Banda Lira São José festeja o oitavo aniversário - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete

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Banda Lira São José festeja o oitavo aniversário

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Grupo formado por 20 músicos ensaia às terças-feiras, no Mogilar. (Foto: Divulgação)

Grupo formado por 20 músicos ensaia às terças-feiras, no Mogilar. (Foto: Divulgação)

ELIANE JOSÉ
Vinte músicos integram um dos times de “Josés” hoje, em festa. Há oito anos nascida a Corporação Musical Lira de São José Operário na paróquia do santo padroeiro do Mogilar para se apresentar em festas religiosas como a que acontece neste domingo no bairro. Esse grupo começa com alguns ex-integrantes da banda Santa Cecília, no início dos desentendimentos que desestruturam a antiga entidade.

Toda terça-feira, no início da noite, a Lira de São José ensaia dobrados, marchas, valsas e música popular na casa do saxofonista Olímpio Ferreira Gomes, no número 231, na Rua José Malozze.

Desde o surgimento, o grupo reconhecido pelo traje amarelo coleciona apresentações e participações em festejos, serestas, eventos religiosos e culturais. Hoje, a banda participa da procissão da Festa de São José Esposo, às 18 horas, na Paróquia São José Operário, onde serão realizadas missas às 7h30, 9h30, 15 e 19 horas, com benção aos “Josés”.

Até aqui acerta quem diz que a amizade e a paixão pela música respondem pela resistência da iniciativa e a união de músicos de cabelos e barbas brancas e músicos jovens. Um e outro cachê simbólico já foram recebidos. Mais uma ajuda de custo. No mais das vezes, a Lira de São José Operário toca por prazer.

Quando algum recurso financeiro chega é usado na manutenção dos instrumentos, de propriedade de quem o utiliza. Isso não avexa, nem reduz o entusiasmo, principalmente dos que a idealizaram. Estão desde a fundação nesse barco, músicos conhecidos pela participação em outras bandas como Olímpio Ferreira Gomes e Valteli Rodrigues de Aguiar, além do professor Josemir Ferraz de Campos, que admite ser o único que não toca nada.

A banda apresentou-se em festas e encontros em Mogi das Cruzes, e também animou moradores de cidades como Ferraz de Vasconcelos e Guararema.

Campos foi eleito presidente na última terça-feira para presidir a entidade no biênio 2017-2019.

Futuro
Um projeto anima os músicos no oitavo aniversário. Por meio de lei de incentivo à cultura, de maio a dezembro, segundo afirma Josemir, a Lira São José Operário irá realizar uma série de 16 retretas em bairros mogianos. A iniciativa ganhou o nome de Banda com o Povo. “Será uma maneira de levar a música para um público que não está acostumado a ouvir uma banda no bairro onde mora”, comenta Josemir.



Outro desejo é conquistar uma sede própria, para o desenvolvimento de oficinas de música. “Temos músicos qualificados que poderiam ensinar jovens”, anima-se Valteli Rodrigues de Aguiar, o ex-presidente que toca clarineta.

Já reconhecida como entidade de utilidade pública municipal, o grupo tem buscado apoio para conseguir um local próprio para os ensaios e outras atividades culturais. Um sonho impulsionado pela passagem do oitavo aniversário.

Sede própria e oficinas são metas
Na composição da Lira de São José Operário estão músicos com idades entre 15 e 78 anos. Há uma mulher. A troca de experiência entre gerações distintas modela um desejo ainda não realizado pelos fundadores: a manutenção de oficinas de músicas para jovens e crianças. “Temos esse objetivo, mas ainda não temos condições financeiras para isso”, diz o presidente, o professor Josemir Ferraz de Campos.

Integram a Lira: Carlos Eduardo Guimarães e Waldyr Alves Rodrigues (trombone de vara), Cauê Augusto Motta, Higor Arnaldo, Runner Bitelli e Matheus Araújo (trompete), Claudia Fernanda Zapille Jorge, João Thomé de Freitas Filho e Valteli Rodrigues de Aguiar (clarineta), João Aparecido Marcondes (bumbo), José Antonio Cardoso de Souza (prato), José Benedito do Patrocínio (baixo tuba), José Lourenço de Araújo (trombone de pisto), Kleber Lima (bombardino), Luis Francisco de Castro, Marcelo de Lima Mendonça e Olimpio Ferreira Gomes (saxofone), Richard Felix Bitelli ( trompete e regência), Sebastião Martins e Teófilo da Silva (tarol).

 

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