Calçadas inseguras - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete
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           EDITORIAL

Calçadas inseguras

Editorial

Merece atenção a nossa reportagem publicada no final de semana sobre a precariedade de calçadas na região central e periférica de Mogi das Cruzes. Assunto antigo? Sim. Solução à vista? Parece que não.

A falta de respostas para esse assunto levou o nosso sempre atento leitor, Fernando Pimentel, a novamente cobrar o poder público e reunir a série de reportagens feita sobre o problema, sem uma resposta definitiva para aquilo que prejudica a mobilidade urbana, desvaloriza a vida na Cidade.

Calçadas esburacadas e em desnível oferecem riscos de graves acidentes a crianças e idosos, e a adultos desatentos. Nesse assunto, todos são vulneráveis. Mesmo com a rotina que privilegia o carro, ninguém está livre de levar um escorregão com graves sequelas.

Em Mogi das Cruzes, isso pode acontecer com que trabalha ou precisa se valer dos serviços públicos concentrados no Centro Cívico. Um das calçadas mais vergonhosas fica a poucos metros dos principais gabinetes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao lado dessas casas responsáveis, ironicamente, pela ordem da Cidade.

A calçada da Casa da Agricultura, ao lado Câmara, Fórum e Prefeitura, é uma das mais problemáticas. Diferentes gestores que ocuparam as principais cadeiras desses três poderes não moveram um dedo para cuidar desse espaço comum.

Há uma queda de braço entre os proprietários de imóveis e a Prefeitura nesse assunto, como observa o arquiteto Paulo Pinhal, defensor de um entendimento entre as partes em favor de um bem e interesse maior: a segurança dos mogianos, a segurança da Cidade. Uma lei federal diz que as calçadas são de responsabilidade da Prefeitura. E uma lei municipal obriga o proprietário a cuidar dos passeios

Além do poder público, os proprietários precisam ser chamados à responsabilidade por quem de direito.

A Prefeitura promete vistoriar os pontos destacados pela reportagem. Era o mínimo esperado. Mas o histórico não é dos mais felizes: se a calçada do Centro Cívico não recebe um tratamento adequado, o que esperar dessa promessa?

A Revisão do Plano Diretor abre caminho para se melhorar a maneira de fiscalizar e cobrar pela melhoria das calçadas. Muito se falou ontem sobre investir na melhoria do deslocamento das pessoas. Pois nesse item, calçada, a Cidade deixa muito a desejar.



De nossa parte, colocamos novamente o assunto no cotidiano da Cidade. É uma forma de pressionar quem por dever deve responder pela zeladoria de Mogi. De concreto, sabe-se que, em geral, os imóveis com problemas mais graves são os mesmos, de proprietários que não respondem às advertências ou multas, ou do próprio poder público. Até quando essas pessoas vão interferir negativamente na vida da coletividade?

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