado por Caio Cunha na terça-feira pedindo informações à Secretaria Municipal de Educação sobre a lista de espera por vagas em creches. O vereador cobra transparência no processo. A ideia, segundo ele, é disponibilizar em plataforma online a ordem de chamada para que as mães, pais e responsáveis possam ter acesso. “Queremos acompanhar e saber se as chamadas estão seguindo de fato a ordem da lista de espera. Assim, conseguiremos coibir possíveis práticas corruptas”, explicou Caio. (S.C.)